A greve realizada pelos trabalhadores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Sergipe (UFS) pode acabar na próxima segunda-feira diante do novo quadro de negociações entre a categoria e reitoria.
No dia 07, os servidores realizarão mais uma assembleia, às 9h, no auditório da reitoria da universidade para discutir novos encaminhamentos de mobilização a partir da nova discussão para criar a partir de uma avaliação do Conselho Superior da Universidade (Consu) a criação da Comissão Própria de Flexibilização de Jornada (CPFJ), visa uma discussão permanente para a aplicação de uma nova jornada de trabalho na instituição.
Após a primeira rodada de negociação, o Comando Local de Greve entrou em acordo parcial com a reitoria referente à redução da jornada de trabalho das atuais 40 horas para 30 horas semanais, com turnos contínuos de 6 horas e mantendo os setores em funcionamento por 12 horas corridas, principal pauta dos servidores.
Ontem pela manhã, a categoria realizou um protesto com concentração às 8h30 em frente ao prédio do Centro de Processamento de Dados (CPD). De lá os trabalhadores seguiram em cortejo até a reitoria e solicitaram ao reitor da UFS, Ângelo Roberto Antoniolli, a assinatura de um termo de compromisso sobre o acordo firmado na reunião negocial da última quarta-feira, dia 2.
Após protestos dos servidores, o reitor assinou o documento. Com a assinatura, a categoria se comprometeu a liberar o prédio do CPD, o que aconteceu durante a tarde de ontem. Um dos avanços é a criação de uma Minuta de Resolução que norteará o processo de implementação da jornada na UFS, documento a ser cotado em caráter de urgência no Conselho Universitário (CONSU), com o aval politico e jurídico da reitoria via Advocacia Geral da União.
O Comando Local de Greve comemorou a conquista da possibilidade de atendimento da principal reinvindicação da categoria e prossegue na segunda rodada de negociação para discutir os demais pontos da pauta. De acordo com informações da direção do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativo da UFS (Sintufs), a greve continua até que todas as reivindicações sejam discutidas e que haja um entendimento favorável à categoria e à comunidade acadêmica.
Como parte do acordo, os servidores desocuparam o CPD, setor estratégico da universidade. Sem o serviço, a universidade anunciou na última quinta-feira, a suspensão do inicio do ano letivo, que estava programado para começar na segunda-feira. Com o fechamento do setor, ficam impedidos os processamentos de matrículas e das listas de excedentes do Enem/Sisu 2014.
O CPD foi fechado no dia 27 pelos servidores como forma de forçar a administração da UFS a apresentar proposta sobre as reinvindicações da categoria. Além da pauta local da redução de jornada, os trabalhadores querem a revogação da lei que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), atual gestora do Hospital Universitário (HU), e outras reivindicações que fazem parte da agenda nacional de luta da categoria.
Em Sergipe, os técnicos paralisaram as atividades no dia 26 de março, aderindo à greve nacional organizada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).
O objetivo é forçar o cumprimento, por parte do Governo Federal, do acordo firmado nas negociações da greve em 2012. A pauta nacional está sendo discutida entre representantes dos trabalhadores e o Ministério da Educação (MEC). Pelo menos mais de 40 universidades federais já aderiram à greve nacional. Segundo informações do Sintufs, o fim da greve em Sergipe também vai depender das discussões junto a Fasubra.


