Menino cai de' cavalo mecânico' e morre em povoado

Milton Alves Júnior
Foi sepultado na tarde de ontem o corpo do menino de 11 anos de idade que morreu na noite do último domingo (15), após desequilibrar e cair de cerca de três metros de altura de um equipamento de bombeio, em uma área da Petrobras, no Povoado Maniçoba, município sergipano de Divina Pastora. O equipamento que chega a possuir mais de cinco metros, é popularmente conhecido como cavalo mecânico, e costuma ser instalado em locais de acesso negado a pessoas não credenciadas pela empresa estatal. Em nota, a direção regional da Petrobras informou que as crianças entraram em uma área cercada com grade de proteção e sinalizada como área de risco.

Segundo informações apresentadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), e pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a criança acessou a zona restrita para tentar ajudar a um amigo que anteriormente havia entrado no espaço, escalado o equipamento e ficou preso. Ao subir, sem a presença de um adulto, o garoto recebeu uma descarga elétrica e caiu no terreno. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foram acionados e realizaram os procedimentos iniciais antes ainda no local da ocorrência. Depois de 20 minutos intensificando os trabalhos de reanimação, os profissionais concluíram o serviço e constataram o óbito. Agentes da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML), também estiveram no município e oficializaram a morte.

A medicina legal apresentou na manhã de ontem um laudo indicando politraumatismo como fator principal da morte. Ainda de acordo com a Assessoria Regional de Comunicação da Petrobras, apesar de o acesso das crianças ter apresentado irregularidade, a família está recebendo apoio por parte da empresa. Abalados, durante as cerimônias fúnebres os pais foram confortados por parentes, amigos e vizinhos que se solidarizaram com a tragédia. De acordo com João Miguel dos Santos, vizinho da família, as crianças, por estarem de férias nesse período do ano, costumam desrespeitar as orientações governamentais e brincar na área restrita.

 "A gente acaba sentindo um pouco o sofrimento do próximo. É realmente muito difícil observar a dor da família que perdeu uma criança de forma tão trágica e não se comover. Nós, pais que temos filhos pequenos, fica a sensação de impotência por não ter como ajudar diretamente; as orações são as nossas únicas formas de buscar ajudar de alguma maneira", declarou João Miguel que concluiu enaltecendo: "tenho um filho de 17 anos, e uma menina de 12, quase a mesma idade dos meninos envolvidos nesse acidente. Se eu ando preocupado com o mais velho, com a mais nova não é diferente. A partir de agora os cuidados vão crescer ainda mais."
 
Acolhimento – A criança inicialmente presa no equipamento também ficou ferida, mas foi atendida pela equipe do Samu e liberada minutos depois devido ao baixo grau de dano provocado à saúde. Por orientação dos especialistas, apesar de o garoto apresentar condições reais para receber a alta médica, ela deve passar por avaliações nas próximas semanas. Caso durante as consultas seja observada qualquer intercorrência gerada pelo impacto, o menino – que não teve o nome e a identidade revelada -, deve ser internado.

Milton Alves Júnior

Foi sepultado na tarde de  ontem o corpo do meni- no de 11 anos de idade que morreu na noite do último domingo (15), após desequilibrar e cair de cerca de três metros de altura de um equipamento de bombeio, em uma área da Petrobras, no Povoado Maniçoba, município sergipano de Divina Pastora. O equipamento que chega a possuir mais de cinco metros, é popularmente conhecido como cavalo mecânico, e costuma ser instalado em locais de acesso negado a pessoas não credenciadas pela empresa estatal. Em nota, a direção regional da Petrobras informou que as crianças entraram em uma área cercada com grade de proteção e sinalizada como área de risco.

Segundo informações apresentadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), e pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a criança acessou a zona restrita para tentar ajudar a um amigo que anteriormente havia entrado no espaço, escalado o equipamento e ficou preso. Ao subir, sem a presença de um adulto, o garoto recebeu uma descarga elétrica e caiu no terreno. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foram acionados e realizaram os procedimentos iniciais antes ainda no local da ocorrência. Depois de 20 minutos intensificando os trabalhos de reanimação, os profissionais concluíram o serviço e constataram o óbito. Agentes da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal (IML), também estiveram no município e oficializaram a morte.

A medicina legal apresentou na manhã de ontem um laudo indicando politraumatismo como fator principal da morte. Ainda de acordo com a Assessoria Regional de Comunicação da Petrobras, apesar de o acesso das crianças ter apresentado irregularidade, a família está recebendo apoio por parte da empresa. Abalados, durante as cerimônias fúnebres os pais foram confortados por parentes, amigos e vizinhos que se solidarizaram com a tragédia. De acordo com João Miguel dos Santos, vizinho da família, as crianças, por estarem de férias nesse período do ano, costumam desrespeitar as orientações governamentais e brincar na área restrita.

"A gente acaba sentindo um pouco o sofrimento do próximo. É realmente muito difícil observar a dor da família que perdeu uma criança de forma tão trágica e não se comover. Nós, pais que temos filhos pequenos, fica a sensação de impotência por não ter como ajudar diretamente; as orações são as nossas únicas formas de buscar ajudar de alguma maneira", declarou João Miguel que concluiu enaltecendo: "tenho um filho de 17 anos, e uma menina de 12, quase a mesma idade dos meninos envolvidos nesse acidente. Se eu ando preocupado com o mais velho, com a mais nova não é diferente. A partir de agora os cuidados vão crescer ainda mais."

Acolhimento – A criança inicialmente presa no equipamento também ficou ferida, mas foi atendida pela equipe do Samu e liberada minutos depois devido ao baixo grau de dano provocado à saúde. Por orientação dos especialistas, apesar de o garoto apresentar condições reais para receber a alta médica, ela deve passar por avaliações nas próximas semanas. Caso durante as consultas seja observada qualquer intercorrência gerada pelo impacto, o menino – que não teve o nome e a identidade revelada -, deve ser internado.

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