“Muitos dos que saem do Bolsa Família são jovens e adultos que estudaram”, afirma Wellington Dias

Durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da EBC, nesta terça-feira (22), o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, celebrou um marco histórico de quase 1 milhão de famílias que saíram do Bolsa Família no mês de julho.
“A maioria delas, 536 mil, cumpriu os 24 meses na regra de proteção, recebendo 50% do benefício mesmo após o aumento da renda. Agora, saem do programa pela porta da frente”, afirmou.
O número reflete a melhoria das condições de vida de cerca de 3 milhões de pessoas apenas em 2024. Desde o início do atual governo do presidente Lula, mais de 8,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza, destaca o ministro.
Ao ser questionado sobre o que tem impulsionado essa virada, Wellington Dias destacou três eixos centrais: educação, qualificação para o emprego e estímulo ao empreendedorismo.
“A educação é o primeiro passo. Muitos dos que saíram do programa são jovens e adultos que estudaram, se formaram em cursos técnicos, superiores, e obtiveram bons empregos”, disse.
Ele citou ainda uma parceria com municípios, estados e setor privado, que viabilizou ações conjuntas de qualificação para o mercado de trabalho. Um exemplo é a parceria com a Petrobras no Rio de Janeiro, que já possibilitou a contratação de cerca de 20 mil pessoas do Cadastro Único (CadÚnico).
Na frente do empreendedorismo, o programa Acredita no Primeiro Passo tem apoiado milhares de pequenos negócios urbanos e rurais com crédito e assistência técnica. “Já liberamos cerca de R$ 14 bilhões para o campo e R$ 10 bilhões para a área urbana”, informou Dias.
Durante a entrevista, o ministro também esclareceu como funciona a chamada regra de proteção. Famílias que melhoram de renda continuam recebendo 50% do valor do Bolsa Família por até dois anos. E se perderem a renda, podem retornar automaticamente ao benefício, sem enfrentar filas.
“Essa é uma mudança principal. O Bolsa Família virou um colchão de proteção social. Entrou uma vez, só sai para cima”, enfatizou o ministro, citando que o Cadastro Único permanece ativo mesmo após o desligamento do programa.
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