A ELITE BRASILEIRA PRESTA?

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Para responder essa pergunta, não precisa nem recorrer ao livro de Jesse de Souza, a Elite do Atraso; basta dar uma espiada na imprensa alternativa e ver o que escreveu sobre a elite brasileira a jornalista Caroline Ribeiro - na Sputnik Brasil - em 08/09/2020.
O Brasil está em 27º lugar, entre as 32 nações analisadas, do primeiro Índice da qualidade das Elites (EQx), estudo internacional que avalia se o impacto das ações de grupos de  líderes de um País favorece ou dificulta o progresso nacional. Segundo o estudo, as elites brasileiras tiram mais valor da sociedade do que criam e agregam novas oportunidades.
O EQx recorre a dados internacionais, governamentais e de entidades como Banco Mundial e FMI, e analisa dezenas de variáveis para obter quatro indicadores principais: poder econômico, valor econômico, poder político e valor político.
Esses indicadores permitem medir a qualidade das elites de um determinado País e ajudam a prever o crescimento econômico e o desenvolvimento humano de uma sociedade.
No caso do Brasil, "o que nós vemos é que as elites quer políticas, quer econômicas, concentram em si ainda um elevado poder e acabam por utilizar esse poder para promover atividades mais extrativistas do valor da sociedade"; explica à Sputnik Brasil a professora Claudia Ribeiro, da Faculdade de Economia (FEP) da Universidade do Porto, em Portugal, instituição que, junto com a de Saint Gallen, na Suíça desenvolveu o estudo.
Como vemos, no Brasil, a elite se apropriou do poder econômico e do valor econômico assaltando a Petrobras - no Pré-Sal -, a Eletrobrás, a Embraer e a Carteira de Créditos do Banco do Brasil para vender a preços irrisórios tanto ao capital internacional quanto ao nacional, em verdadeiras negociatas como a feita com o Banco BTG Pactual de Paulo Guedes; fazendo valer um conceito bastante conhecido: a elite brasileira quando perde uma eleição tenta quebrar o País; quando ganha, quebra.
O resultado é óbvio e a queda de mais de 10% no PIB e o crescimento acelerado de desemprego, que já ultrapassa os 15%, mostram as políticas de terra arrasada do governo delas.
No poder político, a elite brasileira conta com enorme valor agregado; o pensamento religioso, principalmente, o chamado pentecostal, que foi um dos pilares da vitória em 2018, junto com o poderoso exército de Robôs, fabricantes de Fake News, comandado por Steve Bannon, que está sendo processado nos EUA, por fraudes.
A hegemonia do pensamento religioso está sob o comando do bispo Edir Macedo e dos pastores Malafaia, Valdomiro, R.R. Soares, Flordelis, e tantos outros, sem falar no santificado DeltanDallgnol que montou uma lavanderia de dar inveja aos inventores das lavagens das máfias sicilianas.
Fora as vendas das consciências religiosas, são todos unidos pela intransigente defesa de valores como família e combate à corrupção.
O mais poderoso de todos é o bispo Edir Macedo, dono de um imenso império de comunicações e de um partido, Republicanos, um dos mais fortes da bancada da Bíblia e está sendo acusado de ter uma grande rede de lavanderias onde já foram lavados R$ 8 bilhões. Ainda tem o pastor Everaldo presidente do PSC, que está atrás das grades por intensa lavagem de dinheiro.
A pastora e deputada federal Flordelis, bolsonarista até a medula, deu exemplo do que prega montando um imenso prostíbulo como templo religioso onde qualquer cliente tinha à disposição um catálogo com fotos de garota e garotos para todos os gostos sexuais, tudo em nome do Senhor.
É só lembrar da proposta de campanha de Jair Messias de fazer do Brasil uma Cuba dos tempos do ditadorFulgêncio Baptista, com imensos cassinos para turistas estrangeiros tentarem a sorte e pegar as mulheres que pudessem pagar.
Uma boa amostragem, de agora, foi a festa de casamento da filha de um figurão da justiça, com um rico empresário, sábado dia 12, que reuniu 150 pessoas da nata das elites, entre os quais, o filho 04, recém-saído da Covid-19, sua mãe, ex-mulher do Bozo, quase todos sem máscaras, confrontando o ministro do STF, Luis Roberto Barroso e o presidente da câmara Rodrigo Maia, que usavam máscaras, mas não tiveram coragem de botar ordem no cabaré.
Para quem acreditou em Kit Gay e Mamadeira de Piroca, dizem que a erotização reinante superou, em muito, o que exibiam as meninas de Maria Machadão do famosíssimo Bataclan dos tempos do coronel Ramiro Bastos.
Enquanto o circo moralista dos sem moral pega fogo, a Lava Jato, apêndice do partido moderador das elites, tenta sobreviver à custas de Lula, requentando acusações mentirosas contra ele e seus advogados.
Entre a vida e a morte, a quadrilha de Curitiba, contaminada pelo Vírus que jurou combater, o da corrupção, esconde o baú de Deltan com R$ 2,5 bilhões, embolsados da Petrobras, pedindo orações para que seja contratado logo um novo guru da direita americana para o lugar do criminoso Steve Bannon.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Para responder essa pergunta, não precisa nem recorrer ao livro de Jesse de Souza, a Elite do Atraso; basta dar uma espiada na imprensa alternativa e ver o que escreveu sobre a elite brasileira a jornalista Caroline Ribeiro - na Sputnik Brasil - em 08/09/2020.
O Brasil está em 27º lugar, entre as 32 nações analisadas, do primeiro Índice da qualidade das Elites (EQx), estudo internacional que avalia se o impacto das ações de grupos de  líderes de um País favorece ou dificulta o progresso nacional. Segundo o estudo, as elites brasileiras tiram mais valor da sociedade do que criam e agregam novas oportunidades.
O EQx recorre a dados internacionais, governamentais e de entidades como Banco Mundial e FMI, e analisa dezenas de variáveis para obter quatro indicadores principais: poder econômico, valor econômico, poder político e valor político.
Esses indicadores permitem medir a qualidade das elites de um determinado País e ajudam a prever o crescimento econômico e o desenvolvimento humano de uma sociedade.
No caso do Brasil, "o que nós vemos é que as elites quer políticas, quer econômicas, concentram em si ainda um elevado poder e acabam por utilizar esse poder para promover atividades mais extrativistas do valor da sociedade"; explica à Sputnik Brasil a professora Claudia Ribeiro, da Faculdade de Economia (FEP) da Universidade do Porto, em Portugal, instituição que, junto com a de Saint Gallen, na Suíça desenvolveu o estudo.
Como vemos, no Brasil, a elite se apropriou do poder econômico e do valor econômico assaltando a Petrobras - no Pré-Sal -, a Eletrobrás, a Embraer e a Carteira de Créditos do Banco do Brasil para vender a preços irrisórios tanto ao capital internacional quanto ao nacional, em verdadeiras negociatas como a feita com o Banco BTG Pactual de Paulo Guedes; fazendo valer um conceito bastante conhecido: a elite brasileira quando perde uma eleição tenta quebrar o País; quando ganha, quebra.
O resultado é óbvio e a queda de mais de 10% no PIB e o crescimento acelerado de desemprego, que já ultrapassa os 15%, mostram as políticas de terra arrasada do governo delas.
No poder político, a elite brasileira conta com enorme valor agregado; o pensamento religioso, principalmente, o chamado pentecostal, que foi um dos pilares da vitória em 2018, junto com o poderoso exército de Robôs, fabricantes de Fake News, comandado por Steve Bannon, que está sendo processado nos EUA, por fraudes.
A hegemonia do pensamento religioso está sob o comando do bispo Edir Macedo e dos pastores Malafaia, Valdomiro, R.R. Soares, Flordelis, e tantos outros, sem falar no santificado DeltanDallgnol que montou uma lavanderia de dar inveja aos inventores das lavagens das máfias sicilianas.
Fora as vendas das consciências religiosas, são todos unidos pela intransigente defesa de valores como família e combate à corrupção.
O mais poderoso de todos é o bispo Edir Macedo, dono de um imenso império de comunicações e de um partido, Republicanos, um dos mais fortes da bancada da Bíblia e está sendo acusado de ter uma grande rede de lavanderias onde já foram lavados R$ 8 bilhões. Ainda tem o pastor Everaldo presidente do PSC, que está atrás das grades por intensa lavagem de dinheiro.
A pastora e deputada federal Flordelis, bolsonarista até a medula, deu exemplo do que prega montando um imenso prostíbulo como templo religioso onde qualquer cliente tinha à disposição um catálogo com fotos de garota e garotos para todos os gostos sexuais, tudo em nome do Senhor.
É só lembrar da proposta de campanha de Jair Messias de fazer do Brasil uma Cuba dos tempos do ditadorFulgêncio Baptista, com imensos cassinos para turistas estrangeiros tentarem a sorte e pegar as mulheres que pudessem pagar.
Uma boa amostragem, de agora, foi a festa de casamento da filha de um figurão da justiça, com um rico empresário, sábado dia 12, que reuniu 150 pessoas da nata das elites, entre os quais, o filho 04, recém-saído da Covid-19, sua mãe, ex-mulher do Bozo, quase todos sem máscaras, confrontando o ministro do STF, Luis Roberto Barroso e o presidente da câmara Rodrigo Maia, que usavam máscaras, mas não tiveram coragem de botar ordem no cabaré.
Para quem acreditou em Kit Gay e Mamadeira de Piroca, dizem que a erotização reinante superou, em muito, o que exibiam as meninas de Maria Machadão do famosíssimo Bataclan dos tempos do coronel Ramiro Bastos.
Enquanto o circo moralista dos sem moral pega fogo, a Lava Jato, apêndice do partido moderador das elites, tenta sobreviver à custas de Lula, requentando acusações mentirosas contra ele e seus advogados.
Entre a vida e a morte, a quadrilha de Curitiba, contaminada pelo Vírus que jurou combater, o da corrupção, esconde o baú de Deltan com R$ 2,5 bilhões, embolsados da Petrobras, pedindo orações para que seja contratado logo um novo guru da direita americana para o lugar do criminoso Steve Bannon.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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