A Justiça impôs ontem mais uma pena de condenação ao detento Adriano Gonzaga Santos, conhecido como ‘Adrianinho’ ou ‘Mago’, considerado um dos mais famosos e perigosos líderes do tráfico de drogas em Aracaju. Em julgamento realizado ontem pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de Aracaju, o réu foi considerado culpado pelo assassinato de Rafael Santos da Silva, ocorrido em 16 de abril de 2014, no conjunto Padre Pedro, bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). Adriano foi punido com 23 anos, um mês e seis dias de prisão em regime fechado.
Segundo a denúncia, ‘Mago’ matou Rafael com vários tiros em uma emboscada, ocorrida em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS) Celso Daniel, no Padre Pedro, para se vingar da morte de um parceiro que integrava sua quadrilha. O crime foi uma das 11 mortes atribuídas ao réu e investigadas pela Polícia Civil entre 2013 e 2015, no contexto de uma disputa entre grupos que buscavam controlar o tráfico de drogas no Santa Maria.
Em sua sentença, o juiz Daniel de Lima Vasconcelos, da 8ª Vara Criminal de Aracaju, considerou que o crime contra Rafael foi praticado por motivo torpe e com recursos para dificultar a defesa da vítima, o que pesou na definição da pena. "Com relação ao acusado, infere-se que a sua culpabilidade deve ser valorada negativamente, diante da acentuada reprovabilidade da sua conduta, pois concorreu para a ação em que a vítima fora executada com elevada agressividade, na qual foram desferidos diversos disparos", diz a sentença, que considerou ainda outras três condenações em processos por homicídio e porte ilegal de arma, as quais já transitaram em julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A defesa do réu promete recorrer da sentença, alegando que ele sofre perseguições por parte da polícia e que teria sido torturado em uma das vezes que foi preso. ‘Mago’ chegou a fugir da carceragem do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), em novembro de 2014, sendo preso somente em outubro de 2015, depois de ter surpreendentemente escapado de pelo menos dois grandes cercos das polícias Civil e Militar. Atualmente, ele está detido no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), na capital, considerado de segurança máxima.


