Não Pago leva denúncia de tortura ao MPE

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu na manhã de ontem denúncias de torturas praticas pela Guarda Municipal de Aracaju contra integrantes do Movimento Não Pago durante manifestações contra o aumento da passagem de ônibus.
As denúncias foram formalizadas na Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial. De acordo com as lideranças do Movimento, as torturas foram praticadas pelos guardas municipais no dia  23 deste mês, quando manifestantes foram agredidos e intimidados pela Guarda Municipal de Aracaju.
As informações são que os guardas perseguiram os manifestantes, fazendo abordagens agressivas com a presença do Comandante Enilson Aragão.

Ainda segundo relatos, uma das manifestantes foi obrigada a descer do ônibus com outras duas meninas, no bairro Sol Nascente, e um dos guardas exigiu que ela gravasse um vídeo pedindo desculpa à corporação pelas músicas cantadas nos atos e pelos vídeos denúncias compartilhados pela página do Movimento Não Pago.
Segundo informações de lideranças do Movimento, a manifestante foi forçada a falar com um outro guarda pelo telefone que pediu o endereço da jovem, que teve alguns objetos pessoais levados.
Para os integrantes do Movimento Não Pago, esta situação demonstra a prática de tortura física e psicológica e com a conivência do poder municipal.
"Na próxima semana o MPE ouvirá as duas manifestantes sobre o caso. A promotoria também informou que desde o ano passado vem acompanhando a atuação da guarda municipal de Aracaju diante de denúncias de práticas abusivas da corporação, que legalmente é proibida de fazer policiamento ostensivo", informou Luiz Andrade, integrante do Movimento Não Pago.      

Ele disse que o movimento Não Pago luta contra todo o tipo de opressão e criminalização dos movimentos sociais, razão pela qual vão continuar mobilizados. Nesta sexta-feira, o movimento realiza um ato lúdico contra o aumento da tarifa. A manifestação será às 15:30h no Terminal DIA.
De acordo com a Guarda Municipal, não houve abusos e que os componentes da corporação são alvo de ofensas e calúnias por parte de integrantes do Movimento Não Pago. Sobre a atuação da Guarda, foi informado que todo o procedimento adotado respeita o que determina a legislação.  

Compartilhe esta notícia