Pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi oficializado na manhã de ontem que peritos do próprio órgão estadual de fiscalização estão mobilizados para estudar, por exemplo, os seguintes pontos: possível precariedade da adutora; precariedade da tubulação; versatilidade e medidas administrativas adoradas pelo Governo de Sergipe, Deso, Iguá e Agrese; quantos caminhões-pipa foram disponibilizados; qual o volume de água foi transportado; além da qualidade da água que foi ofertada para a população. O Ministério Público quer saber ainda quais medidas emergenciais serão adotadas de imediato com a finalidade de evitar a recorrência destes transtornos em todos os 75 municípios sergipanos.
“Estamos diante de um problema, na nossa concepção: grave, que precisa não apenas de intervenção imediata e continua por parte das estruturas governantes – seja ela pública ou privada, mas também de investigação sobre os mais variados pontos. Para apurar cada ponto – os quais avaliamos cruciais, decidimos por instaurar um inquérito, tendo os principais envolvidos já notificados nesta segunda-feira”, informou a promotora de justiça Euza Missano, responsável por conduzir a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor. No auge do problema, foi constatado que a interrupção do serviço atingiu 210 mil residências em Aracaju; nove mil na Barra dos Coqueiros; e 60 mil em Nossa Senhora do Socorro.
Em virtude da suspensão do fornecimento, a expectativa por parte do departamento técnico é que, durante a manhã e tarde de hoje a água distribuída nas torneiras apresente tonalidade barrenta. Situação considerada normal pelos especialistas, a qual deve ser normalizada nas próximas horas conforme for sendo utilizada pelos consumidores. Em caso de continuidade dos problemas, a direção da Iguá pede que o cidadão informe a situação através dos números: 0800 400 4482, site ou aplicativo Digi Iguá. Agindo desta forma, o setor plantonista vai acionar dos departamentos responsáveis para que o impasse seja solucionado em curto prazo.
De igual modo a Deso – quando administrava o serviço, situações consideradas de emergência devem ser apresentadas de imediato à empresa. Mesmo que de forma paliativa, caso haja intercorrência inesperada, a Iguá destacou que um fornecimento especial será realizado com o apoio de caminhões pipa; a prioridade agrega creches, unidades hospitalares, postos de saúde, asilos e demais entidades dessa natureza. (MAJ)
Ministério Público investiga precariedade da adutora


