Milton Alves Júnior
A Prefeitura de Aracaju foi ocupada, ontem de manhã, por um grupo de moradores dos bairros Lamarão, Japãozinho, Coqueiral e Santa Maria com a finalidade de ouvir as demandas da população e buscar solucionar problemas. Sem registro de conflitos, o diálogo aconteceu no auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos para tratar das pautas, conforme destacado pela gestão, de forma organizada e construtiva. A principal reivindicação dos moradores está atrelada a implantação de um hospital neurodivergente na zona Norte.
Em comunicado oficial a Prefeitura de Aracaju destacou que ao longo dos últimos meses a Emília Corrêa se mostrou disponível para o diálogo, bem como fez questão de receber os moradores do residencial em duas ocasiões, sendo a última em 31 de março de 2025. Naquele momento haviam reclamações devido a entrega do conjunto habitacional de forma precária, sem a infraestrutura básica necessária, proporcionada pela administração do ex-prefeito Edvaldo Nogueira. Na reunião, foram discutidas demandas como a construção de uma Unidade Básica de Saúde, melhorias no CRAS, transporte escolar, creche e escola, atendimento a crianças com necessidades especiais e segurança viária.
Viviane Santos, uma das organizadoras do ato público, destacou que entre os pedidos a serem apresentados à prefeita Emília Corrêa está a permissão: “para que as mães de crianças atípicas possam usar seus cartões para marcar consultas e pegar remédios, porque quando vão sozinhas, sem a criança, o sistema bloqueia. Sabemos que Emília tem boa vontade e nos atende, só precisamos que ela determine para que os secretários sigam o que ela manda.” A Prefeitura de Aracaju informou que já estuda a viabilidade de construção de um hospital neurodivergente.

