ENFIM, TEVE ELEIÇÕES

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
No dia em que foi comemorado os 131 anos da chamada proclamação da República, o povo do Brasil inteiro foi às urnas para dizer de alto e bom tom que a República ainda não é a República e que, só será, a partir de um amanhã alvissareiro pela constatação de domingo; de que o Partido dos Trabalhadores não morreu.
E por causa da teimosia de não morrer é que um novo período republicano pode estar a ser iniciado a partir das eleições de domingo.
Não , sem antes, marcar o que houve na semana anterior; quando o chefe maior militar e os outros chefes determinaram uma coisa óbvia para haver uma República; não vão mais se meter com política.
Alguém acredita nisso? Eu, não! Ávidos por boquinhas depois de vestirem os pijamas, deram mais um golpe na República,e elegeram como comandante das forças armadas um escroque que fora expulso do meio por eles próprios.
Qual a novidade? Nenhuma! Deram golpe no império para melhorarem os "Soldos" e simularem uma República, e foram dando golpes em 1930, em 1937, em 1945, em 1962, em 1964 e em 2016.
A aposta nas eleições de domingo é que comece a despertar uma nova consciência e se discuta para valer para que serve as chamadas forças armadas para além de darem golpes todas as vezes que a democracia engrossa o pescoço.
Um problema estrutural e mais recente, que eles, como gorilas amestrados pelos Estados Unidos, não engolem; é que a classe trabalhadora do Brasil tenha criado um Partido político, e com ele, trazido consciência cidadã para milhões de brasileiras e brasileiros.
Só se passaram 40 anos e eles não sossegam em tentar destruir a maior experiência partidária de trabalhadores do mundo, capaz de vencer nas urnas quatro eleições presidenciais seguidas.
Para o partido que havia superado o ódio do senador Bornhausen que decretou que era para acabar com essa gentalha para nunca mais ousarem ocupar os espaços que eram só deles; vencer as ofensivas de Aécio e Cunha parecia tarefa possível até ver que o golpe de 2016 era um projeto bem maior.
E o golpe veio para varrer o PT do mapa em 2018 com a eleição de Bolsonaro e a volta dos generais ao planalto central, que para chegarem a tanto, cassaram Dilma, prenderam Lula e roubaram a eleição de Haddad.
Mas, como a política é dinâmica, veio o dia 15 de novembro de 2020 e o PT roncou forte para assusta-los novamente.
Foi um ronco tão assustador que o TSE do Barroso,da Globo, se assustou, se atrapalhou e americanizou a contagem dos votos. Coisa do costume da submissão.
Amanheceu o dia 16 de novembro e lá vem a tacada na boca do estômago da elite do atraso; o PT conquistou 189 prefeituras entre pequenas, médias e grandes e está no segundo turno em 17  grande cidades que vão realizar novas eleições.
O PT pelo Brasil disputa o segundo turno em Anápolis (GO); Belém (PA) como vice do Psol; Cariacica (ES); Caxias do Sul (RS); Contagem (MG); Diadema (SP); Feira de Santana (BA); Guarulhos (SP); Juiz de Fora (MG); Mauá (SP); Pelotas (RS); Porto Alegre (RS) como vice do PC do B; Recife (PE); Santarém (PA); São Gonçalo (RJ); Vitória (ES) e Vitória da Conquista (BA).
Em São Paulo, onde os ataques criminosos na mídia diária são mais intensos e o PSDB manda no Estado há 30 anos, o PT, com a candidatura de Jilmar Tatto bombardeada por parte da intelectualidade e de setores progressistas, com o discurso do voto útil, conseguiu um suado quarto lugar, teve a maior votação para a câmara municipal com 623.701 votos, elegeu oito vereadores e Suplicy foi o campeão com mais de 167 mil votos. O Psol teve 443.992 votos e elegeu seis vereadores.
Na cidade do Rio de Janeiro, o PT teve o melhor desempenho desde 2000, e Benedita alcançou o quaro lugar com 11,27% dos votos.
Tanto no Rio como em São Paulo, onde Boulos foi para o segundo turno, o Psol teve brilahnte desempenho e, junto com o PT, mostram que há esquerda no Brasil e que sementes não são mortas, embora ataquem as plantas.
No Rio de Janeiro, três dados importantes; o vereador Tarcísio Mota do Psol bateu o vereadorCarluxo de 86.243 a 71 mil votos, a esposa de Marielle Franco se elegeu vereadora e Lindberg foi o mais votado do PT.Carluxo teve 61% dos votos conquistados quando o pai não era presidente, dando sinais de que as milícias perdem forças.
Pelo Brasil todo o que se viu foi o fracasso das candidaturas apoiadas por Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Luciano Huck. Faltou dinheiro do Renova-BR?
O novo anormal da política brasileira aponta um quadro onde o PT se firmou como único partido de identidade nacional, o partido militar se recolheu, o partido da IURD se resume ao bispo Crivela, o DEM passa a ser o velho PSD, o MDB e o PSDB vão se alimentar das vísceras da velha UDN lacerdista e o atual PSD deve ir estudar como eram o PSP de Adhemar e os PR's de antes da revolução de 1930. Por hoje é só.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

No dia em que foi comemorado os 131 anos da chamada proclamação da República, o povo do Brasil inteiro foi às urnas para dizer de alto e bom tom que a República ainda não é a República e que, só será, a partir de um amanhã alvissareiro pela constatação de domingo; de que o Partido dos Trabalhadores não morreu.
E por causa da teimosia de não morrer é que um novo período republicano pode estar a ser iniciado a partir das eleições de domingo.
Não , sem antes, marcar o que houve na semana anterior; quando o chefe maior militar e os outros chefes determinaram uma coisa óbvia para haver uma República; não vão mais se meter com política.
Alguém acredita nisso? Eu, não! Ávidos por boquinhas depois de vestirem os pijamas, deram mais um golpe na República,e elegeram como comandante das forças armadas um escroque que fora expulso do meio por eles próprios.
Qual a novidade? Nenhuma! Deram golpe no império para melhorarem os "Soldos" e simularem uma República, e foram dando golpes em 1930, em 1937, em 1945, em 1962, em 1964 e em 2016.
A aposta nas eleições de domingo é que comece a despertar uma nova consciência e se discuta para valer para que serve as chamadas forças armadas para além de darem golpes todas as vezes que a democracia engrossa o pescoço.
Um problema estrutural e mais recente, que eles, como gorilas amestrados pelos Estados Unidos, não engolem; é que a classe trabalhadora do Brasil tenha criado um Partido político, e com ele, trazido consciência cidadã para milhões de brasileiras e brasileiros.
Só se passaram 40 anos e eles não sossegam em tentar destruir a maior experiência partidária de trabalhadores do mundo, capaz de vencer nas urnas quatro eleições presidenciais seguidas.
Para o partido que havia superado o ódio do senador Bornhausen que decretou que era para acabar com essa gentalha para nunca mais ousarem ocupar os espaços que eram só deles; vencer as ofensivas de Aécio e Cunha parecia tarefa possível até ver que o golpe de 2016 era um projeto bem maior.
E o golpe veio para varrer o PT do mapa em 2018 com a eleição de Bolsonaro e a volta dos generais ao planalto central, que para chegarem a tanto, cassaram Dilma, prenderam Lula e roubaram a eleição de Haddad.
Mas, como a política é dinâmica, veio o dia 15 de novembro de 2020 e o PT roncou forte para assusta-los novamente.
Foi um ronco tão assustador que o TSE do Barroso,da Globo, se assustou, se atrapalhou e americanizou a contagem dos votos. Coisa do costume da submissão.
Amanheceu o dia 16 de novembro e lá vem a tacada na boca do estômago da elite do atraso; o PT conquistou 189 prefeituras entre pequenas, médias e grandes e está no segundo turno em 17  grande cidades que vão realizar novas eleições.
O PT pelo Brasil disputa o segundo turno em Anápolis (GO); Belém (PA) como vice do Psol; Cariacica (ES); Caxias do Sul (RS); Contagem (MG); Diadema (SP); Feira de Santana (BA); Guarulhos (SP); Juiz de Fora (MG); Mauá (SP); Pelotas (RS); Porto Alegre (RS) como vice do PC do B; Recife (PE); Santarém (PA); São Gonçalo (RJ); Vitória (ES) e Vitória da Conquista (BA).
Em São Paulo, onde os ataques criminosos na mídia diária são mais intensos e o PSDB manda no Estado há 30 anos, o PT, com a candidatura de Jilmar Tatto bombardeada por parte da intelectualidade e de setores progressistas, com o discurso do voto útil, conseguiu um suado quarto lugar, teve a maior votação para a câmara municipal com 623.701 votos, elegeu oito vereadores e Suplicy foi o campeão com mais de 167 mil votos. O Psol teve 443.992 votos e elegeu seis vereadores.
Na cidade do Rio de Janeiro, o PT teve o melhor desempenho desde 2000, e Benedita alcançou o quaro lugar com 11,27% dos votos.
Tanto no Rio como em São Paulo, onde Boulos foi para o segundo turno, o Psol teve brilahnte desempenho e, junto com o PT, mostram que há esquerda no Brasil e que sementes não são mortas, embora ataquem as plantas.
No Rio de Janeiro, três dados importantes; o vereador Tarcísio Mota do Psol bateu o vereadorCarluxo de 86.243 a 71 mil votos, a esposa de Marielle Franco se elegeu vereadora e Lindberg foi o mais votado do PT.Carluxo teve 61% dos votos conquistados quando o pai não era presidente, dando sinais de que as milícias perdem forças.
Pelo Brasil todo o que se viu foi o fracasso das candidaturas apoiadas por Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Luciano Huck. Faltou dinheiro do Renova-BR?
O novo anormal da política brasileira aponta um quadro onde o PT se firmou como único partido de identidade nacional, o partido militar se recolheu, o partido da IURD se resume ao bispo Crivela, o DEM passa a ser o velho PSD, o MDB e o PSDB vão se alimentar das vísceras da velha UDN lacerdista e o atual PSD deve ir estudar como eram o PSP de Adhemar e os PR's de antes da revolução de 1930. Por hoje é só.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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