Gabriel Damásio
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A polícia investiga o assassinato da dona-de-casa Genivalda de Oliveira, 44 anos, ocorrido às 20h de sexta-feira em uma praça do bairro Lamarão (zona norte de Aracaju). Ela foi morta com três tiros nas costas, depois de comprar pães. Testemunhas do crime relataram que a vítima foi seguida por um motoqueiro que usava capacete e uma jaqueta preta. De surpresa, o criminoso sacou a arma e atirou três vezes nas costas de Genivalda, matando-a na hora e sem oferecer qualquer chance de defesa. A mulher estava retornando da zona sul da cidade e pegou um ônibus no Terminal de Integração do Distrito Industrial (DIA), de onde seguiu para a praça do Lamarão.
Um homem que não quis se identificar contou à polícia que acompanhou Genivalda na viagem, embarcando no mesmo terminal e descendo no mesmo ponto de ônibus. Ele disse que a dona-de-casa ainda passou na padaria e voltava para sua residência quando começou a ser seguida. "Eu escutei um barulho de tiro e vi o rapaz fugindo. Ele já chegou atirando nas costas delas, sem dizer nada", afirmou a testemunha, ainda assustada. Os familiares de Genivalda foram ao local do crime após serem avisados por vizinhos, e ficaram desesperados ao ver o corpo. Uma irmã da vítima chegou a desmaiar e precisou de atendimento médico.
A hipótese de tentativa de assalto, que chegou a ser levantada, foi rapidamente descartada, pois nenhum objeto foi levado da vítima. Logo, os irmãos de Genivalda apontaram, categoricamente, que o crime foi passional e seu principal suspeito é o ex-marido dela, que não se conformava com a separação ocorrida há alguns meses. "Não tem outra pessoa. Só pode ser ele. Ele já a ameaçou, já bateu nela, já tentou matar ela uma vez e a gente conseguiu tirar ela da casa dele. Com certeza, ele apareceu de novo", disse o irmão da vítima, Flávio de Oliveira. A polícia não descarta esta possibilidade, mas acredita também que outra pessoa pode ter executado o crime a mando do suspeito, que não foi encontrado no bairro. O crime é investigado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil (DHPP).


