LIRAa mostra baixo risco de infestação pelo aedes aegypti

Pela SMS foi destacado ainda que acontece este processo evolutivo do mosquito costuma durar em média entre cinco e sete dias, quando o Aedes aegypti já pode transmitir as doenças. Foto: Sérgio Silva
Milton Alves Júnior
 
O mais recente Levantamento Rápido de Índice para aedes aegypti (LIRAa) indica que 23, dos 43 bairros aracajuanos, apresentam baixo risco para surtos ou epidemias causados pelo mosquito; 20 apresentam médio risco; enquanto nenhum bairro registrou índice elevado de infestação provocada pelo mosquito responsável pela transmissão da dengue, Chicungunhya e zika vírus. A atualização deste cenário aconteceu com base em dados coletados entre os dias 10 e 16 de setembro. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) destacou que, desde o último mês de junho, nenhum bairro presente na capital sergipana apresenta risco elevado de infestação. Entre os bairros com maiores índices estão: Salgado Filho (3,4) Pereira Lobo (3,2); Jardins (2,9); Getúlio Vargas (2,9); Santos Dumont (2,0); e Porto Dantas (1,9).
Para entender melhor a análise dos dados, o LIRAa – desenvolvido a cada dois meses -, pode tem como base três níveis: Baixo (de 0,0% a 0,9%), Médio (de 1,0% a 3,9%) e Alto (acima de 4,0%), e é realizado a cada dois meses, sendo uma ferramenta de monitoramento da presença do mosquito, transmissor das doenças. Com a chegada da Primavera na última sexta-feira, 22, e aproximação do Verão, os gestores da Saúde pública chamam a atenção dos sergipanos para a necessária multiplicação das ações preventivas e de combate ao Aedes aegypti. Essa preocupação tem como base indicativos nacionais os quais mostram que, historicamente, os meses entre dezembro e março – fase mais quente do ano -, é o período com maior proliferação das doenças.
A realização gradativa deste levantamento tem como foco central melhor proteger a população e minimizar os riscos de complicações clínicas enfrentadas por cada paciente diagnosticado com alguma das doenças transmitidas. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã de ontem, a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Taíse Cavalcante, informou que os dados apresentados nesta última quinzena de setembro deve servir de incentivo para os próximos meses. “Alcançamos o menor LIRAa deste ano e, considerando o mesmo período, é o menor dos últimos cinco anos. Este momento é importante, porque agora vamos entrar em um período de sol, chuvas esparsas, e isso acaba sendo propício para o desenvolvimento do ovo até se transformar em mosquito”, declarou.
Pela SMS foi destacado ainda que acontece este processo evolutivo do mosquito costuma durar em média entre cinco e sete dias, quando o Aedes aegypti já pode transmitir as doenças. “Sabemos que o mais importante, a nível de esperar o verão, é o último LIRAa do ano, que é apresentado em novembro, mas a gente já mostra este resultado de hoje como um passo importante e positivo para trabalhar mais e para que a comunidade consiga colaborar mais com o poder público, para que a gente chegue a um índice de Baixo Risco, que seria de 0 a 0,9”, completou, Taíse Cavalcante. Apresentando dados extremos, os gestores analisam, em especial, os bairros: Pereira Lobo, Jardins e Porto Dantas.
Os dois primeiros bairros, no levantamento anterior, apresentaram índice de infestação 0, enquanto desta vez registrou avanço significativo; enquanto Porto Dantas teve queda considerável. Os dados divulgados pela Prefeitura de Aracaju mostram que até a manhã de ontem foram registradas 3.317 notificações das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, sendo confirmados 1.167 casos; destes, 793 de dengue; 343 de chikungunya; e 31 de zika. Em comparação ao ano passado, houve queda de 70,6% dos casos de dengue, e 65,4% dos casos de chikungunya, sendo o único aumento registrado nos casos de zika, de 14,8%.
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