Moradores do Robalo prometem intensificar ações pelo acesso ao Rio Santa Maria

Em reunião realizada no Salão da Paróquia de Santa Terezinha, no Robalo, moradores locais definiram uma série de ações em resposta à forma como a implantação de um grande loteamento vem ocorrendo.
Os moradores alegam que a Construtora Laredo divulgou nas suas peças publicitárias para a venda dos lotes a urbanização da margem do Rio Santa Maria, com construção de píer, ancoradouro e orlinha privada para os compradores, quando a legislação federal define as margens dos cursos d’água como “non eadificandi”, ou seja, não pode haver ocupação, tão pouco a supressão da vegetação.
Outra preocupação dos moradores é referente ao acesso à margem do rio, o que, segundo alegam, os acessos ali existentes são de décadas e alguns até de séculos, tendo servido para várias gerações de pescadores e marisqueiras da região.
Inicialmente a construtora, por meio de empresa de consultoria, informou na comunidade que haveria um cadastro prévio para a população local que pretendesse ter acesso à margem do rio, fosse para pesca ou captura de peixes e mariscos, fosse para o lazer.
A população reagiu no sentido de que a servidão é ponto pacífico na legislação e na jurisprudência brasileiras e que as estradas tradicionais e necessárias ao acesso à margem do rio devem ser de livre circulação.
Nos últimos dias a construtora passou a trancar, com correntes e cadeados, as cancelas no meio da estrada, permitindo apenas acesso de pessoas a pés, questionando e fotografando moradores que se dirigiam ao rio.

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