O coração despovoado de Débora Arruda

Rian Santos


  • Mulher com sangue nas veias

 

* Rian Santos
Quem sabe das picu
inhas abrigadas 
sob o teto das Academias de Letras em Sergipe periga ser tomado por desgosto e nunca mais abrir um livro na vida.
Há, no entanto, uma geração de jovens escritores em atividade na aldeia dignos de toda a atenção do mundo.Neste sentido, a representação local no projetoArte da Palavra, de abrangência nacional, promovido pelo Sesc, é exemplar. Taylane Cruz e Debora Arruda, sergipanas contempladas pelo tal projeto, talvez nunca cheguem a ser uma imortal da Academia Sergipana de Letras. Um título que, dada a força de sua Literatura, não lhes fará a menor falta.
Coração despovoado - Poeta de carne e osso, cria do Sarau de Baixo, forjada na confusão das ruas, a poeta Débora Arruda fez nome, por assim dizer, e se afirmou criativamente recitando os próprios versos com a cara e a coragem, nas rodas de poesia realizadas nas esquinas de Aracaju. 
'Coração despovoado' (2017), o seu único livro publicado, soa melhor quando entoado em alto e bom som. Mesmo na condição de código formal, congelados num pedaço de papel, contudo, os seus versos dão corpo a um projeto poético atual e de propósitos muito bem definidos.
Poeta, Débora é antes de tudo uma mulher. E é sob esta condição que ela anuncia a sua presença no mundo. Nas melhores páginas de 'Coração despovoado' (uma realização irregular, é preciso que se diga), ela abre mão de definir, enumerar, inventariar emoções, em favor de constatações perplexas. Em determinado poema, por exemplo, ela sublinha: Quem carrega/o nome Maria/leva o mar/ dentro dele. Antes, outro poema, sentencia: coração de mãe na periferia/sempre bate menos um.
* Rian Santos é jornalista.

* Rian Santos

Quem sabe das picu inhas abrigadas  sob o teto das Academias de Letras em Sergipe periga ser tomado por desgosto e nunca mais abrir um livro na vida.
Há, no entanto, uma geração de jovens escritores em atividade na aldeia dignos de toda a atenção do mundo.Neste sentido, a representação local no projetoArte da Palavra, de abrangência nacional, promovido pelo Sesc, é exemplar. Taylane Cruz e Debora Arruda, sergipanas contempladas pelo tal projeto, talvez nunca cheguem a ser uma imortal da Academia Sergipana de Letras. Um título que, dada a força de sua Literatura, não lhes fará a menor falta.

Coração despovoado - Poeta de carne e osso, cria do Sarau de Baixo, forjada na confusão das ruas, a poeta Débora Arruda fez nome, por assim dizer, e se afirmou criativamente recitando os próprios versos com a cara e a coragem, nas rodas de poesia realizadas nas esquinas de Aracaju. 
'Coração despovoado' (2017), o seu único livro publicado, soa melhor quando entoado em alto e bom som. Mesmo na condição de código formal, congelados num pedaço de papel, contudo, os seus versos dão corpo a um projeto poético atual e de propósitos muito bem definidos.
Poeta, Débora é antes de tudo uma mulher. E é sob esta condição que ela anuncia a sua presença no mundo. Nas melhores páginas de 'Coração despovoado' (uma realização irregular, é preciso que se diga), ela abre mão de definir, enumerar, inventariar emoções, em favor de constatações perplexas. Em determinado poema, por exemplo, ela sublinha: Quem carrega/o nome Maria/leva o mar/ dentro dele. Antes, outro poema, sentencia: coração de mãe na periferia/sempre bate menos um.

* Rian Santos é jornalista.

 


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