Givaldo Batista – givaldobs@Yahoo.com.br
Além dos graves problemas vividos dentro e fora de campo, o Sergipe agora encara um problema judicial com a ameaça de interdição do estádio João Hora de Oliveira por parte do Ministério Público Estadual, que moveu uma Ação Civil Pública (ACP), pedindo a interdição parcial do Estádio João Hora de Oliveira.
No relatório expedido pelos técnicos da Defesa Civil, órgão fiscalizador, constam as irregularidades detectadas naquela praça de esportes que podem levar a sua interdição.
– Trata-se de um estádio de futebol, com idade cronológica acima de 60 anos, sistema construtivo de alvenaria e concreto armado, estrutura metálica, cobertura de telhas cerâmicas e de alumínio, esquadrias mistas [metal e madeira], onde evidenciamos, na estrutura física, permanência de patologias”, diz o relatório técnico da Defesa Civil de Aracaju.
Segundo a promotora de Justiça da Defesa do Consumidor, Euza Maria Gentil Missano, o MPE fez uma verificação no Estádio João Hora, por meio de vistorias da Defesa Civil, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros Militares de Sergipe (CBMS) com base no estatuto do torcedor e em todos os relatórios foram detectados diversos problemas estruturais.
– O Ministério Público não pediu a interdição total. A gente pediu a interdição para fazer festas e jogos. Campeonatos oficiais nem pensar e amistosos também não pode. Isso até a regularização dos riscos iminentes”, explica Euza Missano.
– Estamos esperando a notificação chegar para tomarmos as devidas providências”, disse o gerente administrativo do Club Sportivo Sergipe, Gleidson Prado. “A Defesa Civil fez a vistoria no João Hora e não nos disse nem quais os problemas estruturais que o estádio tem”, acrescentou.


