A Educação Superior Brasileira

Saumínio Nascimento

 

Apresentarei adiante alguns infor
mes da educação superior brasi
leira com base nos dados mais recentes divulgados pelo INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, referentes ao Censo da Educação Superior 2019.
O INEP aponta que temos o desafio de buscar acelerar o ritmo e a direção da expansão da educação superior, numa perspectiva de que possamos elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público.
A situação do Brasil em 2019 foi a seguinte: a taxa bruta de escolarização (população que frequenta a educação superior dividida pela população de 18 a 24 anos) - a taxa foi de 37,4%; a taxa liquida de escolarização (população de 18 a 24 anos que frequenta ou já concluiu a educação superior dividida pela população de 18 a 24 anos) - a taxa foi de 21,4%; a população brasileira na faixa etária de 55 a 64 anos com educação superior é de 14,3%;  e a população brasileira com educação superior é de 21,3%.
Comparativamente com outros países o Brasil possui o maior desafio, pois eles possuem taxas melhores que as do Brasil, um exemplo é a Coréia do Sul em que 69,8% da população possui formação superior e 24,4% da população de 55 a 64 anos possui educação superior. Isto revela que os avanços da Coréia do Sul na educação superior são decorrentes de políticas mais recentes de inserção das pessoas na formação superior.
E o que preocupa é que o número de matrículas no ensino médio vem declinando desde 2017, enquanto que o número de concludentes do ensino médio apresenta estabilidade.
A educação superior brasileira é formada por 2.608 instituições, sendo que 302 são públicas e 2.306 são privadas; temos 40.427 cursos de educação superior; fechamos o ano de 2019 com 8.604.526 matrículas no ensino superior brasileiro; e 339.951 docentes em exercício.
Algo que é desafiador é que possuímos mais vagas no ensino superior do que a procura pelo ensino superior, então em tese, poderíamos superar os desafios da inserção da nossa população na formação superior, mas a questão é o direcionamento da procura se está em acordo com a oferta. O dado é que em 2019 sobraram 4.557.800 vagas no ensino superior brasileiro, sendo 2.055.863 vagas no ensino presencial e 2.501.937 no ensino à distância.
Segundo informações e dados do INEP, das novas vagas que foram oferecidas aos estudantes universitários, a rede federal é a que mais preenche vagas nos processos para seleção de novos alunos de graduação. Na rede pública, quase 20% das vagas não são preenchidas; já na rede privada a taxa de ocupação foi de 23,7%.
Em 2019 ingressaram no ensino superior brasileiro, 3.633.320 estudantes, sendo 2.041.136 (56,2%) no ensino à distância e 1.592.184 (43,8%) no ensino presencial. Vê-se que em 2019 entrada na educação à distância superou a entrada na educação presencial, registrando-se que conforme informado pelo INEP, nos últimos 5 anos, o número de ingressos nos cursos de graduação presenciais diminuiu 14,3%, destacando-se que nas opções do grau de graduação, 57% optaram pelo bacharelado, 23% pelos cursos tecnológicos e 20% pelas licenciaturas.
Segundo o INEP, com uma taxa média de crescimento anual de 3,7%, nos últimos dez anos, a matrícula na educação superior cresceu 43,7% nesse período. Em 2019, o aumento foi de 1,8%, além disso, o INEP também revela que a manutenção da tendência de crescimento só foi possível com a expansão da oferta dos cursos a distância.
Se ainda temos muitos desafios na educação superior brasileira, o número de pessoas com uma formação superior vem evoluindo no Brasil, e isto ocorreu pelos esforços de todos, porém com uma representação de 75,8% das matrículas no ensino superior brasileira, a rede privada de ensino superior contribuiu bastante para o aumento da oferta de cursos e vagas na formação superior. E conforme o INEP, este processo de expansão da educação superior no Brasil teve início no final dos anos 90 do século passado e encontra na rede privada o seu principal motor.
Um fenômeno que ocorreu nos últimos anos na educação superior brasileira foi a opção pelo turno de estudo. Em 2010, 63,5% das matrículas eram para o turno da noite e 36,5% para o turno do dia; já em 2019, o percentual de matrículas o turno diurno aumentou para 42,4% e o turno noturno reduziu e ficou com 57,6% das matrículas.
Os 10 maiores cursos do Brasil por número de matriculas são por ordem: Direito, Pedagogia, Administração, Contabilidade, Enfermagem, Engenharia Civil, Psicologia, Educação Física, Medicina e Sistemas da Informação.

Apresentarei adiante alguns infor mes da educação superior brasi leira com base nos dados mais recentes divulgados pelo INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, referentes ao Censo da Educação Superior 2019.
O INEP aponta que temos o desafio de buscar acelerar o ritmo e a direção da expansão da educação superior, numa perspectiva de que possamos elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público.
A situação do Brasil em 2019 foi a seguinte: a taxa bruta de escolarização (população que frequenta a educação superior dividida pela população de 18 a 24 anos) - a taxa foi de 37,4%; a taxa liquida de escolarização (população de 18 a 24 anos que frequenta ou já concluiu a educação superior dividida pela população de 18 a 24 anos) - a taxa foi de 21,4%; a população brasileira na faixa etária de 55 a 64 anos com educação superior é de 14,3%;  e a população brasileira com educação superior é de 21,3%.
Comparativamente com outros países o Brasil possui o maior desafio, pois eles possuem taxas melhores que as do Brasil, um exemplo é a Coréia do Sul em que 69,8% da população possui formação superior e 24,4% da população de 55 a 64 anos possui educação superior. Isto revela que os avanços da Coréia do Sul na educação superior são decorrentes de políticas mais recentes de inserção das pessoas na formação superior.
E o que preocupa é que o número de matrículas no ensino médio vem declinando desde 2017, enquanto que o número de concludentes do ensino médio apresenta estabilidade.
A educação superior brasileira é formada por 2.608 instituições, sendo que 302 são públicas e 2.306 são privadas; temos 40.427 cursos de educação superior; fechamos o ano de 2019 com 8.604.526 matrículas no ensino superior brasileiro; e 339.951 docentes em exercício.
Algo que é desafiador é que possuímos mais vagas no ensino superior do que a procura pelo ensino superior, então em tese, poderíamos superar os desafios da inserção da nossa população na formação superior, mas a questão é o direcionamento da procura se está em acordo com a oferta. O dado é que em 2019 sobraram 4.557.800 vagas no ensino superior brasileiro, sendo 2.055.863 vagas no ensino presencial e 2.501.937 no ensino à distância.
Segundo informações e dados do INEP, das novas vagas que foram oferecidas aos estudantes universitários, a rede federal é a que mais preenche vagas nos processos para seleção de novos alunos de graduação. Na rede pública, quase 20% das vagas não são preenchidas; já na rede privada a taxa de ocupação foi de 23,7%.
Em 2019 ingressaram no ensino superior brasileiro, 3.633.320 estudantes, sendo 2.041.136 (56,2%) no ensino à distância e 1.592.184 (43,8%) no ensino presencial. Vê-se que em 2019 entrada na educação à distância superou a entrada na educação presencial, registrando-se que conforme informado pelo INEP, nos últimos 5 anos, o número de ingressos nos cursos de graduação presenciais diminuiu 14,3%, destacando-se que nas opções do grau de graduação, 57% optaram pelo bacharelado, 23% pelos cursos tecnológicos e 20% pelas licenciaturas.
Segundo o INEP, com uma taxa média de crescimento anual de 3,7%, nos últimos dez anos, a matrícula na educação superior cresceu 43,7% nesse período. Em 2019, o aumento foi de 1,8%, além disso, o INEP também revela que a manutenção da tendência de crescimento só foi possível com a expansão da oferta dos cursos a distância.
Se ainda temos muitos desafios na educação superior brasileira, o número de pessoas com uma formação superior vem evoluindo no Brasil, e isto ocorreu pelos esforços de todos, porém com uma representação de 75,8% das matrículas no ensino superior brasileira, a rede privada de ensino superior contribuiu bastante para o aumento da oferta de cursos e vagas na formação superior. E conforme o INEP, este processo de expansão da educação superior no Brasil teve início no final dos anos 90 do século passado e encontra na rede privada o seu principal motor.
Um fenômeno que ocorreu nos últimos anos na educação superior brasileira foi a opção pelo turno de estudo. Em 2010, 63,5% das matrículas eram para o turno da noite e 36,5% para o turno do dia; já em 2019, o percentual de matrículas o turno diurno aumentou para 42,4% e o turno noturno reduziu e ficou com 57,6% das matrículas.
Os 10 maiores cursos do Brasil por número de matriculas são por ordem: Direito, Pedagogia, Administração, Contabilidade, Enfermagem, Engenharia Civil, Psicologia, Educação Física, Medicina e Sistemas da Informação.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS