Justiça decreta ilegalidade da greve no Detran

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Na manhã de ontem durante sessão plenária, o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE) voltou a decretar ilegalidade na greve dos servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Sindetran/SE) que durou cinco dias. Surpreso com a decisão judicial, os sindicalistas disseram aguardar que a notificação oficial seja protocolada para em seguida decidir o futuro da mobilização. Conforme termo da ação, caso a ordem seja descumprida pelos servidores, uma multa diária de R$ 50 mil será aplicada. A perspectiva por parte da categoria é que uma assembleia extraordinária seja promovida já nos próximos dias.
"Entendemos que toda e qualquer decisão judicial deve ser atendida. Vamos aguardar que esse documento oficial seja devidamente encaminhado para o nosso sindicato, em seguida vamos conversar com o nosso departamento jurídico, e claro, vamos ouvir os nossos colegas de trabalho em uma possível assembleia", disse o presidente do Sindetran, Thiago Bomfim. Ainda conforme declarações do presidente, os funcionários do órgão estadual se mostram insatisfeitos com uma possível falta de diálogo entre os gestores públicos e os servidores. Diante de uma possível precariedade da estrutura física e profissional, essa foi a segunda greve a ser deflagrada, e a segunda ajuizada ilegal pelo TJ.

Assim que iniciaram a segunda paralisação em menos de quatro meses, os manifestantes, em especial a cúpula administrativa, decidiram pleitear uma reunião com o governador em exercício, Jackson Barreto com o propósito de reivindicar concurso público para o Detran, valorização da atual equipe de servidores da casa, e melhores condições de trabalho para todos. Apesar da ação ajuizada pelo TJ, que teve como relator o desembargador Cezário Siqueira Neto, o sindicato garantiu que a manifestação previamente agendada para ocorrer amanhã em frente à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), está garantida. A mobilização tem por objetivo cobrar o apoio dos deputados estaduais.

Ainda segundo o presidente do Sindicato, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), a categoria não aceita receber R$ 634 como salário base. Conforme cálculos apresentados por Bomfim, os sergipanos recebem o menor salário pago a servidores do DETRAN no Brasil. "Menos até que o salário mínimo. A injustiça se torna maior porque é através do trabalho destes servidores mal remunerados que o Estado obtém a sua segunda maior arrecadação", pontuou.

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