Limite noturno para transferência pelo Pix começa na segunda

 

Milton Alves Júnior
A partir desta segunda-feira (4), os mais de 100 milhões de brasileiros cadastrados com chave Pix na rede bancária passam a ter limite de transferência máxima de R$ 1.000 durante a noite. Essa medida foi adotada pelo Banco Central do Brasil como forma de minimizar os riscos de ações criminosas, em especial, a obrigatoriedade de transação financeira em casos de sequestros relâmpagos. 
Ainda de acordo com a Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração do BC, caso o cliente deseje realizar transferências acima do limite, esta opção estará à disposição, desde que a gerência do banco cadastrado seja comunicada desta necessidade com ao menos 24 horas de antecedência. No radar administrativo do Banco Central, os gestores federais garantem que ainda neste quarto – e último trimestre de 2021 -, outras duas medidas deverão ser implementadas; a perspectiva é que as mudanças ocorram até o dia 16 de novembro. As instituições serão obrigadas a realizar registros diários das ocorrências de fraudes ou de tentativas de fraude na prestação de serviços de pagamento, discriminando, inclusive, as medidas corretivas adotadas. 
Na tarde de ontem, em conversa com o JORNAL DO DIA, o gerente da Caixa Econômica Federal, Allan Barros, revelou que o vazamento de informações envolvendo as chaves Pixde não correntistas do Banese – o primeiro caso desde a criação deste sistema de transações, em novembro do ano passado -, provocou os gestores nacionais a buscar medidas de fortalecimento das ações contra o crime organizado. Barros enalteceu a definição prévia das medidas a serem implantadas na próxima segunda-feira, reconheceu a estabilidade dos dados sigilosos de cada cliente, bem como defende a necessidade de se buscar mecanismos paralelos os quais possam proporcionar maior blindagem ao sistema PIX. 
"Fora os mais de 100 milhões de cidadão, clientes bancários, nosso país contabiliza pouco mais de 7 milhões de empresas que possuem cadastro e aderiram ao Pix como forma de gestão financeira. Não podemos negar, houve um certo receio quanto a esse vazamento [de chaves], mas o índice de dano foi zero. Isso mostra que o sistema é seguro, que essas novas medidas a serem implantadas nessa semana são essenciais, mas nada impede que o próprio Banco Central estude mais medidas que ajudem a proteger as contas dos clientes com adesão ao Pix", avaliou. 

Milton Alves Júnior

A partir desta segunda-feira (4), os mais de 100 milhões de brasileiros cadastrados com chave Pix na rede bancária passam a ter limite de transferência máxima de R$ 1.000 durante a noite. Essa medida foi adotada pelo Banco Central do Brasil como forma de minimizar os riscos de ações criminosas, em especial, a obrigatoriedade de transação financeira em casos de sequestros relâmpagos. 
Ainda de acordo com a Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração do BC, caso o cliente deseje realizar transferências acima do limite, esta opção estará à disposição, desde que a gerência do banco cadastrado seja comunicada desta necessidade com ao menos 24 horas de antecedência. No radar administrativo do Banco Central, os gestores federais garantem que ainda neste quarto – e último trimestre de 2021 -, outras duas medidas deverão ser implementadas; a perspectiva é que as mudanças ocorram até o dia 16 de novembro. As instituições serão obrigadas a realizar registros diários das ocorrências de fraudes ou de tentativas de fraude na prestação de serviços de pagamento, discriminando, inclusive, as medidas corretivas adotadas. 
Na tarde de ontem, em conversa com o JORNAL DO DIA, o gerente da Caixa Econômica Federal, Allan Barros, revelou que o vazamento de informações envolvendo as chaves Pixde não correntistas do Banese – o primeiro caso desde a criação deste sistema de transações, em novembro do ano passado -, provocou os gestores nacionais a buscar medidas de fortalecimento das ações contra o crime organizado. Barros enalteceu a definição prévia das medidas a serem implantadas na próxima segunda-feira, reconheceu a estabilidade dos dados sigilosos de cada cliente, bem como defende a necessidade de se buscar mecanismos paralelos os quais possam proporcionar maior blindagem ao sistema PIX. 
"Fora os mais de 100 milhões de cidadão, clientes bancários, nosso país contabiliza pouco mais de 7 milhões de empresas que possuem cadastro e aderiram ao Pix como forma de gestão financeira. Não podemos negar, houve um certo receio quanto a esse vazamento [de chaves], mas o índice de dano foi zero. Isso mostra que o sistema é seguro, que essas novas medidas a serem implantadas nessa semana são essenciais, mas nada impede que o próprio Banco Central estude mais medidas que ajudem a proteger as contas dos clientes com adesão ao Pix", avaliou. 

 

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