Foi deflagrada nas primeiras horas da manhã de ontem, em 11 estados, a segunda etapa da "Operação Flashback". Coordenada nacionalmente pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público de Alagoas, a operação conta com o engajamento dos Gaecos dos MPs de Sergipe, Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba, Piauí, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
O intuito é desarticular a nova composição da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que tem base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de justiçamento para todo Brasil.O PCC é uma facção criminosa que comanda rebeliões, assaltos, sequestros, assassinatos e narcotráfico no país, desde 1993. Com hierarquia própria, os integrantes da facção que estão fora dos presídios obedecem a ordens dos líderes, que estão no sistema prisional e financiam o crime organizado.
Em Sergipe, as ações ocorreram em Aracaju e mais cinco municípios, onde foram cumpridos 14 mandados de busca, apreensão e prisãoexpedidos pelo Juízo da Comarca de Carira. No balanço parcial divulgado pelo Ministério Público, a operação resultou em 12 presos sob a acusação de envolvimento com a facção, sendo 11 da atual fase e um alvo da primeira fase. Houve ainda um investigado que resistiu à prisão e morreu em confronto com os policiais. Outros dois não foram localizados e são considerados foragidos. Ainda durante as buscas, as equipes policiais apreenderam 15 celulares, uma arma de fogo, duas facas, três agendas, uma lista com nomes e pequenas quantidades de drogas como maconha e cocaína.
A operação envolveu mais de 60 profissionais da área da Segurança Pública. Participam da operação, a Coordenação Geral do Sistema de Inteligência de Segurança Pública em Sergipe (Cogesisp), Departamento de Narcóticos (Denarc), Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), Comando de Operações Especiais (COE), Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac), Agência Central de Inteligência (ACI) e Departamento do Sistema Prisional de Sergipe (Desipe).
Nacionalmente, a operação tem apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Polícia Federal – através da Delegacia de Repressão a Entorpecentes – e Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC).

