A falta que o \'Urbanóide\' faz

Rian Santos


  • A trinca mais classe da música instrumental sergipana.

 

* Rian Santos
Há quem julgue o li
vro pela capa. Para 
estes, importa a cor da pele, o sexo no meio das pernas, a classe social e o local de origem de cada um. Pobres coitados, escravos da primeira impressão, não percebem que a Cultura prevalece sobre a natureza, sempre.
O preconceito é amigo das aparências. Pegue-se a música do Ferraro Trio como exemplo. Ali, o único negro da cabeça aos pés é o guitarrista Saulo Ferreira. E, no entanto, Rafael Jr (bateria) e Robson Macaxeira (baixo) jamais negaram fogo, têm suingue pra dar e vender.
Infelizmente, a campanha Urbanóide, dedicada ao primeiro disco do Ferraro, fracassou. De acordo com o anúncio de Rafael nas redes sociais, o trio coloca um ponto final na própria história.
Urbanóide - A reunião destes músicos já rendeu apresentações memoráveis nas madrugadas do Capitão Cook. Registro oficial que é bom, no entanto, nada.
A falta que o 'Urbanóide' faz não é tanto a de grooves quentes, como só o Ferraro Trio bancou por essas praias. Já batizado, com um repertório em grande medida conhecido dos interessados, o dito cujo serviu de pretexto para apresentações mais ou menos frequentes, com o fim de levantar os recursos necessários à conclusão do projeto. A responsabilidade sobre os ombros de cada Ferraro, individualmente, era a de deixar devidamente documentado um dos capítulos fundamentais da própria trajetória. E, por extensão, um belo momento música made in Sergipe.
Não aconteceu. A campanha de financiamento coletivo lançada no Catarse deu com os burros n'água. O projeto gráfico, com a assinatura de Ale Alcântara, não verá a luz do dia. A trinca mais classe da música instrumental sergipana fez a sua parte. Mas a discografia Serigyresta incompleta, amputada.
* Rian Santos, jornalista.

* Rian Santos

Há quem julgue o li vro pela capa. Para  estes, importa a cor da pele, o sexo no meio das pernas, a classe social e o local de origem de cada um. Pobres coitados, escravos da primeira impressão, não percebem que a Cultura prevalece sobre a natureza, sempre.
O preconceito é amigo das aparências. Pegue-se a música do Ferraro Trio como exemplo. Ali, o único negro da cabeça aos pés é o guitarrista Saulo Ferreira. E, no entanto, Rafael Jr (bateria) e Robson Macaxeira (baixo) jamais negaram fogo, têm suingue pra dar e vender.
Infelizmente, a campanha Urbanóide, dedicada ao primeiro disco do Ferraro, fracassou. De acordo com o anúncio de Rafael nas redes sociais, o trio coloca um ponto final na própria história.

Urbanóide - A reunião destes músicos já rendeu apresentações memoráveis nas madrugadas do Capitão Cook. Registro oficial que é bom, no entanto, nada.
A falta que o 'Urbanóide' faz não é tanto a de grooves quentes, como só o Ferraro Trio bancou por essas praias. Já batizado, com um repertório em grande medida conhecido dos interessados, o dito cujo serviu de pretexto para apresentações mais ou menos frequentes, com o fim de levantar os recursos necessários à conclusão do projeto. A responsabilidade sobre os ombros de cada Ferraro, individualmente, era a de deixar devidamente documentado um dos capítulos fundamentais da própria trajetória. E, por extensão, um belo momento música made in Sergipe.
Não aconteceu. A campanha de financiamento coletivo lançada no Catarse deu com os burros n'água. O projeto gráfico, com a assinatura de Ale Alcântara, não verá a luz do dia. A trinca mais classe da música instrumental sergipana fez a sua parte. Mas a discografia Serigyresta incompleta, amputada.

* Rian Santos, jornalista.

 


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