PIB dos Municípios Sergipanos em 2018

Saumínio Nascimento

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Esta-
tística (IBGE) divulgou no dia 16/12/
2020, o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros na base de 2018.
Assim, esta breve análise tratará deste tema, com base nas publicações do IBGE e, de modo especial, na nota técnica que foi disponibilizada pela Unidade Estadual do IBGE em Sergipe que tem feito um excelente trabalho de disseminação da informação.
Do ponto de vista de fontes de informação, o IBGE destaca que o cálculo do PIB dos municípios se baseia na distribuição, entre os municípios, do valor adicionado bruto a preços básicos, em valores correntes das atividades econômicas, obtido pelo Sistema de Contas Regionais.
Conceitualmente, para o IBGE, o produto interno bruto é o total dos bens e serviços produzidos pelas unidades produtoras residentes destinados aos usos finais, sendo, portanto, equivalente à soma dos valores adicionados pelas diversas atividades econômicas acrescida dos impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos.
A unidade local o IBGE de Sergipe trouxe diversas informações relevantes sobre a questão do PIB e a distribuição geográfica no Estado de Sergipe. Inicialmente, o ponto de destaque é Aracaju, pois a nossa capital, conforme o estudo do IBGE, responde por mais de 40% da riqueza gerada no estado em 2018. Este nível de concentração do PIB em Aracaju é perigoso para a lógica de uma distribuição equitativa do desenvolvimento do estado, pois esta força de Aracaju no PIB cria campos de atração migratória que sufocam a disponibilidade de serviços para a sociedade, especialmente no segmento de saúde.
O IBGE também revela que a participação de Aracaju, com uma matriz econômica mais baseada nos serviços e na administração pública, aumentou, passando de 40,23% para 41,12% do total do PIB sergipano. O PIB de Aracaju chegou a R$ 12,28 bilhões em 2018, sendo o maior entre os 75 municípios sergipanos e o 53º do Brasil. Aracaju é o único município sergipano na lista dos 100 maiores PIBs do Brasil. Juntamente a Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, a soma da riqueza produzida na Região Metropolitana de Aracaju equivale a mais da metade do PIB sergipano em 2018.  A unidade local do IBGE aponta que Nossa Senhora do Socorro responde 6,09% do PIB do estado, com valor a preços correntes de R$ 2,56 bilhões, o segundo maior do estado, mas esta questão de Nossa Senhora do Socorro ter o 2º melhor PIB dos municípios de Sergipe não significa que a população deste município seja a 2ª mais rica do estado. Vale destacar que por não ser possível termos distritos industriais em Aracaju, o principal distrito industrial de Sergipe fica no município de Nossa Senhora do Socorro, e muitos trabalhadores das indústrias do município vêm da capital e depois retornam para dormir e consumir em Aracaju. Assim, o desafio para o Prefeito de Nossa Senhora do Socorro é enorme, pois tem o 2º maior PIB de Sergipe, a 2ª maior população, porém muitos problemas sociais a resolver, em face das linhas de pobreza existente nas comunidades do município.
De acordo com a unidade local do IBGE, São Cristóvão, responde por 2,13% do PIB sergipano, com um valor a preços correntes de R$ 895,76 milhões. Tanto Nossa Senhora do Socorro quanto São Cristóvão, porém, vêm perdendo participação no total do PIB estadual. A Barra dos Coqueiros, por sua vez, aumentou sua participação, passando de 0,95% a 1,17% do PIB do estado, com um valor a preços correntes de R$ 491,07 milhões. Vale registrar que a construção da ponte que liga Aracaju à Barra dos Coqueiros, contribuiu para que o município de transformasse em uma verdadeira zona de expansão da capital, com a construção de diversos novos condomínios de classe média, onde atualmente, muitos trabalhadores de Aracaju moram no município da Barra dos Coqueiros; destaque-se também, que alguns executivos das indústrias de Nossa Senhora do Socorro optaram por morar na Barra dos Coqueiros ao invés de Aracaju por dois motivos: proximidade e oferta de condomínios fechados típicos de classe média alta. E projeto que este PIB da Barra dos Coqueiros continuará tendo crescimento na participação relativa, especialmente quando saírem os números do PIB de 2020, em função da implantação da Usina Termoelétrica.
Do lado oposto da Região Metropolitana, temos os municípios do semiárido, que conforme a análise da unidade local do IBGE, foram os mais afetados pela queda do PIB em 2018, considerando-se que foi um ano marcado pela seca e, os municípios do semiárido sergipano foram os mais atingidos, e conforme o IBGE, isso se deve ao peso da produção agropecuária nessa região. O IBGE também aponta que dos 29 municípios que compõem o semiárido sergipano, 23 perderam participação no PIB estadual. Outros três municípios mantiveram a participação percentual de 2017. Apenas em Aquidabã, Propriá e Canindé de São Francisco tiveram aumento de participação no PIB entre 2017 e 2018. No total, somando o PIB dos 29 municípios do semiárido, houve ganho de participação, mas apenas em razão do avanço de 1,1% registrado em Canindé de São Francisco, o município com o terceiro maior PIB do estado, graças, sobretudo, à usina hidroelétrica que hospeda. Sem Canindé de São Francisco, o semiárido teria perdido cerca de 0,9% de participação na riqueza produzida em Sergipe.
O IBGE destaca que depois de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco, os maiores PIBs do estado estão no agreste (Itabaiana, com R$ 1,80 bilhão) e no litoral (Estância, com R$ 1,70 bilhão). Juntos, esses cinco municípios respondiam por mais de 60% da riqueza gerada em 2018. Apenas mais um município supera R$ 1 bilhão em valor do PIB: Lagarto, com R$ 1,47 bilhão.
A unidade local do IBGE destaca que em uma década ocorreu concentração geográfica do PIB municipal. Além disso, ocorreu concentração setorial, especialmente na agropecuária e na administração pública, e isto significa que são necessárias ações municipais para o desenvolvimento da indústria, do comércio e do setor serviços viabilizando um crescimento constante e equilibrado, visando melhorar a qualidade de vida da população dos municípios sergipanos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- tística (IBGE) divulgou no dia 16/12/ 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros na base de 2018.
Assim, esta breve análise tratará deste tema, com base nas publicações do IBGE e, de modo especial, na nota técnica que foi disponibilizada pela Unidade Estadual do IBGE em Sergipe que tem feito um excelente trabalho de disseminação da informação.
Do ponto de vista de fontes de informação, o IBGE destaca que o cálculo do PIB dos municípios se baseia na distribuição, entre os municípios, do valor adicionado bruto a preços básicos, em valores correntes das atividades econômicas, obtido pelo Sistema de Contas Regionais.
Conceitualmente, para o IBGE, o produto interno bruto é o total dos bens e serviços produzidos pelas unidades produtoras residentes destinados aos usos finais, sendo, portanto, equivalente à soma dos valores adicionados pelas diversas atividades econômicas acrescida dos impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos.
A unidade local o IBGE de Sergipe trouxe diversas informações relevantes sobre a questão do PIB e a distribuição geográfica no Estado de Sergipe. Inicialmente, o ponto de destaque é Aracaju, pois a nossa capital, conforme o estudo do IBGE, responde por mais de 40% da riqueza gerada no estado em 2018. Este nível de concentração do PIB em Aracaju é perigoso para a lógica de uma distribuição equitativa do desenvolvimento do estado, pois esta força de Aracaju no PIB cria campos de atração migratória que sufocam a disponibilidade de serviços para a sociedade, especialmente no segmento de saúde.
O IBGE também revela que a participação de Aracaju, com uma matriz econômica mais baseada nos serviços e na administração pública, aumentou, passando de 40,23% para 41,12% do total do PIB sergipano. O PIB de Aracaju chegou a R$ 12,28 bilhões em 2018, sendo o maior entre os 75 municípios sergipanos e o 53º do Brasil. Aracaju é o único município sergipano na lista dos 100 maiores PIBs do Brasil. Juntamente a Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, a soma da riqueza produzida na Região Metropolitana de Aracaju equivale a mais da metade do PIB sergipano em 2018.  A unidade local do IBGE aponta que Nossa Senhora do Socorro responde 6,09% do PIB do estado, com valor a preços correntes de R$ 2,56 bilhões, o segundo maior do estado, mas esta questão de Nossa Senhora do Socorro ter o 2º melhor PIB dos municípios de Sergipe não significa que a população deste município seja a 2ª mais rica do estado. Vale destacar que por não ser possível termos distritos industriais em Aracaju, o principal distrito industrial de Sergipe fica no município de Nossa Senhora do Socorro, e muitos trabalhadores das indústrias do município vêm da capital e depois retornam para dormir e consumir em Aracaju. Assim, o desafio para o Prefeito de Nossa Senhora do Socorro é enorme, pois tem o 2º maior PIB de Sergipe, a 2ª maior população, porém muitos problemas sociais a resolver, em face das linhas de pobreza existente nas comunidades do município.
De acordo com a unidade local do IBGE, São Cristóvão, responde por 2,13% do PIB sergipano, com um valor a preços correntes de R$ 895,76 milhões. Tanto Nossa Senhora do Socorro quanto São Cristóvão, porém, vêm perdendo participação no total do PIB estadual. A Barra dos Coqueiros, por sua vez, aumentou sua participação, passando de 0,95% a 1,17% do PIB do estado, com um valor a preços correntes de R$ 491,07 milhões. Vale registrar que a construção da ponte que liga Aracaju à Barra dos Coqueiros, contribuiu para que o município de transformasse em uma verdadeira zona de expansão da capital, com a construção de diversos novos condomínios de classe média, onde atualmente, muitos trabalhadores de Aracaju moram no município da Barra dos Coqueiros; destaque-se também, que alguns executivos das indústrias de Nossa Senhora do Socorro optaram por morar na Barra dos Coqueiros ao invés de Aracaju por dois motivos: proximidade e oferta de condomínios fechados típicos de classe média alta. E projeto que este PIB da Barra dos Coqueiros continuará tendo crescimento na participação relativa, especialmente quando saírem os números do PIB de 2020, em função da implantação da Usina Termoelétrica.
Do lado oposto da Região Metropolitana, temos os municípios do semiárido, que conforme a análise da unidade local do IBGE, foram os mais afetados pela queda do PIB em 2018, considerando-se que foi um ano marcado pela seca e, os municípios do semiárido sergipano foram os mais atingidos, e conforme o IBGE, isso se deve ao peso da produção agropecuária nessa região. O IBGE também aponta que dos 29 municípios que compõem o semiárido sergipano, 23 perderam participação no PIB estadual. Outros três municípios mantiveram a participação percentual de 2017. Apenas em Aquidabã, Propriá e Canindé de São Francisco tiveram aumento de participação no PIB entre 2017 e 2018. No total, somando o PIB dos 29 municípios do semiárido, houve ganho de participação, mas apenas em razão do avanço de 1,1% registrado em Canindé de São Francisco, o município com o terceiro maior PIB do estado, graças, sobretudo, à usina hidroelétrica que hospeda. Sem Canindé de São Francisco, o semiárido teria perdido cerca de 0,9% de participação na riqueza produzida em Sergipe.
O IBGE destaca que depois de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco, os maiores PIBs do estado estão no agreste (Itabaiana, com R$ 1,80 bilhão) e no litoral (Estância, com R$ 1,70 bilhão). Juntos, esses cinco municípios respondiam por mais de 60% da riqueza gerada em 2018. Apenas mais um município supera R$ 1 bilhão em valor do PIB: Lagarto, com R$ 1,47 bilhão.
A unidade local do IBGE destaca que em uma década ocorreu concentração geográfica do PIB municipal. Além disso, ocorreu concentração setorial, especialmente na agropecuária e na administração pública, e isto significa que são necessárias ações municipais para o desenvolvimento da indústria, do comércio e do setor serviços viabilizando um crescimento constante e equilibrado, visando melhorar a qualidade de vida da população dos municípios sergipanos.

 


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