Laurear: polícia vai à Alese para ouvir Bezerra e Gustinho

 

Gabriel Damásio
Uma equipe de polici-
ais civis do Departa-
mento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) esteve ontem no prédio da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para ouvir os depoimentos dos deputados estaduais Augusto Bezerra (PHS) e Gustinho Ribeiro (PSD). Eles são investigados no inquérito policial que apura mais um desdobramento do ‘Escândalo das Subvenções’: o desvio dos recursos repassados entre 2012 e 2013 pela Alese ao Instituto Laurear, uma entidade ligada ao empresário Nollet Feitosa Vieira. Segundo a polícia, o instituto recebeu R$ 2 milhões em subvenções através dos gabinetes de Augusto, Gustinho e de Paulinho da Varzinhas (PT do B), que prestará depoimento em data a definir.
A equipe do Deotap e a delegada Thais Lemos, diretora do departamento, chegaram à Alese no meio da manhã e entraram por um acesso privativo. Em seguida, foram aos gabinetes dos deputados para ouvir os depoimentos. Um esquema de segurança chegou a ser montado pelos assessores de Augusto para impedir o acesso de jornalistas ao gabinete dele, que chegou a ter as portas trancadas. No meio do depoimento, a porta foi aberta para a saída do ex-vereador Agamenon Sobral, processado pelas operações ‘Caça-Fantasma’ e ‘Indenizar-se’. Ele alegou que tinha ido fazer uma visita a Bezerra e que ela coincidiu com o depoimento. Os policiais deixaram o local apenas no começo da tarde.
O inquérito do Deotap, que está em fase de conclusão, aponta que Augusto Bezerra indicou o repasse de R$ 1,4 milhão à Laurear, mas este dinheiro teria ‘voltado’ para o deputado através de cheques emitidos pela associação e sacados tanto pelo parlamentar quanto por seus assessores. A delegada Thais Lemos chegou a confirmar, com base em levantamentos das transações e quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, que um dos cheques repassados a Augusto, no valor de R$ 35,7 mil, foi usado como entrada na compra de uma casa de praia.
O advogado de defesa de do deputado, Aurélio Belém, disse à TV Atalaia que todas as perguntas feitas pela delegada foram respondidas, mesmo com o direito de ficar em silêncio. "O deputado apresentou documentos, colocou seu sigilo bancário à disposição e prestou todos os esclarecimentos, respondendo a todas as perguntas com tranquilidade. Foi perguntada a questão dessa casa e explicamos que a casa não foi paga. A dívida dessa casa é inclusive objeto de uma discussão judicial entre o deputado e a empresa que a vendeu. Nenhum cheque e nenhum dinheiro oriundo do instituto transitou pela conta do parlamentar", disse Belém. 
O advogado disse também que todas as verbas da Laurear foram aplicadas em projetos de educação e qualificação profissional para cerca de 1.200 alunos, conforme consta nas prestações de contas aprovadas pelas comissões fiscalizadoras da Assembleia. Ele esclareceu ainda que depoimentos aconteceram na Alese porque a ocupação do cargo de deputado permite que eles escolham a data e local para prestar depoimentos.

Uma equipe de polici- ais civis do Departa- mento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) esteve ontem no prédio da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para ouvir os depoimentos dos deputados estaduais Augusto Bezerra (PHS) e Gustinho Ribeiro (PSD). Eles são investigados no inquérito policial que apura mais um desdobramento do ‘Escândalo das Subvenções’: o desvio dos recursos repassados entre 2012 e 2013 pela Alese ao Instituto Laurear, uma entidade ligada ao empresário Nollet Feitosa Vieira. Segundo a polícia, o instituto recebeu R$ 2 milhões em subvenções através dos gabinetes de Augusto, Gustinho e de Paulinho da Varzinhas (PT do B), que prestará depoimento em data a definir.
A equipe do Deotap e a delegada Thais Lemos, diretora do departamento, chegaram à Alese no meio da manhã e entraram por um acesso privativo. Em seguida, foram aos gabinetes dos deputados para ouvir os depoimentos. Um esquema de segurança chegou a ser montado pelos assessores de Augusto para impedir o acesso de jornalistas ao gabinete dele, que chegou a ter as portas trancadas. No meio do depoimento, a porta foi aberta para a saída do ex-vereador Agamenon Sobral, processado pelas operações ‘Caça-Fantasma’ e ‘Indenizar-se’. Ele alegou que tinha ido fazer uma visita a Bezerra e que ela coincidiu com o depoimento. Os policiais deixaram o local apenas no começo da tarde.
O inquérito do Deotap, que está em fase de conclusão, aponta que Augusto Bezerra indicou o repasse de R$ 1,4 milhão à Laurear, mas este dinheiro teria ‘voltado’ para o deputado através de cheques emitidos pela associação e sacados tanto pelo parlamentar quanto por seus assessores. A delegada Thais Lemos chegou a confirmar, com base em levantamentos das transações e quebras de sigilo autorizadas pela Justiça, que um dos cheques repassados a Augusto, no valor de R$ 35,7 mil, foi usado como entrada na compra de uma casa de praia.
O advogado de defesa de do deputado, Aurélio Belém, disse à TV Atalaia que todas as perguntas feitas pela delegada foram respondidas, mesmo com o direito de ficar em silêncio. "O deputado apresentou documentos, colocou seu sigilo bancário à disposição e prestou todos os esclarecimentos, respondendo a todas as perguntas com tranquilidade. Foi perguntada a questão dessa casa e explicamos que a casa não foi paga. A dívida dessa casa é inclusive objeto de uma discussão judicial entre o deputado e a empresa que a vendeu. Nenhum cheque e nenhum dinheiro oriundo do instituto transitou pela conta do parlamentar", disse Belém. 
O advogado disse também que todas as verbas da Laurear foram aplicadas em projetos de educação e qualificação profissional para cerca de 1.200 alunos, conforme consta nas prestações de contas aprovadas pelas comissões fiscalizadoras da Assembleia. Ele esclareceu ainda que depoimentos aconteceram na Alese porque a ocupação do cargo de deputado permite que eles escolham a data e local para prestar depoimentos.

 

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