É PRECISO APRENDER COM A HISTÓRIA

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Como toda caminhada começa sempre com o primeiro passo; começo dizendo que o processo de aprendizado tem que ser com as pessoas instruídas, de boa educação e tementes a Deus, que entendam que não somos uma sociedade de iguais, por que a lei não é igual perante todos e, porque uma sociedade dividida em classes, nunca será de iguais.
Já está mais que comprovado que o nó górdio para o Brasil avançar para um patamar civilizatório, é a elite brasileira, que é a mais atrasada do mundo e impede, através de grupos militares que o País rompa suas cercas.
A história de golpes e quarteladas é extensa e constante e chega a ser hilária. No momento, vem a público que um tal de almirante Karan contou que em 1984, a ditadura caindo pelas tabelas e, mesmo assim, um grupo de generais foi até Figueiredo propor uma virada de mesa e matar o anseio democrático do povo que vinha de uma estafante campanha por Diretas-Já, que mesmo golpeada, não satisfazia a sanha golpistas dos empedernidos gorilas.
Disse o almirante que Figueiredo abortou o plano com uma frase seca: "só por cima do meu cadáver"! Ou seja, os canalhas queriam um estupro doloso, antes de qualquer possibilidade da sociedade saber dos seus horrendos crimes.
Agora, diante das revelações da conspiração militar que resultou no golpe de 2016, conforme relato do traidor Temer, surge a pergunta que não quer calar: para que servem as forças armadas do Brasil, para além de atentar contra a democracia, desfilar em 07 de setembro e servir aos interesses americanos? Olha que coisa de R$ 200 bilhões são desperdiçados anualmente e jogados pelos ralos dos esgotos.
O novo normal que virá após a pandemia, já em 2021, tem que encarar isso de frente e começar propondo o fim da escola superior de guerra e o clube militar.
É preciso combater na raiz o espírito nazifascista que ainda está arraigado em muitos descendentes dessa praga dupla incrustada em seguidores de sangue que não podiam e não deviam exercer funções de Estado e exercem sem pudor algum.
Exemplos existem e são marcantes. Em 1978, um caçador de nazistas, Simon Wiesenthal, descobriu no solo brasileiro o criminoso Gustav Franz Wagner, que havia sido condenado à morte em Nuremberg, pelo extermínio de 250 mil prisioneiros no campo de concentração de Sobibor, na Polônia.
Franz Wagner estava refugiado no Brasil e contou com todo o apoio e cobertura da ditadura militar, tendo negados todos os pedidos de extradição para Israel, Alemanha, Áustria e Polônia.
Os pedidos foram negados pelo procurador geral da República no governo do alemão Geisel, Henrique Fonseca de Araújo, pai da aberração Ernesto Araújo, atual ministro das relações exteriores, do governo fascista de Bolsonaro.
Quando o caso da "Besta de Sobibor" chegou para ser julgado no Supremo Tribunal Militar do governo Figueiredo, teve a extradição negada e um dos votos a favor do nazista foi do ministro Carlos Thompson Flores, que vêm a ser avô do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, que condenou Lula antes mesmo do processo chegar à sua jurisdição. Cabe a pergunta: está explicado ou precisa desenhar?
Ou, dá para compreender que o pai do ministro e o avô do desembargador federal eram notórios nazistas que acorbertaram um genocídio de 250 mil seres humanos? Estes descendentes e muitos outros vão ficar impunes frente à história?
É triste saber que todas essas barbáries continuam sendo ignoradas e impunes porque os vilões e criminosos fardados contam com o apoio bestialógico de um segmento amorfo chamado de classe média que, no momento está muito bem identificada no que escreveu o escritor baiano, Zuggi Almeida em a classe média está de partida: "A classe média afivelou as malas. Vai fazer uma longa viagem  e não sabe se volta(isso se puder retornar!). Ela parte deixando para trás a ilusão que pertencia à elite e que imitando hábitos e trejeitos de uma casta superior poderia posar de rica. Se despede do apartamento de três quartos financiado na zona nobre da cidade.
Na garagem fica o carro bacana com prestações atrasadas. Adeus ao sonho de ver o filho formado, fazer pós-graduação no exterior. Ela embarca com a incerteza de adquirir a aposentadoria e sem saber se vai continuar a pagar o plano de saúde da família.
Esse momento exige desapego dos mimos das grifes importadas, dos jantares creditados nos cartões, das viagens internacionais.
A viagem agora é para 'não sei onde'. A classe média tem um semblante de esposa traída, bem pior; o ex-marido já mantinha um casamento oficial, anterior ao dela. Muito duro. Difícil de acreditar".
Essa classe média que teve e tem a cabeça feita por Globo e Veja e não enxerga, que enquanto fica embasbacada frente à televisão com notícias sobre eleição e a vida de Joe Biden, o Amapá enfrenta enorme escuridão em função da privatização de todo o sistema elétrico criminosamente.
Absorvido que está na adoração do novo Deus, não lembra, sequer, que o ungido era vice-presidente dos EUA quando o governo Obama depôs o presidente Zelaya de Honduras, o presidente Fernando Lugo do Paraguai, invadiu a Líbia e perseguiu Cristina Kirchner na Argentina e Rafael Correa no Equador.
Importante celebrar a queda de Trump e melhor se conseguir do trumpismo, mas, vamos partir para recuperar nossa soberania.
* Rômulo Rodrigues, militante político

* Rômulo Rodrigues

Como toda caminhada começa sempre com o primeiro passo; começo dizendo que o processo de aprendizado tem que ser com as pessoas instruídas, de boa educação e tementes a Deus, que entendam que não somos uma sociedade de iguais, por que a lei não é igual perante todos e, porque uma sociedade dividida em classes, nunca será de iguais.
Já está mais que comprovado que o nó górdio para o Brasil avançar para um patamar civilizatório, é a elite brasileira, que é a mais atrasada do mundo e impede, através de grupos militares que o País rompa suas cercas.
A história de golpes e quarteladas é extensa e constante e chega a ser hilária. No momento, vem a público que um tal de almirante Karan contou que em 1984, a ditadura caindo pelas tabelas e, mesmo assim, um grupo de generais foi até Figueiredo propor uma virada de mesa e matar o anseio democrático do povo que vinha de uma estafante campanha por Diretas-Já, que mesmo golpeada, não satisfazia a sanha golpistas dos empedernidos gorilas.
Disse o almirante que Figueiredo abortou o plano com uma frase seca: "só por cima do meu cadáver"! Ou seja, os canalhas queriam um estupro doloso, antes de qualquer possibilidade da sociedade saber dos seus horrendos crimes.
Agora, diante das revelações da conspiração militar que resultou no golpe de 2016, conforme relato do traidor Temer, surge a pergunta que não quer calar: para que servem as forças armadas do Brasil, para além de atentar contra a democracia, desfilar em 07 de setembro e servir aos interesses americanos? Olha que coisa de R$ 200 bilhões são desperdiçados anualmente e jogados pelos ralos dos esgotos.
O novo normal que virá após a pandemia, já em 2021, tem que encarar isso de frente e começar propondo o fim da escola superior de guerra e o clube militar.
É preciso combater na raiz o espírito nazifascista que ainda está arraigado em muitos descendentes dessa praga dupla incrustada em seguidores de sangue que não podiam e não deviam exercer funções de Estado e exercem sem pudor algum.
Exemplos existem e são marcantes. Em 1978, um caçador de nazistas, Simon Wiesenthal, descobriu no solo brasileiro o criminoso Gustav Franz Wagner, que havia sido condenado à morte em Nuremberg, pelo extermínio de 250 mil prisioneiros no campo de concentração de Sobibor, na Polônia.
Franz Wagner estava refugiado no Brasil e contou com todo o apoio e cobertura da ditadura militar, tendo negados todos os pedidos de extradição para Israel, Alemanha, Áustria e Polônia.
Os pedidos foram negados pelo procurador geral da República no governo do alemão Geisel, Henrique Fonseca de Araújo, pai da aberração Ernesto Araújo, atual ministro das relações exteriores, do governo fascista de Bolsonaro.
Quando o caso da "Besta de Sobibor" chegou para ser julgado no Supremo Tribunal Militar do governo Figueiredo, teve a extradição negada e um dos votos a favor do nazista foi do ministro Carlos Thompson Flores, que vêm a ser avô do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, que condenou Lula antes mesmo do processo chegar à sua jurisdição. Cabe a pergunta: está explicado ou precisa desenhar?
Ou, dá para compreender que o pai do ministro e o avô do desembargador federal eram notórios nazistas que acorbertaram um genocídio de 250 mil seres humanos? Estes descendentes e muitos outros vão ficar impunes frente à história?
É triste saber que todas essas barbáries continuam sendo ignoradas e impunes porque os vilões e criminosos fardados contam com o apoio bestialógico de um segmento amorfo chamado de classe média que, no momento está muito bem identificada no que escreveu o escritor baiano, Zuggi Almeida em a classe média está de partida: "A classe média afivelou as malas. Vai fazer uma longa viagem  e não sabe se volta(isso se puder retornar!). Ela parte deixando para trás a ilusão que pertencia à elite e que imitando hábitos e trejeitos de uma casta superior poderia posar de rica. Se despede do apartamento de três quartos financiado na zona nobre da cidade.
Na garagem fica o carro bacana com prestações atrasadas. Adeus ao sonho de ver o filho formado, fazer pós-graduação no exterior. Ela embarca com a incerteza de adquirir a aposentadoria e sem saber se vai continuar a pagar o plano de saúde da família.
Esse momento exige desapego dos mimos das grifes importadas, dos jantares creditados nos cartões, das viagens internacionais.
A viagem agora é para 'não sei onde'. A classe média tem um semblante de esposa traída, bem pior; o ex-marido já mantinha um casamento oficial, anterior ao dela. Muito duro. Difícil de acreditar".
Essa classe média que teve e tem a cabeça feita por Globo e Veja e não enxerga, que enquanto fica embasbacada frente à televisão com notícias sobre eleição e a vida de Joe Biden, o Amapá enfrenta enorme escuridão em função da privatização de todo o sistema elétrico criminosamente.
Absorvido que está na adoração do novo Deus, não lembra, sequer, que o ungido era vice-presidente dos EUA quando o governo Obama depôs o presidente Zelaya de Honduras, o presidente Fernando Lugo do Paraguai, invadiu a Líbia e perseguiu Cristina Kirchner na Argentina e Rafael Correa no Equador.
Importante celebrar a queda de Trump e melhor se conseguir do trumpismo, mas, vamos partir para recuperar nossa soberania.

* Rômulo Rodrigues, militante político

 


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