Norma Shearer

Norma Shearer nasceu a 10 de agosto de 1900, em Montreal, Ontário, no Canadá. Filha do escocês Andrew Shearer e da inglesa And Edith Mary Fischer, tinha cabelos castanhos e olhos cinza-azulados. Uma mulher de beleza estonteante e olhar sedutor que a todos cativava.

Passou a infância em Westmont, subúrbio da cidade natal, onde estudou em escolas públicas. Durante a depressão da década de 1920, os pais se mudaram para Nova York(EUA), à procura de trabalho. Na megalópole alugaram um quarto por 7 dólares e 50 centavos semanais, na Rua 57, e Norma conseguiu emprego como vendedora de pautas musicais, num pequeno teatro da Oitava Avenida, ganhando cinco dólares ao dia. A partir daí, apareceu como extra em "Horizonte Sombrio", na dramática sequência em que, numa noite de tempestade, a protagonista é expulsa pelos puritanos.

Apareceu ainda como figurante em "O Sexto Inquieto" e "The Flapper". Mais tarde atuou em papéis mais importantes, em "O Missionário", "Lucretia Lombard" e "Os Ricos Necessitados".
Irving Thalberg ficou impressionado com Norma e a levou para assinar um contrato com Louis B. Mayer. Em 1927, já estrela consagrada, casa-se com Irving com quem teria dois filhos: Katherine e Irving Jr.
Em 1930, Norma Shearer é agraciada com o Oscar de melhor atriz por seu excelente trabalho em "A Divorciada", onde faz a primeira de uma série de esposas obstinadas e geniosas que iria interpretar em outros filmes.

Neste, é uma espécie de precursora das feministas liberadas, que tenta se igualar à liberdade sexual do marido(Chester Morris), quando descobre que ele a está corneando sem sentimento de culpa.
A propósito da carreira de Shearer, muito bem cuidada pelo estúdio, comentou na época, Joan Crawford: "Bem, ela dorme com o patrão". Era, evidentemente, uma alusão ao fato de ser ela casada com o poderoso Irving Thalberg. Veneno pouco é bobagem.
Em 1936, Irving Thalberg morre, deixando-a viúva e com dois filhos, e em 1942, Shearer resolve deixar o cinema, casando-se mais tarde, com Martin Arrouge, instrutor de esqui. O casal passou a viver em Hollywood e Skuaw Valley.
Entre os novos valores que Norma Sheare descobriu e protegeu, vale citar Janet Leigh, antes de morrer em 13 de junho de 1983.

Dos mais de 100 filmes que a atriz participou, destacam-se além dos já citados, "Lua de Mel e Fel (1925), "A Dama da Noite" (1925), "O Amor Não Morre", "Visão do Palco" e "Evas de Hoje" (1926), "Depois da Meia-Noite", "A Atriz", "O Príncipe Estudante", "A Cativante Viuvinha" e "O Julgamento de Mary Dugan"(1928/29), "Gozemos a Vida" (1930), "Uma Alma Livre", "Vidas Particulares" e "Beijos e Esmo" (1931), "O Amor que Não Morreu"(1932), "Quando Uma Mulher Quer"(1934), "Romeu e Julieta"(1936), "Maria Antonieta (1938), "Este Mundo Louco" e "As Mulheres"(1939, "Fuga"(1940),"Tu és a Única"(1941) e "Idílio a Muque"(1942).                                       
 (Resumo do capítulo 53 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")

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