Equipes da Polícia Federal fizeram na manhã de ontem uma ação de busca e apreensão no Hospital de Campanha do Hospital Universitário de Lagarto (HUL). A informação foi confirmada em uma nota do Ministério Público Federal (MPF). Segundo o órgão, a ação foi pedida à Justiça Federal, dentro de uma investigação sobre denúncias de superfaturamento nas licitações que contrataram a empresa responsável pela montagem da estrutura.
De acordo com o MPF, a Procuradoria da República no Município de Lagarto deu parecer favorável à ação policial de busca no hospital. "No entender do MPF, se tornou indispensável a realização algumas medidas junto ao Hospital Universitário de Lagarto, no interesse de investigações sobre eventual superfaturamento e direcionamento no processo de contratação da empresa vencedora", diz a nota do MPF.
A busca foi autorizada pelo juiz da 8ª Vara Federal de Lagarto, que fez, em seu despacho, uma expressa recomendação aos policiais, para cumprirem a ordem de busca com "discrição, o mínimo desconforto e máximo respeito aos profissionais que lá trabalham, assim como aos pacientes e respectivas famílias que se encontram internados naquela unidade". De acordo com o MPF, "as medidas de discrição e respeito foram prontamente observadas pela Polícia Federal".
Em nota, a direção do Hospital Universitário de Lagarto, ligado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), afirma "não ser verídica a informação" sobre a busca e apreensão na unidade, e que "os processos de contratação e aquisição de equipamentos para o hospital provisório foram conduzidos seguindo a legislação vigente e os princípios da administração pública como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e interesse público".
O HUL frisou também que "todas as solicitações de informação sobre o assunto feitas pelos órgãos de fiscalização foram atendidas em sua plenitude e se coloca à disposição para qualquer esclarecimento necessário à sociedade".


