Foi realizada ontem a segunda audiência de instrução do processo que investiga a morte do empresário paraibano Geffeson de Moura Gomes, em março deste ano, durante uma operação feita por três policiais sergipanos em Santa Luzia (PB). O juízo da comarca local ouviu ontem, em sessão remota, mais 11 testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pelos advogados de defesa dos réus.
Outras duas testemunhas também seriam ouvidas, mas não compareceram à audiência. A defesa de um dos acusados, o delegado de polícia Osvaldo Resende Neto, alegou que um dos faltosos seria peça importante e determinante para o esclarecimento do caso, o que levou o juiz do caso a marcar uma terceira audiência de instrução, no dia 1° de dezembro, quando deve acontecer o interrogatório dos réus.
Além de Osvaldo Resende, são arrolados no caso o policial civil José Alonso Santana e o policial militar Gilvan Moraes de Oliveira, que acompanhavam o delegado em uma diligência do Departamento de Narcóticos (Denarc). O Ministério Público da Paraíba denunciou os três pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, pois eles teriam confundido Geffeson fisicamente com um suspeito de tráfico de drogas que era procurado pelos sergipanos. O empresário foi morto com vários tiros disparado contra o carro dele, enquanto estava a caminho da casa dos pais.
Ainda em decorrência da instrução criminal de ontem, o juiz do caso deu prazos de cinco dias para que as bancas de acusação e defesa se manifestem sobre a necessidade ou não de manter a prisão preventiva dos policiais, que permanecem detidos na sede da Academia de Polícia Civil (Acadepol), em Aracaju.


