Os médicos do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) estão buscando junto à Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) a equiparação de gratificações entre celetistas e estatutários.
Nesta semana, a classe médica do hospital denunciou a continuidade de contratos de intensivistas com salários superiores aos concedidos para a maioria dos médicos que atuam em varias especialidades na unidade de saúde.
A diferenciação salarial entre estatutários e celetistas tem previsão legal a partir de concessões de gratificações. A luta dos profissionais do Huse é expandir o beneficio para todos e acabar com a discrepância salarial que provoca a crise interna no hospital e gera desconforto entre os médicos.
"Estamos lutando para que essas gratificações possam ser estendidas para todos os médicos. Queremos que nossos colegas que trabalham em períodos complicados como turno noturno e finais de semana possam receber o valor justo pelo seu trabalho", diz um dos médicos.
De acordo com documentação entregue à direção da FHS, os médicos denunciam que a Cooperativa de Serviços de Saúde de Sergipe, presidida pelo médico Hugo Canavessi, também coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Huse, continua recebendo gratificação e contratando profissionais para o setor.
De acordo com as denúncias, Hugo Canavessi e uma parte dos médicos chegam a receber cerca de R$ 16 mil com gratificações, o que para colegas de profissão causa estranheza e surpresa. O diretor geral da FHS, Marcelo Vieira, falou sobre ao assunto esta semana, quando informou que o contrato foi extinto desde abril do ano passado.
Marcelo Vieira também garantiu que vai apurar mais de perto a denúncia. Ele informou que o contrato com a cooperativa foi assinado em outubro de 2010 e rescindido em abril de 2012. Ainda conforme destacou o diretor geral da FHS, a fundação está passando por uma reforma estrutural, envolvendo mudanças nas contratações de médicos. Marcelo Vieira enfatizou ainda que a fundação tem adotado ultimamente o sistema de contrato direto dos profissionais. "Além de economicamente mais viável, esse sistema garante a governabilidade da prestação de serviços. Estamos num processo de revisão de contratos para otimizar e racionalizar os recursos", esclareceu.
Sobre a gratificação, Hugo Canavessi disse que o problema está na falta de um Plano de Cargos e Salários que pode corrigir as distorções salariais. "A gratificação é o pagamento do acúmulo de carga horária. Estou tranquilo", justificou o médico, ao sugerir que o pagamento das gratificações deva ser questionado à fundação.
Atualmente, o Huse conta com 25 médicos intensivistas. Deste total, 21 são estatutários e os outros quatro são os aprovados no último concurso. O hospital precisa de mais cinco profissionais com carga horária de 24 horas semanais. Hoje, médicos de várias especialidades estão saindo do hospital por questão salarial.


