Milton Alves Júnior
Foi sepultado nesta segunda-feira (10), o corpo de Aelmo Santos, de 40 anos, condutor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que colidiu com um caminhão. Peritos do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), informaram que na madrugada do dia 31 de julho o condutor da ambulância fazia a transferência do paciente quando se deparou com a necessidade de desviar de uma vaca na pista; a decisão resultou na colisão contra um caminhão que seguia na via oposta e transportava blocos de alvenaria. Com o impacto, o caminhão e o animal também foram arremessados para fora da pista.
Logo após ser resgatado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou que o estado de saúde de Adelmo Santos era instável, estava consciente, com suspeita de choque medular e fratura exposta no joelho esquerdo; por dez dias o paciente esteve internado no setor de traumas do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Na manhã do dia 1° de agosto foram velados e sepultados os corpos da enfermeira Maria Eulália Vieira da Silva e do paciente José Bemvindo da Silva, de 74 anos, que foram vítimas do mesmo acidente na zona rural de Poço Redondo, Alto Sertão Sergipano. Deixar os animais soltos em via pública pode geral multa e/ou processo para o tutor do animal.
De acordo com o artigo 53 do capítulo III do Código de Trânsito Brasileiro, “os animais só podem circular nas vias conduzidos por um guia”. Ainda é consenso no Direito Brasileiro que o dono ou detentor do animal será responsabilizado pelos danos causados por este, sendo obrigação cuidar do animal para que ele não cause nenhum problema a terceiros. Vale ressaltar ainda que nestes casos o proprietário estará sujeito a processos e multa que pode variar de R$ 1.000,00 a R$ 4.000,00, além de custos definidos pela justiça em caso de acidentes causados pelos animais.


