Gabriel Damásio
Menos de 24 horas depois do latrocí-nio ocorrido em um ônibus da linha Marcos Freire I e III/DIA, no qual a auxiliar de produção Taís da Silva dos Santos, 21 anos, foi assassinada com um tiro no peito, a Polícia Civil apreendeu um adolescente de 17 anos que confessou sua participação no crime revelou a participação de outros quatro menores já identificados pela polícia. O acusado foi detido durante a madrugada de ontem no bairro Santa Maria (zona norte de Aracaju), após uma denúncia anônima repassada à Delegacia de Repressão a Roubo a Ônibus (DRRO). De acordo com o delegado responsável João Martins Cunha, o menor foi reconhecido através das imagens gravadas pelo circuito interno de TV do coletivo.
Martins informou que, a partir da informação do Disque-Denúncia (181), os agentes da DRRO e do Grupo Especial de Repressão e Busca (Gerb) seguiram até uma casa no bairro Soledade (zona norte), onde os suspeitos já eram procurados desde a manhã do crime. "Nós diligenciamos intensamente no bairro Soledade, onde as informações davam conta de que eles estariam escondidos lá. Conseguimos localizar a casa onde dois dos adolescentes dormiram na véspera do assalto, e onde uma garota mora com eles. Na hora que entramos no local, assim que a garota permitiu, nós encontramos quatro cartões de vale-transporte, o boné utilizado por um dos assaltantes, bolsa de vítima, celular de vítima, e nos fundos da casa haviam cinzas de uma fogueira feita para descartar parte dos objetos que não interessavam a eles", explicou o delegado.
Entre os objetos roubados, estava um cartão de vale-transporte com o nome de Taís, o que confirmou as suspeitas iniciais da polícia de que os adolescentes se esconderam ali. Após a descoberta, os policiais foram informados sobre o adolescente acusado, que estava em uma casa no Santa Maria e deu detalhes do crime ao ser apreendido. Foi confirmada, inclusive, a participação dos outros quatro menores, sendo um que permaneceu fora do coletivo, dando cobertura aos quatro que entraram no ônibus e roubaram os passageiros. O menor apreendido revelou que, além dos objetos, R$ 60 em dinheiro foram roubadas, o que foi considerado pouco.
Inicialmente, chegou-se a dizer que o adolescente foi o autor do tiro disparado contra Taís, matando-a na hora, mas João Martins esclarece que este menor usava uma réplica de pistola 9 milímetros, usada em treinamentos e simulações. "As investigações demonstram que o adolescente que estava com aquela arma provavelmente não foi o responsável pelo disparo, e sim um outro que estava mais ao fundo do ônibus e desceu pela porta do fundo. Aquela arma [que aparece na mão do menor flagrado] é um simulacro de pistola de grosso calibre, de uso restrito, e o calibre do projétil encontrado no corpo da vítima é de um revólver calibre 32, totalmente incompatível com uma arma daquele porte", explica.


