Mancha de óleo polui o Rio Poxim

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Uma imensa mancha de óleo surgiu ontem no Rio Poxim, no bairro Inácio Barbosa, no conjunto Santa Lúcia e na altura do Parque dos Cajueiros. A mancha chamou a atenção dos moradores da região e pescadores, que telefonaram para o Pelotão Ambiental, da Polícia Militar.

Policiais estiveram no local e constataram a grande mancha de óleo. De acordo com o sargento Linsmar de Cristo, uma varredura foi realizada em todo o rio, no entanto, não houve a possibilidade de identificar onde iniciava a mancha, por conta do movimento da maré, nem o tamanho do crime ambiental. "A meta é intensificar o policiamento para verificar de onde vem o óleo", garantiu ele.

Os moradores contam que o forte cheiro chamou a atenção durante as primeiras horas da manhã. O comerciante Valdenison de Jesus falou da poluição do rio. "O rio já não está bom, com o alto índice de poluição e ainda despejam óleo. É bem complicado para a natureza", observou o morador.
O sargento relatou ainda que a quantidade de óleo é extensa e que no futuro uma cadeia alimentar sofrerá as consequências. "A mortandade de peixe, devido à falta de oxigênio no rio poderá ser um dos resultados desse problema", explicou.

O gerente de Avaliação e Monitoramento Ambiental, da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), Péricles Azevedo, informou que uma equipe do órgão esteve no local na manhã de ontem e fez uma coleta para análise, a fim de quantificar a quantidade de óleo e averiguar a origem do lançamento do produto. Dessa forma, poderão ser tomadas as providências jurídicas e administrativas.

O material coletado foi encaminhado para o laboratório da própria Adema e o resultado deve sair em 10 dias. "Esse episódio se trata de um crime ambiental. No primeiro momento será lavrado um auto de infração, posteriormente, envolve a aplicação de multa". O valor da multa é variável, sendo assim, depende do dano ambiental.

A possibilidade do produto espalhado no rio ser petróleo mobilizou uma equipe da empresa Ecosorb, contratada pela Petrobras e responsável pelo gerenciamento ambiental. De acordo com o técnico de Operação da Ecosorb, Marcos Moreira, uma equipe percorreu o local para analisar a mancha. "Tem equipes percorrendo por cima e pelo rio. Já constatamos que não é petróleo e que o vazamento deve ser de óleo combustível", informou.

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