ESPECULAÇÃO NÃO TEM CRITÉRIO DE VERDADE

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Depois de homologados os processos eleitorais recentes, as especulações tomam conta da narrativa e assumem espaços nas pautas políticas com ares de verdades absolutas.
O jornalismo no Brasil, em Sergipe não é diferente, é feito quase que por inteiro à base de especulações e, consequentemente, da opinião pré-concebida, por aqueles que fazem vista grossa para a verdade ao lado, por acharem ter o poder de transformar sua opinião publicada, em opinião pública.
Já teve alguém bem mais sabido do que eu que disse o seguinte: "Os medíocres falam de pessoas, os normais falam de coisas e os sábios falam de ideias".
Consta do noticiário dos medíocres contra Lula que em 2003, logo após sua posse na presidência da República, dois filhos seus usaram uma lancha oficial para dar um passeio no Lago Paranoá.
Segundo o mesmo noticiário, o fato foi suficiente para o antipetista e hoje bolsonarista arrependido, Ricardo Noblat, em O Globo, disparar artilharia pesada pedindo o impeachment do presidente.
Hoje, embora arrependido não usa um traque do seu poder de fogo, para pedir o impeachment de Bolsonaro, diante dos escandalosos crimes praticados por ele e por seus quatro filhos; e olha que são incontáveis os delitos.
Essa imprensa que diz que Moro foi um juiz justo que fez um bem danado ao Brasil e só errou quando aceitou ser ministro de Bolsonaro, não é cega, não é burra e não é despreparada; é desonesta.
Numa cruzada bolsonarista contra a vacina ela é incapaz de levantar qualquer questionamento sobre a ideia fixa do presidente e de Guedes de que é preciso que morram 250 pessoas- idosas e usuárias do SUS- para fazer caixa na previdência e no próprio sistema de saúde pública, para serem entregues ao capital privado.
Escondem a verdade de que com Lula o Brasil foi o País que mais vacinou, no mundo, contra a H1N1, pelo sistema público de saúde.
Omitem que com Bolsonaro o que vemos é a negação ideológica contra o Covid-19 e a queda de cinco posições no IDH.
Mostram-se incapazes do menor gesto de solidariedade ao colega Luis Nassif que, só depois de 12 anos, ganha direito de resposta à Revista Veja, do tempo que a revista se transformou na maior destruidora de reputações - publicou 982 capas contra lula - para atender interesses escusos de bilionários.
O usual é que a grande imprensa publicava na corte e os diminutos núcleos republicavam nas províncias como forma de assemelhamento aos sabujos, sem nunca formarem uma massa crítica; salvo raríssimas exceções.
Na conjuntura de desmoralização da operação lava jato e da quadrilha de Curitiba o máximo de autocrítica por aqui é que Moro foi muito útil ao Brasil, até largar tudo e aceitar ser ministro de Bolsonaro. Engane-me que eu gosto.
Como a Revista Veja é uma massa falida, e Diogo Mainardi já está na lata do lixo da história, há no momento, tempo para alguma regeneração dos inocenteis úteis, já que coisas aconteceram para revigorar os espíritos dos que quiserem honrar a trajetória.
As revelações do Hacter Walter Bargatti Neto de como funcionou a escalada acusatória contra Lula a partir do STF, passando pela 13ª vara de Curitiba e chegando ao MPF na pessoa do chefe da força tarefa, estão ai na mídia alternativa.
A denúncia do Hacker já está mais do que provada pela vaza jato, apesar do silêncio sepulcral dos três ministros citados e nada impede que o jornalismo lavajatista faça sua mea-culpa - mesmo a La Gabeira - e dê informações ao público leitor. Saindo da mesmice de só noticiar com ênfase o que venha do cadáver de "O Antagonista", que já morreu.
Que bom que ocupassem seus talentos em investigar as promiscuidades dos juízes e procuradores da malfadada lava jato na odiosa campanha contra o melhor presidente do Brasil.
Claro que não farão nada disso; o mundo político é cheio de variantes para os fugitivos dos caminhos da verdade e o que se apresenta no momento é a fervura da água do caldeirão da eleição da mesa da Câmara dos deputados.
Terça feira, logo cedo, o Brasil tomou conhecimento da prisão do prefeito Crivella, bispo da igreja universal, eleito pelo Republicanos, junto com um delegado da Polícia Civil e um empresário e, nenhum deles do PT. Gente que votou para derrubar a Dilma.
Espero as especulações, mesmo que de leve, para boa informação dos leitores, para não ficar a impressão de que só é notícia quando é associada ao PT.
Retroagindo quatro anos, antes de se eleger prefeito, o senador Crivella foi peça de destaque para derrubar uma presidenta honesta e no segundo turno deste ano anunciou que o adversário iria ser preso. Somo-me aos que denunciam a arbitrariedade da prisão. Com tantos motivos nacionais para especulações, aqui, se discute se o governo é todinho do governador, e o principal partido que ancorou sua eleição tem que ser expurgado do governo porque teve um candidato a prefeito. Vão exigir a mesma obediência na eleição da Câmara dos Deputados?
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Depois de homologados os processos eleitorais recentes, as especulações tomam conta da narrativa e assumem espaços nas pautas políticas com ares de verdades absolutas.
O jornalismo no Brasil, em Sergipe não é diferente, é feito quase que por inteiro à base de especulações e, consequentemente, da opinião pré-concebida, por aqueles que fazem vista grossa para a verdade ao lado, por acharem ter o poder de transformar sua opinião publicada, em opinião pública.
Já teve alguém bem mais sabido do que eu que disse o seguinte: "Os medíocres falam de pessoas, os normais falam de coisas e os sábios falam de ideias".
Consta do noticiário dos medíocres contra Lula que em 2003, logo após sua posse na presidência da República, dois filhos seus usaram uma lancha oficial para dar um passeio no Lago Paranoá.
Segundo o mesmo noticiário, o fato foi suficiente para o antipetista e hoje bolsonarista arrependido, Ricardo Noblat, em O Globo, disparar artilharia pesada pedindo o impeachment do presidente.
Hoje, embora arrependido não usa um traque do seu poder de fogo, para pedir o impeachment de Bolsonaro, diante dos escandalosos crimes praticados por ele e por seus quatro filhos; e olha que são incontáveis os delitos.
Essa imprensa que diz que Moro foi um juiz justo que fez um bem danado ao Brasil e só errou quando aceitou ser ministro de Bolsonaro, não é cega, não é burra e não é despreparada; é desonesta.
Numa cruzada bolsonarista contra a vacina ela é incapaz de levantar qualquer questionamento sobre a ideia fixa do presidente e de Guedes de que é preciso que morram 250 pessoas- idosas e usuárias do SUS- para fazer caixa na previdência e no próprio sistema de saúde pública, para serem entregues ao capital privado.
Escondem a verdade de que com Lula o Brasil foi o País que mais vacinou, no mundo, contra a H1N1, pelo sistema público de saúde.
Omitem que com Bolsonaro o que vemos é a negação ideológica contra o Covid-19 e a queda de cinco posições no IDH.
Mostram-se incapazes do menor gesto de solidariedade ao colega Luis Nassif que, só depois de 12 anos, ganha direito de resposta à Revista Veja, do tempo que a revista se transformou na maior destruidora de reputações - publicou 982 capas contra lula - para atender interesses escusos de bilionários.
O usual é que a grande imprensa publicava na corte e os diminutos núcleos republicavam nas províncias como forma de assemelhamento aos sabujos, sem nunca formarem uma massa crítica; salvo raríssimas exceções.
Na conjuntura de desmoralização da operação lava jato e da quadrilha de Curitiba o máximo de autocrítica por aqui é que Moro foi muito útil ao Brasil, até largar tudo e aceitar ser ministro de Bolsonaro. Engane-me que eu gosto.
Como a Revista Veja é uma massa falida, e Diogo Mainardi já está na lata do lixo da história, há no momento, tempo para alguma regeneração dos inocenteis úteis, já que coisas aconteceram para revigorar os espíritos dos que quiserem honrar a trajetória.
As revelações do Hacter Walter Bargatti Neto de como funcionou a escalada acusatória contra Lula a partir do STF, passando pela 13ª vara de Curitiba e chegando ao MPF na pessoa do chefe da força tarefa, estão ai na mídia alternativa.
A denúncia do Hacker já está mais do que provada pela vaza jato, apesar do silêncio sepulcral dos três ministros citados e nada impede que o jornalismo lavajatista faça sua mea-culpa - mesmo a La Gabeira - e dê informações ao público leitor. Saindo da mesmice de só noticiar com ênfase o que venha do cadáver de "O Antagonista", que já morreu.
Que bom que ocupassem seus talentos em investigar as promiscuidades dos juízes e procuradores da malfadada lava jato na odiosa campanha contra o melhor presidente do Brasil.
Claro que não farão nada disso; o mundo político é cheio de variantes para os fugitivos dos caminhos da verdade e o que se apresenta no momento é a fervura da água do caldeirão da eleição da mesa da Câmara dos deputados.
Terça feira, logo cedo, o Brasil tomou conhecimento da prisão do prefeito Crivella, bispo da igreja universal, eleito pelo Republicanos, junto com um delegado da Polícia Civil e um empresário e, nenhum deles do PT. Gente que votou para derrubar a Dilma.
Espero as especulações, mesmo que de leve, para boa informação dos leitores, para não ficar a impressão de que só é notícia quando é associada ao PT.
Retroagindo quatro anos, antes de se eleger prefeito, o senador Crivella foi peça de destaque para derrubar uma presidenta honesta e no segundo turno deste ano anunciou que o adversário iria ser preso. Somo-me aos que denunciam a arbitrariedade da prisão. Com tantos motivos nacionais para especulações, aqui, se discute se o governo é todinho do governador, e o principal partido que ancorou sua eleição tem que ser expurgado do governo porque teve um candidato a prefeito. Vão exigir a mesma obediência na eleição da Câmara dos Deputados?

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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