Na luta contra os sucessivos atrasos dos pagamentos salariais e benefícios, agentes de limpeza de empresa BTS Ambiental, grupo terceirizado contratado pela Prefeitura de Aracaju, voltaram a cruzar os braços na manhã de ontem e suspender parte dos serviços de limpeza de vias públicas, mercados e áreas de lazer como praças e calçadões. Ao todo, de acordo com Diego Santos, diretor do Sindicato dos Trabalhadores de Condomínio e Empresas de Asseio e Conservação (Sindecese), são mais de 200 trabalhadores da BTS que, receberam o pagamento do ticket alimentação do mês de agosto pela metade e têm sofrido com a falta de EPI’s básicos para a atividade laboral.
A administração pública, sob a coordenação da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), alega que possui três contratos com a prestadora do serviço e que o valor contratado por mês, segundo a própria PMA, gira em torno de R$ 1,2 milhão. A manifestação teve início por volta das 6h40 e seguiu até o final da manhã. De acordo com os sindicalistas a perspectiva é que os atos públicos permaneçam até que as os pleitos sejam realmente atendidos pelos responsáveis pelos problemas. O Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindilimp) apoia o movimento.
"Estamos todos unidos nessa luta que é unificada. Não podemos permitir que esse tipo de ação prejudicial continui gerando inúmeros problemas para centenas de famílias. O que deixa toda a classe trabalhadora revoltada é o jogo de empurra o problema sempre para o outro. Tanto a empresa como a prefeitura nunca reconhecem o erro e trabalham para solucionar. Assim sendo, as paralisações continuam", disse. Diante da intensificação dos protestos a informação recebida pelos coordenadores dos atos é que até a noite de hoje todos os ‘equívocos’ serão devidamente resolvidos.
"Estamos na expectativa para que essa promessa seja cumprida, mas a gente já teme também a possibilidade do salário atrasar porque o quinto dia útil do mês já é no dia 10. A empresa só vem pagando o vencimento depois da data limite permitida por lei. Estamos ainda de olho no não pagamento das férias", declarou Diego. (Milton Alves Júnior)


