Manifestantes fazem ato em defesa da democracia

Defendendo, sobretudo, a não concessão de anistia para os protagonistas dos ataques terroristas contra os prédios oficiais dos três Poderes da República - Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal -, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) impulsionou o desejo de punição severa. Foto: Infonet

Defensores da democracia nos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, se uniram no final da tarde de ontem em uma corrente nacional de defesa às instituições federais responsáveis por garantir a manutenção das ordens contidas na Constituição Federal, promulgada no ano de 1988, após 21 anos de golpe militar. Coordenado por centrais de trabalhadores, grupos estudantis e associações religiosas, o ato público pacífico aconteceu na Praça do Mini-golfe, nas proximidades da sede da administrativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Seccional Sergipe), em Aracaju. Defendendo, sobretudo, a não concessão de anistia para os protagonistas dos ataques terroristas contra os prédios oficiais dos três Poderes da República – Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal -, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) impulsionou o desejo de punição severa.
“Contra a tentativa de golpe em Brasília e contra os ataques à democracia com depredação dos prédios públicos dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário Nacional, as centrais sindicais de Sergipe junto ao Diretório Central dos Estudantes DCE/UFS, às Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo ocupam as ruas do Bairro 13 de Julho para reafirmar a importância da união da população brasileira em defesa da democracia”, comunicou a CUT Sergipe por meio de nota pública. Na concepção do presidente da entidade, Professor Roberto Silva, é preciso que a população esteja unida em defesa dos órgãos de fiscalização, monitoramento e punição de cada envolvido. Esta união democrática tem ainda como principal foco evitar que cenas semelhantes às do último domingo voltem a acontecer no país.
“A liberdade de atuação política depende da defesa da democracia. Todos os dirigentes sindicais sabem como é difícil a luta para fazer valer os direitos dos trabalhadores. E como ficaria esta luta sem as instituições democráticas que asseguram nossos direitos? Por isso hoje é dia de ocupar as ruas de Aracaju e manifestar nosso repúdio contra todo esforço e organização golpista que não aceita a derrota no segundo turno das eleições presidenciais e quer a todo custo destruir a nossa democracia”, destacou o presidente. Dando seguimento ao diálogo em defesa da soberania democrática do Brasil, logo mais a partir das 9h, acontece uma plenária dos movimentos sociais e sindicais com ‘Encaminhamentos de Luta e Análise de Conjuntura’. O encontro acontece na sede da CUT Sergipe, no bairro Cirurgia.
“Houve reação imediata por parte do judiciário nacional; houve resposta imediata por parte dos congressistas; houve reação internacional, e nós, como cidadãos trabalhadores que respeitam as leis, também precisamos reagir. Estes terroristas precisam ser identificados e responsabilizados. Nos reuniremos em plenária, e vamos definir as próximas medidas em defesa da nossa ordem, da nossa democracia e daquilo que foi escolhido pela maioria dos brasileiros nas urnas”, completou Roberto Silva.

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