Mulher que aplicava golpe do falso emprego é presa

Milton Alves Júnior

Agentes da Polícia Civil prenderam no início da manhã de ontem, em Aracaju, uma mulher suspeita de aplicar golpes financeiros por meio de transferências bancárias na modalidade PIX. Sem ter o nome revelado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE), a acusada era alvo de investigações desenvolvidas pelo setor de inteligência da própria Superintendência de Polícia Civil há mais de três meses. Conforme revelado pelo delegado André Davi – responsável por coordenar a ação -, foi identificado que ao menos 50 pessoas se tornaram vítimas. Equipes da 2ª Delegacia Metropolitana (2ª DM) desvendaram ainda que a possível criminosa costumava passar confiança aos pagantes após se apresentar como Juíza de Direito.
Em decorrência das apurações permanecerem em curso, os peritos envolvidos minimizaram o compartilhamento de informações detalhadas, mas confirmaram que após o anúncio desta prisão, ao longo do dia pessoas buscaram delegacias a fim de se apresentar como vítimas da mulher. Até o final da tarde de ontem não houve uma contabilidade parcial do montante golpista aplicado pela mulher. O governo de Sergipe pede que a população oficialize denúncias caso possua informações capazes de colaborar com as investigações. O compartilhamento destes dados, avaliados como essenciais para contribuir com o trabalho dos investigadores, deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque-Denúncia (181).
A SSP não descarta a possibilidade de haver outros desdobramentos contra a suspeita, inclusive, a prática em outras regiões do estado com a participação de criminosos terceiros. O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as denúncias para os agentes da Polícia Civil. “Ela se passava por funcionária do Gumercindo Bessa a 17 anos, depois como defensora, depois, quando o golpe começou a atingir mais pessoas, se passava por uma juíza. Ela alegava que sendo juíza, tinha poder de, por sua influência, levar pessoas a trabalhar no Gumercindo Bessa fazendo serviços gerais, garçom, copa, cozinha”, explicou o delegado André David.
O delegado indicou ainda que: “estudos mostram que ela exigia cerca de R$ 100 para mulheres e R$ 200 para homens, para pagar pelo fardamento e formalização de documentos. Esperamos que a população continue colaborando com o trabalho da Polícia [Civil] e continue denunciando.” O Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), responsável por administrar o Fórum Gumercindo Bessa, oficializou que não vai se manifestar sobre este caso.

Compartilhe esta notícia