Quinta, 18 De Julho De 2024
       
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No Centro


Publicado em 18 de agosto de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Cerca de 60% das imagens do filme são de arquivo

Rian Santos – riansantos@jornaldodiase.com.br

‘Retratos Fantasmas’, documentário de Kleber Mendonça Filho ambientado no centro do Recife, durante o século XX, será exibido no Cine Vitoria (sábado, 19 de agosto, às 19 horas).A pré-estreia, aliás, atende a um propósito do diretor. Para ele é imperativo preservar o ritual imersivo da tela grande numa sala escura.
“Vai ser lançado nos cinemas e, em algum momento, vai para o streaming, para que todo mundo possa ver. Entendemos que o panorama mudou, principalmente depois da pandemia, mas nosso esforço é para que ele estreie nas salas de cinemas”, declarou ao portal g1.
Cá entre nós, a exibição do documentário oferece nova oportunidade para tirar uma dúvida incômoda, eu e todos os críticos atentos da aldeia: Há mesmo cinéfilos na terrinha?
A existência de um curso de Cinema na Universidade Federal de Sergipe, os festivais locais e até a atuação (controversa, verdade seja sempre dita) de um Fórum dedicado à atividade audiovisual no estado sugerem que sim. Mas a bilheteria minguada do Cine Vitória afirma justamente o contrário. A conferir, portanto.

Retratos fantasmas – Ao longo de 1 hora e 33 minutos e reunindo imagens de arquivo, fotografias e registros em movimento, o filme explora a história do centro da cidade, a partir das salas de cinema que movimentavam a vida social de então, ditando comportamentos.
O filme levou sete anos para ser realizado e marca o retorno do diretor brasileiro ao Festival de Cannes – após vencer o Prêmio do Júri, em 2019, com ‘Bacurau’.
Cerca de 60% das imagens do filme são de arquivo. Ancorado no desenvolvimento urbano acelerado, ‘Retratos fantasmas’ adotou um ponto de vista completamente íntimo: a vista da janela da casa do diretor, onde ele morou por vários anos.
A Julgar pelo depoimento do diretor, a estreia na aldeia Serigy não poderia ser realizada em outro lugar, além do Cine Vitória.
“É um filme que é muito sobre a ideia do centro de uma cidade, e isso é visto através de um tipo de arqueologia do passado, do século 20, que são as salas de cinema. Todas as cidades têm uma história que pode ser contada a partir do centro e a partir das salas de cinema, que movimentavam o centro de alguma maneira. Os costumes, a forma como a indústria tratava e trata a ideia de população e de comunicação em massa”.

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