A Importância do Ensino à Distância

Saumínio Nascimento

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pes-
quisas Educacionais Anísio Teixeira 
(INEP) que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação divulgou no dia 23/10, o Censo da Educação Superior Brasileira, na base de 2019 e cujo título de destaque e chamada da divulgação foi que o ensino a distância se confirma como tendência. O INEP aponta que pelo levantamento realizado foi possível verificar que a ampliação de vagas e alunos na modalidade remota, destacando-se que na rede privada, o total de ingressantes por Educação a Distância (EaD) é maior do que no ensino presencial. Então isto demonstra que o setor privado investiu mais na nova modalidade de ensino, talvez por conta disso, o Ministério da Educação tenha criado um grupo de trabalho com a finalidade de elaborar estratégias para a ampliação da oferta dos cursos de nível superior, na modalidade de Educação a Distância (EaD), nas Universidades Federais, isto ocorreu através da Portaria n. 434, de 22 de outubro de 2020 do Ministério da Educação.
De acordo com os dados divulgados e informados pelo INEP, em 2019, 63,2% (10.395.600) das vagas ofertada foram na modalidade a distância, considerando-se um total de 16.452.302 vagas disponíveis no ensino superior brasileiro. Como consequência, e considerando-se que a rede privada investiu mais na oferta de educação a distância, em 2019, pela primeira vez na história brasileira, o número de estudantes ingressantes em cursos de Educação a Distância ultrapassou a quantidade de estudantes que iniciaram a graduação presencial, na rede privada, a divisão foi a seguinte: 50,7% (1.559.725) dos estudantes ingressantes nas instituições privadas optaram por Educação a Distância e 49,3% (1.514.302) dos estudantes ingressaram na educação superior presencial.
Segundo o INEP no período de 2009 a 2019, o número de matrículas em cursos a distância aumentou 378,9%; enquanto isso, no mesmo período, o crescimento de ingressantes na educação superior presencial foi 17,8%; isto aponta uma nova tendência na educação superior do Brasil.
Imagino que está ocorrendo um despertar para a importância da educação a distância com a quebra de preconceitos sobre a sua qualidade e a sua viabilidade geográfica, especialmente com os avanços tecnológicos que podem ser implementados na educação digital, direcionando-se para a manutenção de um elevado nível na formação profissional. E a minha aposta é a de que a Pós-Gradução também irá avançar tanto quanto a Graduação no número de estudantes, propiciando uma evolução significativa no número de mestres e doutores no Brasil.
A questão de uma virada de importância da educação a distância pode ser medida pela informação do INEP de que, desde o ano de 2016 as matrículas em cursos presenciais na rede privada de educação superior tem diminuído, esse comportamento é acompanhado pelo aumento do ritmo de crescimento dos cursos EaD, sendo que em 2019, os alunos em cursos a distância já representam 35% da rede privada de educação superior de graduação.
A distribuição de alunos entre rede privada e rede pública, demonstra que é um setor em que o governo paulatinamente permitiu que houvesse avanços na presença do setor privado, convivendo-se com a oferta do setor público. No estado mais rico do país, São Paulo, por exemplo, há mais de 4 alunos na rede privada para cada aluno na rede pública, maior relação entre todas as unidades da federação; em Sergipe esta relação é de 1,6 aluno na rede privada para cada aluno na rede pública de ensino superior. Em 10 unidades da Federação essa relação é superior a dois alunos em favor da rede privada.
Para entender o direcionamento da educação superior na modalidade a distância, temos que no rede pública, os  principais cursos a distância por número de matrículas são, em ordem: Pedagogia, Matemática formação de professor, Administração Pública, Administração, Letras Português formação de professor, Biologia formação de professor, Geografia formação de professor, Computação formação de professor, Física formação de professor e Sistemas de informação; já na rede privada os principais cursos a distância por número de matrículas, em ordem são: Pedagogia, Administração, Contabilidade, Gestão de Pessoas, Educação Física, Serviços Social, Educação Física formação de professor, Gestão de Negócios, Sistemas de Informação e Logística.
Registre-se conforme informado pelo INEP em 2009, a modalidade EaD representava 14,1% das matrículas de graduação. Nos últimos 10 anos, a educação a distância vem aumentando sua participação na educação superior e vai a cada ano se consolidando como alternativa de estudo mais acessível por questões operacionais, flexibilidade de horários e no setor provado, por questões de preços, os cursos na modalidade a distância são mais baratos. É por conta disso que, conforme dados disponibilizados pelo INEP, em 2018, a EaD ultrapassou a marca de 2 milhões de alunos, e, em 2019, já tem 28,4% dos alunos de graduação no país. Desde 2015, o número de matrículas na modalidade presencial vem caindo.
Destaca-se ainda, que o crescimento da educação a distância acompanha o crescimento das matrículas nos cursos tecnológicos. Segundo o INEP, o  aumento da participação do número de matrículas a distância no grau tecnológico se deve, principalmente, ao crescimento das matrículas dessa modalidade nos últimos anos, que entre 2009 e 2019 cresceu 266,5% em relação à variação positiva de 5,4% no número de matrículas de cursos presenciais no mesmo período, enquanto que as matrículas em cursos de graduação presenciais de grau tecnológico mantêm a tendência de queda registrada desde 2013.  Estas informações revelam o novo cenário e a importância da educação a distância no Brasil.

O Instituto Nacional de Estudos e Pes- quisas Educacionais Anísio Teixeira  (INEP) que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação divulgou no dia 23/10, o Censo da Educação Superior Brasileira, na base de 2019 e cujo título de destaque e chamada da divulgação foi que o ensino a distância se confirma como tendência. O INEP aponta que pelo levantamento realizado foi possível verificar que a ampliação de vagas e alunos na modalidade remota, destacando-se que na rede privada, o total de ingressantes por Educação a Distância (EaD) é maior do que no ensino presencial. Então isto demonstra que o setor privado investiu mais na nova modalidade de ensino, talvez por conta disso, o Ministério da Educação tenha criado um grupo de trabalho com a finalidade de elaborar estratégias para a ampliação da oferta dos cursos de nível superior, na modalidade de Educação a Distância (EaD), nas Universidades Federais, isto ocorreu através da Portaria n. 434, de 22 de outubro de 2020 do Ministério da Educação.
De acordo com os dados divulgados e informados pelo INEP, em 2019, 63,2% (10.395.600) das vagas ofertada foram na modalidade a distância, considerando-se um total de 16.452.302 vagas disponíveis no ensino superior brasileiro. Como consequência, e considerando-se que a rede privada investiu mais na oferta de educação a distância, em 2019, pela primeira vez na história brasileira, o número de estudantes ingressantes em cursos de Educação a Distância ultrapassou a quantidade de estudantes que iniciaram a graduação presencial, na rede privada, a divisão foi a seguinte: 50,7% (1.559.725) dos estudantes ingressantes nas instituições privadas optaram por Educação a Distância e 49,3% (1.514.302) dos estudantes ingressaram na educação superior presencial.
Segundo o INEP no período de 2009 a 2019, o número de matrículas em cursos a distância aumentou 378,9%; enquanto isso, no mesmo período, o crescimento de ingressantes na educação superior presencial foi 17,8%; isto aponta uma nova tendência na educação superior do Brasil.Imagino que está ocorrendo um despertar para a importância da educação a distância com a quebra de preconceitos sobre a sua qualidade e a sua viabilidade geográfica, especialmente com os avanços tecnológicos que podem ser implementados na educação digital, direcionando-se para a manutenção de um elevado nível na formação profissional. E a minha aposta é a de que a Pós-Gradução também irá avançar tanto quanto a Graduação no número de estudantes, propiciando uma evolução significativa no número de mestres e doutores no Brasil.
A questão de uma virada de importância da educação a distância pode ser medida pela informação do INEP de que, desde o ano de 2016 as matrículas em cursos presenciais na rede privada de educação superior tem diminuído, esse comportamento é acompanhado pelo aumento do ritmo de crescimento dos cursos EaD, sendo que em 2019, os alunos em cursos a distância já representam 35% da rede privada de educação superior de graduação.
A distribuição de alunos entre rede privada e rede pública, demonstra que é um setor em que o governo paulatinamente permitiu que houvesse avanços na presença do setor privado, convivendo-se com a oferta do setor público. No estado mais rico do país, São Paulo, por exemplo, há mais de 4 alunos na rede privada para cada aluno na rede pública, maior relação entre todas as unidades da federação; em Sergipe esta relação é de 1,6 aluno na rede privada para cada aluno na rede pública de ensino superior. Em 10 unidades da Federação essa relação é superior a dois alunos em favor da rede privada.
Para entender o direcionamento da educação superior na modalidade a distância, temos que no rede pública, os  principais cursos a distância por número de matrículas são, em ordem: Pedagogia, Matemática formação de professor, Administração Pública, Administração, Letras Português formação de professor, Biologia formação de professor, Geografia formação de professor, Computação formação de professor, Física formação de professor e Sistemas de informação; já na rede privada os principais cursos a distância por número de matrículas, em ordem são: Pedagogia, Administração, Contabilidade, Gestão de Pessoas, Educação Física, Serviços Social, Educação Física formação de professor, Gestão de Negócios, Sistemas de Informação e Logística.
Registre-se conforme informado pelo INEP em 2009, a modalidade EaD representava 14,1% das matrículas de graduação. Nos últimos 10 anos, a educação a distância vem aumentando sua participação na educação superior e vai a cada ano se consolidando como alternativa de estudo mais acessível por questões operacionais, flexibilidade de horários e no setor provado, por questões de preços, os cursos na modalidade a distância são mais baratos. É por conta disso que, conforme dados disponibilizados pelo INEP, em 2018, a EaD ultrapassou a marca de 2 milhões de alunos, e, em 2019, já tem 28,4% dos alunos de graduação no país. Desde 2015, o número de matrículas na modalidade presencial vem caindo.
Destaca-se ainda, que o crescimento da educação a distância acompanha o crescimento das matrículas nos cursos tecnológicos. Segundo o INEP, o  aumento da participação do número de matrículas a distância no grau tecnológico se deve, principalmente, ao crescimento das matrículas dessa modalidade nos últimos anos, que entre 2009 e 2019 cresceu 266,5% em relação à variação positiva de 5,4% no número de matrículas de cursos presenciais no mesmo período, enquanto que as matrículas em cursos de graduação presenciais de grau tecnológico mantêm a tendência de queda registrada desde 2013.  Estas informações revelam o novo cenário e a importância da educação a distância no Brasil.

 


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