DE SERGIO PORTO E DE PEDRO CASALDÁLIGA

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
O bom de a gente viver bastante é que quando nos preparamos para novas coisas, somos apresentados ao passado, como forma de ver que as ações retrógradas, dão freios de arrumação na história, capazes de nos fazer pensar que a humanidade caminha em um gráfico semelhante ao da corrente alternada.
É assim que vejo o momento brasileiro pela ação de 57.797.847 imbecis que foram capazes de jogar o país na mais sarcástica visão do jornalista de fino e ácido humor, Sergio Porto, que se chamava de Stanislaw Ponte Preta.
De todos os seus pensamentos satíricos, venenosos e refinados, resgato o mais atual de todos: "Ou nos locupletemos todos, ou restaure-se a moralidade".
Digo sem medo de errar, essa sentença pontepretana é o mais puro desafio que temos pela frente. Estamos diante do maior assalto praticado contra o nosso País, por uma quadrilha de funcionários do Estado, civis e militares de altos salários, que venderam nossa soberania, e a sociedade civil organizada está estática, sem esboçar a reação que o momento exige.
Os assaltantes estão tripudiando sobre o passado de uma nação que foi golpeada quando no auge de sua soberania e parece que uma grande onda de covardia paralisou a imensa maioria que não reage, sequer, ante a perspectiva da morte.
Da morte, sim senhor! Os mais de 57 milhões de infectados pelo vírus do ódio irracional inoculado pelas elites do atraso e os vendilhões da Pátria, ao verem que um nordestino, operário, sem os títulos pomposos que eles compram e uma mulher destemida lideraram um processo de elevação da auto-estima, em apenas 12 anos, que eles, sequer imaginaram durante 502 anos de domínio, em que reinaram absolutos, ainda não se deram conta de que são cúmplices de todos os crimes.
É estarrecedor que mais uma vez, o uso da palavra corrupção encontrou eco nessa massa disforme que adotou um pato como símbolo e vestiu a camisa da seleção para ir às ruas interromper um processo de avanço que deveria encher todos de orgulho, mas serviu para jogar a Nação, de novo, no Mapa da Fome, de onde havia sido tirada.
Corrupção? Ora bolas! O Capitalismo se alimenta dela e a Burguesia é a própria mola propulsora.
A onda de falso moralismo dos sem moral, tomou impulso quando Marcelo Odebrecht ligou pra o então vice-presidente Temer e disse: A Dilma descobriu a trapaça e mandou suspender todos os contratos. Aí, o golpe foi dado com os militares, com apoio maciço da imprensa patronal, com o Supremo, com tudo, para estancar a sangria, no linguajar da bandidagem.
Eles formaram uma confraria desde que o Presidente FHC editou o decreto 4527, lá pelos ido de 1998 e acabou com licitações na Petrobras, para gáudio dos Abutres, e que só veio à tona pelo azar do protegido de Sergio Moro, Alberto Youssef. Todos estão soltos, ricos, dando ordens a juízes e procuradores e risadas na cara do gado.
Há poucos dias, morreu um Santo Guerreiro, como poderia chamá-lo Glauber Rocha se por aqui ainda andasse com sua Câmera na mão e ideias na cabeça: D. Pedro Casaldáliga, um espanhol brasileiro que se dedicou aos povos pobres e das florestas do Brasil. Com ele aprendi a maior das lições: "Se me chamam de radical, eu lhes direi que sou; por meu povo em luta ando, com meu povo em marcha, vou". D. Pedro se foi aos 92 anos, mas em sua homenagem foi prestada uma grande solidariedade, demonstração de um enorme respeito de uma legião de brasileiros e brasileiros. A História vai sempre lembrá-lo como herói e de Moro pelo que disse Glauber Braga; juiz ladrão. E do Dallagnol, do que disse Lula; bandido e cretino.
E hoje, muito ao contrário do que apregoam os golpistas, todos moralistas sem moral, está sendo revelado que a familícia do presidente pratica roubos, há mais de uma década e os mais de 57 milhões devem explicações sobre os crimes revelados e as mais de 100 mil mortes, que deve chegar a 250 mil até o fim de 2020, conforme a meta de Paulo Guedes.
É claro que para onde o cidadão olhar no entorno da família do Jair, vai encontrar uma escalada de pequenos, médios e grandes crimes como rachadinhas, extorsões, formação de grupos paramilitares e assassinatos que eram constantes e não faziam parte das pautas do jornalismo comercial que, a tudo via e a tudo esquecia, por não dar importância, afinal, eles nunca foram do Partido dos Trabalhadores.
Os extratos bancários do Queiroz e a morte do capitão Adriano dizem tudo sobre o crime organizado, mas tem coisa pior; a entrega de informações ao FBI, por um filho, sobre quem combate o Fascismo, é crime de lesa-pátria.
Agora, tem importância, sim! Afinal, o País tomou um tombo de R$ 1,8 trilhão no PIB e muitos patrões estão perdendo bastante dinheiro.
A desembestada da classe média se lascou de verde e amarelo na reforma trabalhista e na precarização do trabalho e como diria um matuto meu amigo; tomem jegues.
E agora José? Agora é seguir o ensinamento de D. Pedro Casaldáliga e radicalizar. Contra quem? Contra todos que fazem parte do pensamento imbecil e seguem a doutrina bolsonarista que aqui no nosso Estado está incorporada ao mandato do Senador Delegado, e na disputa da Capital, na candidatura da Delegada sem talento político. Fora disso, é gastar energia combatendo os iguais.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O bom de a gente viver bastante é que quando nos preparamos para novas coisas, somos apresentados ao passado, como forma de ver que as ações retrógradas, dão freios de arrumação na história, capazes de nos fazer pensar que a humanidade caminha em um gráfico semelhante ao da corrente alternada.
É assim que vejo o momento brasileiro pela ação de 57.797.847 imbecis que foram capazes de jogar o país na mais sarcástica visão do jornalista de fino e ácido humor, Sergio Porto, que se chamava de Stanislaw Ponte Preta.
De todos os seus pensamentos satíricos, venenosos e refinados, resgato o mais atual de todos: "Ou nos locupletemos todos, ou restaure-se a moralidade".
Digo sem medo de errar, essa sentença pontepretana é o mais puro desafio que temos pela frente. Estamos diante do maior assalto praticado contra o nosso País, por uma quadrilha de funcionários do Estado, civis e militares de altos salários, que venderam nossa soberania, e a sociedade civil organizada está estática, sem esboçar a reação que o momento exige.
Os assaltantes estão tripudiando sobre o passado de uma nação que foi golpeada quando no auge de sua soberania e parece que uma grande onda de covardia paralisou a imensa maioria que não reage, sequer, ante a perspectiva da morte.
Da morte, sim senhor! Os mais de 57 milhões de infectados pelo vírus do ódio irracional inoculado pelas elites do atraso e os vendilhões da Pátria, ao verem que um nordestino, operário, sem os títulos pomposos que eles compram e uma mulher destemida lideraram um processo de elevação da auto-estima, em apenas 12 anos, que eles, sequer imaginaram durante 502 anos de domínio, em que reinaram absolutos, ainda não se deram conta de que são cúmplices de todos os crimes.
É estarrecedor que mais uma vez, o uso da palavra corrupção encontrou eco nessa massa disforme que adotou um pato como símbolo e vestiu a camisa da seleção para ir às ruas interromper um processo de avanço que deveria encher todos de orgulho, mas serviu para jogar a Nação, de novo, no Mapa da Fome, de onde havia sido tirada.
Corrupção? Ora bolas! O Capitalismo se alimenta dela e a Burguesia é a própria mola propulsora.
A onda de falso moralismo dos sem moral, tomou impulso quando Marcelo Odebrecht ligou pra o então vice-presidente Temer e disse: A Dilma descobriu a trapaça e mandou suspender todos os contratos. Aí, o golpe foi dado com os militares, com apoio maciço da imprensa patronal, com o Supremo, com tudo, para estancar a sangria, no linguajar da bandidagem.Eles formaram uma confraria desde que o Presidente FHC editou o decreto 4527, lá pelos ido de 1998 e acabou com licitações na Petrobras, para gáudio dos Abutres, e que só veio à tona pelo azar do protegido de Sergio Moro, Alberto Youssef. Todos estão soltos, ricos, dando ordens a juízes e procuradores e risadas na cara do gado.
Há poucos dias, morreu um Santo Guerreiro, como poderia chamá-lo Glauber Rocha se por aqui ainda andasse com sua Câmera na mão e ideias na cabeça: D. Pedro Casaldáliga, um espanhol brasileiro que se dedicou aos povos pobres e das florestas do Brasil. Com ele aprendi a maior das lições: "Se me chamam de radical, eu lhes direi que sou; por meu povo em luta ando, com meu povo em marcha, vou". D. Pedro se foi aos 92 anos, mas em sua homenagem foi prestada uma grande solidariedade, demonstração de um enorme respeito de uma legião de brasileiros e brasileiros. A História vai sempre lembrá-lo como herói e de Moro pelo que disse Glauber Braga; juiz ladrão. E do Dallagnol, do que disse Lula; bandido e cretino.
E hoje, muito ao contrário do que apregoam os golpistas, todos moralistas sem moral, está sendo revelado que a familícia do presidente pratica roubos, há mais de uma década e os mais de 57 milhões devem explicações sobre os crimes revelados e as mais de 100 mil mortes, que deve chegar a 250 mil até o fim de 2020, conforme a meta de Paulo Guedes.
É claro que para onde o cidadão olhar no entorno da família do Jair, vai encontrar uma escalada de pequenos, médios e grandes crimes como rachadinhas, extorsões, formação de grupos paramilitares e assassinatos que eram constantes e não faziam parte das pautas do jornalismo comercial que, a tudo via e a tudo esquecia, por não dar importância, afinal, eles nunca foram do Partido dos Trabalhadores.
Os extratos bancários do Queiroz e a morte do capitão Adriano dizem tudo sobre o crime organizado, mas tem coisa pior; a entrega de informações ao FBI, por um filho, sobre quem combate o Fascismo, é crime de lesa-pátria.
Agora, tem importância, sim! Afinal, o País tomou um tombo de R$ 1,8 trilhão no PIB e muitos patrões estão perdendo bastante dinheiro.
A desembestada da classe média se lascou de verde e amarelo na reforma trabalhista e na precarização do trabalho e como diria um matuto meu amigo; tomem jegues.
E agora José? Agora é seguir o ensinamento de D. Pedro Casaldáliga e radicalizar. Contra quem? Contra todos que fazem parte do pensamento imbecil e seguem a doutrina bolsonarista que aqui no nosso Estado está incorporada ao mandato do Senador Delegado, e na disputa da Capital, na candidatura da Delegada sem talento político. Fora disso, é gastar energia combatendo os iguais.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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