Milton Alves Júnior
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Permanece por tempo indeterminado a greve dos médicos que prestam serviços para a Prefeitura de Aracaju. A decisão aprovada por unanimidade foi definida na tarde de ontem quando a categoria se reuniu em assembleia extraordinária realizada na sede do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe. A greve que se estende desde o último dia 8 de junho tem gerado a interrupção em todas as unidades de saúde, com exceção da UPA Fernando Franco, no conjunto Augusto Franco, e na UPA Nestor Piva, na avenida Maranhão. Nesses dois ambientes, apenas casos de urgência ou emergência estão sendo atendidos. Diante desta definição, 400, dos 500 médicos contratados pela administração municipal permanecem de braços cruzados.
Horas antes da assembleia, a categoria esteve nas dependências do Centro Administrativo prefeito Aloísio Campos, sede administrativa da Prefeitura de Aracaju, com o propósito de pressionar o prefeito João Alves Filho para que ele promova um estudo da tabela única dos médicos. Segundo o presidente do Sindimed, João Augusto Oliveira, sem avanços nas negociações não existe possibilidade de cessar a greve. "Infelizmente percebemos que o prefeito não tem se mostrado interessado em debater a nossa tabela, e essa postura de João tem refletido no secretário Luciano Paz que também não abre dialogo com a categoria, sendo assim, a greve continua", destacou o sindicalista.
Durante a mobilização que contou com a presença de aproximadamente 40 médicos, foi debatida também a porcentagem de 5% concedida aos servidores municipais. O repasse de reajuste salarial abaixo do crescimento inflacionário contribuiu para que a categoria aprovasse pela manutenção das atividades grevistas. Ainda de acordo com João Augusto, a tendência é que outros atos sejam realizados ainda essa semana. "O cidadão servidor da prefeitura está sofrendo com a falta de interesse dessa gestão em dialogar com os trabalhadores que buscam avanços. Se não existe essa vontade de desenvolver, o jeito é permanecer com os nossos movimentos. Esse reajuste de 5% chegou para agravar ainda mais a relação entre servidor e prefeitura", pontuou.
De acordo com a assessoria de comunicação do Sindimed, na manhã desta quinta-feira, 18, a categoria volta a se reunir no centro da cidade para mais uma ação grevista. Já na sexta-feira, 19, uma nova assembleia irá estudar possíveis contrapropostas apresentadas pelo governo João. Caso não haja nenhuma novidade, a paralisação deve permanecer por tempo indeterminado.


