MPF e UFS debatem destino de coleções biológicas e arqueológicas

Foto mostra fósseis e esqueletos de répteis em exposição(DBI/UFS 0

O Ministério Público Federal (MPF) reuniu-se com docentes dos departamentos de biologia e arqueologia da Universidade Federal de Sergipe UFS) para tratar da gestão e o futuro das coleções biológicas e arqueológicas da universidade. No encontro, ocorrido na última quarta-feira (9), os participantes ressaltaram a importância da publicização dos acervos e da busca por um local adequado para as coleções tombadas.
A pauta da reunião girou em torno do projeto redes de coleções biológicas do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS-UFS), que visam organizar e integrar as diversas coleções biológicas existentes na instituição. Essas redes buscam otimizar a gestão, a curadoria e o acesso aos dados das coleções, promovendo a pesquisa, a educação e a conservação da biodiversidade.
Foi ressaltada a necessidade de encontrar alternativas para a guarda das coleções, que atualmente estão sob a guarda exclusiva de professores. A avaliação é que a prática pode gerar dificuldades de acesso em casos de aposentadoria ou afastamento. A proposta é que esses acervos se tornem mais acessíveis ao público, permitindo a realização de amplas pesquisas.
No encontro, o procurador Ígor Miranda destacou a informação recebida pelo reitor sobre a existência de projeto para a construção de um museu na UFS, que poderia abrigar esses acervos. Os professores, por sua vez, ressaltaram a distinção entre museus e espaços expositivos, e se comprometeram a apresentar um projeto anterior, submetido à Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), que não obteve aprovação.
Além das coleções biológicas, o setor de arqueologia, liderado pelo professor Albérico Nogueira de Queiroz, assumiu a responsabilidade de encaminhar informações sobre as coleções arqueológicas à reitoria, visando tanto a construção de um eventual museu quanto a adequação das coleções em uma unidade.

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