Menos de 24 horas após a corte jurídica ter ajuizado a greve dos professores como ilegal, o Tribunal de Justiça em sessão ordinária também avaliou o movimento grevista dos médicos que atuam na rede municipal de saúde como ilegal. Para o desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, que oficializou a liminar, a paralisação da categoria que completa hoje 11 dias prejudica as pessoas que dependem da assistência médica, em especial às pessoas que não possuem renda financeira suficiente para adquirir um plano particular. Com a greve de 400, dos 500 médicos municipais, mais de cinco mil pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ficam sem o devido atendimento.
Ainda de acordo com a decisão jurídica, caso a liminar seja desrespeitada uma multa de R$ 5 mil por dia será aplicada e o respectivo valor do auto será revertido e destinado ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. De acordo com a assessora de comunicação do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), Mércia Oliva, a postura adotada pela corte foi criticada pela categoria que desde o último mês de janeiro luta por um reajuste salarial acima da base inflacionária que alcançou a casa dos 8,3%. O reajuste de 5% anunciado pelo prefeito João Alves Filho na semana passada foi apontada como ‘desleal’ e ‘desumana’ pelos médicos.
Os profissionais da saúde ainda exigem melhores condições de trabalho e reunião extraordinária com o chefe do executivo municipal. "A categoria solicita que o reajuste seja revisto e que todos os médicos recebam por tabela única. Além disso, a data base da categoria que estava prevista para janeiro, mas a prefeitura mudou para maio e na semana passada repassou um reajuste 3,3% menor que a inflação", disse a assessora. A mobilização grevista tem gerado a interrupção em todas as unidades de saúde, com exceção da UPA Fernando Franco, no Conjunto Augusto Franco, e UPA Nestor Piva, que fica na avenida Maranhão.

