Município reestrutura NPD Orlando Vieira e distribuirá R$500 mil da Aldir Blanc
Devido a pandemia, um setor bastante afetado foi o da produção cultural. No entanto, com a retomada das atividades, em decorrência da redução no número de casos de covid-19 registrados na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), está reestruturando o Núcleo de Produção Digital (NPD), com o objetivo de fomentar e dar vazão às produções culturais audiovisuais. Ainda nesta perspectiva, por meio da Lei Aldir Blanc, outro objetivo é o possível investimento de R$ 500 mil nesta área.
Em meio às dificuldades impostas pela necessidade de cumprir uma extensa quarentena, afetando de maneira bastante significativa os profissionais do setor cultural, as responsabilidades do órgão enquanto fomentador das cadeias produtivas culturais ligadas às expressões audiovisuais cresceram. Assim, surgiu a necessidade de reestruturação do NPD, adotando uma proposta onde os profissionais afetados possam encontrar maneiras de conduzir atividades em sua área, mesmo diante do atual cenário.
"Estamos abrindo excelentes perspectivas para o audiovisual este ano, tanto com os projetos anunciados como pela própria retomada do NPD. Nosso foco é buscar uma maior profissionalização do setor e isso envolve a total adesão de todos os membros da cadeia do audiovisual às rotinas produtivas, desde o operacional e logístico até as questões burocráticas, de planejamento. A imagem de desorganização que sempre imperou em grande parte das iniciativas sempre foi um obstáculo ao fortalecimento de um mercado. Nós queremos executar de forma capaz e transparente a parte do poder público, mas esperamos também uma contrapartida responsável e consequente por todos os atores da cadeia", salienta o presidente da Funcaju, Luciano Correia.
A ideia é fazer do Núcleo um espaço caracterizado pela capacidade de abrigar a diversidade de projetos que se encontram espalhados por Aracaju, por meio do apoio logístico, técnico e profissional, atuando, como explica o coordenador do NPD, Anderson Passos (‘Hot Black’), de maneira semelhante a uma "força centrípeta".
"O audiovisual é um setor que está organizado há um bom tempo, que tem suas produções corriqueiras. Então, ao longo dos seus 14 anos, o NPD é o principal lugar de deságue porque ele foi importante em uma série de produções, inclusive, renomadas, premiadas, nacional e internacionalmente. Talvez, dentro do Centro Cultural, naquele espaço imponente, as pessoas tenham a dificuldade de entender que aquilo os pertence. Assim, precisamos transformar o local em uma força centrípeta, onde a periferia seja puxada ao centro da produção, trazendo novas narrativas e olhares de quem ficava às margens, para que eles possam produzir o que nós chamamos de ‘novo imaginário’, o que é importante demais", ressalta o coordenador do NPD.
Durante a reorganização, a Funcaju identificou que o parque técnico do NPD possui grande potencial. No entanto, há a necessidade de ampliação e, por isso, é preciso avaliar o inventário do Núcleo. Assim, de maneira que ainda mais pessoas possam usufruir dele, sobretudo quando se sabe que o órgão atende também a demanda de artistas de fora da capital, existe a necessidade de ampliação, por meio de convênios tanto com o setor público quanto privado.
Investimento pela Aldir Blanc – Outra perspectiva aliada à reestruturação do núcleo é a possibilidade do fomento ao setor audiovisual por meio do investimento de R$500 mil provenientes da Lei Aldir Blanc. Para isso, foram criados quatro eixos, setorizando a maneira como o montante será distribuído.
No primeiro eixo, o da ‘Difusão’, serão investidos R$100 mil no licenciamento, finalização e distribuição de obras audiovisuais; para o ‘Eixo Novas Produções Artísticas’, o investimento de R$250 mil será destinado à produção e finalização de curtas-metragens, webséries, videoclipes e roteiros de criação de novas produções artísticas de pequeno, médio e grande portes
A terceira vertente é denominada ‘Eixo Formação, Capacitação e Pesquisa’, que destinará R$50 mil ao estímulo do espaço de produção do conhecimento, ensino-aprendizado e conexões entre os fazedores e o público-alvo; já o ‘Eixo Festivais e Mostras’, cujo orçamento de R$100 mil, é voltado à produção e promoção de atividades de circulação, estudo e diálogos da cadeia do audiovisual.
Devido a pandemia, um setor bastante afetado foi o da produção cultural. No entanto, com a retomada das atividades, em decorrência da redução no número de casos de covid-19 registrados na capital sergipana, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju), está reestruturando o Núcleo de Produção Digital (NPD), com o objetivo de fomentar e dar vazão às produções culturais audiovisuais. Ainda nesta perspectiva, por meio da Lei Aldir Blanc, outro objetivo é o possível investimento de R$ 500 mil nesta área.
Em meio às dificuldades impostas pela necessidade de cumprir uma extensa quarentena, afetando de maneira bastante significativa os profissionais do setor cultural, as responsabilidades do órgão enquanto fomentador das cadeias produtivas culturais ligadas às expressões audiovisuais cresceram. Assim, surgiu a necessidade de reestruturação do NPD, adotando uma proposta onde os profissionais afetados possam encontrar maneiras de conduzir atividades em sua área, mesmo diante do atual cenário.
"Estamos abrindo excelentes perspectivas para o audiovisual este ano, tanto com os projetos anunciados como pela própria retomada do NPD. Nosso foco é buscar uma maior profissionalização do setor e isso envolve a total adesão de todos os membros da cadeia do audiovisual às rotinas produtivas, desde o operacional e logístico até as questões burocráticas, de planejamento. A imagem de desorganização que sempre imperou em grande parte das iniciativas sempre foi um obstáculo ao fortalecimento de um mercado. Nós queremos executar de forma capaz e transparente a parte do poder público, mas esperamos também uma contrapartida responsável e consequente por todos os atores da cadeia", salienta o presidente da Funcaju, Luciano Correia.
A ideia é fazer do Núcleo um espaço caracterizado pela capacidade de abrigar a diversidade de projetos que se encontram espalhados por Aracaju, por meio do apoio logístico, técnico e profissional, atuando, como explica o coordenador do NPD, Anderson Passos (‘Hot Black’), de maneira semelhante a uma "força centrípeta".
"O audiovisual é um setor que está organizado há um bom tempo, que tem suas produções corriqueiras. Então, ao longo dos seus 14 anos, o NPD é o principal lugar de deságue porque ele foi importante em uma série de produções, inclusive, renomadas, premiadas, nacional e internacionalmente. Talvez, dentro do Centro Cultural, naquele espaço imponente, as pessoas tenham a dificuldade de entender que aquilo os pertence. Assim, precisamos transformar o local em uma força centrípeta, onde a periferia seja puxada ao centro da produção, trazendo novas narrativas e olhares de quem ficava às margens, para que eles possam produzir o que nós chamamos de ‘novo imaginário’, o que é importante demais", ressalta o coordenador do NPD.
Durante a reorganização, a Funcaju identificou que o parque técnico do NPD possui grande potencial. No entanto, há a necessidade de ampliação e, por isso, é preciso avaliar o inventário do Núcleo. Assim, de maneira que ainda mais pessoas possam usufruir dele, sobretudo quando se sabe que o órgão atende também a demanda de artistas de fora da capital, existe a necessidade de ampliação, por meio de convênios tanto com o setor público quanto privado.
Investimento pela Aldir Blanc – Outra perspectiva aliada à reestruturação do núcleo é a possibilidade do fomento ao setor audiovisual por meio do investimento de R$500 mil provenientes da Lei Aldir Blanc. Para isso, foram criados quatro eixos, setorizando a maneira como o montante será distribuído.
No primeiro eixo, o da ‘Difusão’, serão investidos R$100 mil no licenciamento, finalização e distribuição de obras audiovisuais; para o ‘Eixo Novas Produções Artísticas’, o investimento de R$250 mil será destinado à produção e finalização de curtas-metragens, webséries, videoclipes e roteiros de criação de novas produções artísticas de pequeno, médio e grande portes
A terceira vertente é denominada ‘Eixo Formação, Capacitação e Pesquisa’, que destinará R$50 mil ao estímulo do espaço de produção do conhecimento, ensino-aprendizado e conexões entre os fazedores e o público-alvo; já o ‘Eixo Festivais e Mostras’, cujo orçamento de R$100 mil, é voltado à produção e promoção de atividades de circulação, estudo e diálogos da cadeia do audiovisual.