Júri é adiado por ausência de promotor

A ação criminosa aconteceu no dia 18 de julho de 2016, quando a vítima foi alvejada enquanto passeava com o respectivo cachorro na região da Alameda das Árvores, no bairro Luzia, em Aracaju.

Milton Alves Júnior

A ausência de um promotor representante do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPE/SE) contribuiu diretamente para que o Júri Popular que envolve Anderson Souza Santos, réu acusado pelo assassinato do delegado de Polícia, Ademir da Silva Melo Júnior, fosse adiado. A ação criminosa aconteceu no dia 18 de julho de 2016, quando a vítima foi alvejada enquanto passeava com o respectivo cachorro na região da Alameda das Árvores, no bairro Luzia, em Aracaju. Após a promotora titular da ação, Suzy Mary de Carvalho, solicitar substituição – ocasionada por motivo de doença, a promotora substituta, Talita Cunegundes Fernandes, foi designada para realizar o Júri. O advogado de defesa reagiu com protesto pela ausência do MPE.
Há pouco mais de quatro anos, o chileno Eduardo Lanos, especialista em inteligência policial e análise de local de crime, foi contratado pelos pais da vítima para que estudasse o caso de forma paralela ao setor de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Já em março de 2020, ao apresentar um dossiê por ele desenvolvido, apresentou provas – ditas por ele como: contundentes -, as quais demonstram que a morte de Ademir Melo foi encomendada. Josefhe Barreto, advogado de defesa, discordou dos autos apresentados pela Polícia Civil, e garantiu que o seu cliente é inocente. Questionado sobre a base teoria ele possui, para destacar a inocência, Barreto disse que vai revelar no momento oportuno.
“Eu tenho certeza que Anderson é inocente, eu não vou adiantar a tese porque pode trazer prejuízo ao réu mais na frente. Surgiram alguns fatos novos e a gente até entende a razão desse Júri estar sendo remarcado, e eu irei juntar esses fatos novos no processo. Talvez alguma coisa a mais surja e talvez a gente chegue aos verdadeiros autores desse crime bárbaro que cometeram contra o saudoso Ademir, que era uma pessoa de respeito, de índole e caráter inquestionável”, declarou. Depois de quatro anos de estudos, a Polícia Civil de Sergipe decidiu por indiciar o acusado pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte, e remeteu o inquérito ao Ministério Público.

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