MULTIDÃO PARTICIPA DE LEILÃO EM HOTEL

Cândida Oliveira
candidaoliveira@jornaldodiase.com.br

Já começou a venda de bens do Hotel Parque dos Coqueiros, na praia de Atalaia, em Aracaju. Por volta das 6h30 da manhã de ontem, primeiro dia de venda, algumas pessoas aguardavam o início da distribuição de senhas. A comercialização dos produtos tem o objetivo de saldar as dívidas com os credores.    
De acordo com o administrador judicial, Arivaldo Barreto, foram distribuídas 300 senhas. O atendimento iniciou às 9h e os compradores tinham até 4h para efetuar o pagamento em dinheiro ou através de transferência. "Temos a expectativa que 80% dos bens sejam vendidos hoje (ontem). O material de restaurante, por exemplo, é um dos produtos mais procurados".

Estavam disponibilizados para a venda banco de madeira avaliado em R$ 3 mil, mas que será vendido no por R$ 200. Também podiam ser encontrados sofás de couro por R$ 300. Entre os itens estão três cadeiras de recepção, de madeira, com assento acolchoado, em bom estado de conservação, avaliados cada uma em R$ 40. Três quadros de pintura da artista Leila Duarte, avaliados cada um em R$ 200. Cinco armários pequenos de madeira, avaliados cada um em R$ 70. 68 camas de solteiro de madeira rústica, em bom estado de conservação, de R$ 100. 30 frigobares, de R$ 250 cada. Segundo o administrador judicial, os produtos mais valiosos são um gerador de R$ 55 mil e um transformador de R$ 45 mil.
Demora – Um homem que não quis se identificar reclamou da demora no atendimento. "Cheguei aqui por volta das 10h, recebi a senha 255 e o atendimento ainda estava na senha 10. Serei atendido que horas?", questionou ele. No período da tarde, essa mesma pessoa retornou ao hotel e o atendimento estava na 12ª pessoa. "No ritmo que vai vou ser atendido no final do mês".   

O Hotel Parque dos Coqueiros foi fechado no dia 19 de março deste ano por decisão judicial. Foram despedidos 108 funcionários por conta da falência, e os hóspedes tiveram que ser remanejados para outros hotéis. O hotel fechou a portas por não ter como pagar a dívida que ultrapassa mais de R$ 100 milhões.
No dia 19 de março o prédio onde funcionava o hotel foi entregue oficialmente aos novos donos – os grupos de incorporadores imobiliários e hoteleiros FFB e Celi – que o adquiriram através de um leilão.

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