Missa de 7º Dia de Déda emociona

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Centenas de fieis participaram na noite de ontem da missa de sétimo dia de falecimento do governador do Estado de Sergipe, Marcelo Déda Chagas. Celebrada na Catedral Metropolitana de Aracaju pelo arcebispo Dom José Palmeira Lessa, o encontro cristão recebeu a presença de familiares, amigos, gestores públicos e admiradores do petista que faleceu no dia 02, em São Paulo, vítima de um câncer gastrointestinal. Ao decorrer da celebração homenagens voltaram a ser promovidas pelos familiares e por moradores de diversos municípios sergipanos que se deslocaram até Aracaju através de caravanas. Visivelmente emocionada, a primeira dama Eliane Aquino chegou acompanhada dos filhos, concedeu rápida entrevista e ressaltou o amor que Déda sentia pelo povo sergipano.
Para ela, a presença bastante representativa da população é uma mostra do carinho que os sergipanos sempre sentiram pelo governador. "Infelizmente ele nos deixou bastante cedo, mas de uma coisa eu tenho certeza, o amor dele por todos nós permanece e tenho absoluta precisão que nós nunca nos esqueceremos de tudo que ele fez por Sergipe. Só tenho a agradecer a Deus pelo maravilhoso marido, pai, filho e amigo que ele sempre foi", declarou.
Para a celebração especial a Igreja Católica, em Sergipe, reuniu todo o clero a fim de promover uma missa que representasse através de palavras cristãs parte da atenção que Marcelo Déda demonstrava pela religião desde que assumiu a Prefeitura de Aracaju em janeiro de 2002. "Tudo que ele fez em vida foi por amor. Na vida familiar ou quando atuava em algum cargo público ele sempre se mostrou preocupado com o sucesso de cada ação. O amor dele pelo que fazia era algo surpreendente e que sempre nos encheu de orgulho. Déda ficará pra sempre na nossa mente", pontuou.
Com o uso da palavra, assim que a missa foi iniciada Palmeira Lessa relembrou o último encontro que teve no Hospital Sírio Libanês com o ex-chefe do executivo estadual. Segundo Lessa, o governador se mostrou preocupado com as possíveis amarguras deixadas junto a opositores partidários durante as atividades públicas e pediu perdão pelos pecados cometidos em vida.
Já para Dom Henrique Soares, bispo auxiliar, o governador era um gestor imprevisível e que geralmente surpreendia a todos de forma positiva. Segundo ele, na atual geração política no Brasil não existe nenhum republicano com o espírito semelhante ao de Marcelo Déda Chagas. Bastante aplaudido, Dom Henrique se direcionou a Jackson Barreto e disse: "Que o trabalho dele lhe sirva de exemplo. O Estado está em suas mãos e pode ter a plena convicção que onde quer que esteja, ele está olhando e torcendo por cada atribuição sua. Deus abençoes Déda e conforte toda a sua família que aqui na terra sente muita a sua falta", afirmou.
Por mais de uma hora e meia muitos fieis que participaram da missa não seguraram a emoção e chorando lamentaram o falecimento do governador. Moradora do município de Simão Dias, terra natal de Déda, Maria Paulina Flores disse ter chegado em Aracaju ainda na manhã de ontem para participar da missa em memória do seu conterrâneo. "Sempre tive por ele um carinho muito grande. Ele era amigo de meu filho. Quando criança brincava na rua e sempre se mostrou um líder e amigos de todos. Não consigo segurar as lágrimas ao ter consciência que aquele menino tão bom não mais está entre nós", afirmou.
A missa terminou por volta das 21h20 com o pronunciamento de Eliane Aquino, das filhas de Déda, e com a seguinte frase: "O homem não esqueceu os compromissos do jovem; o governador não esqueceu os compromissos do militante. Eu agradeço a Deus porque, na travessia da vida, eu não perdi a minha alma", autoria de Marcelo Déda Chagas.

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