NA PRÓXIMA DÉCADA COM O FREIO DE MÃO PUXADO

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
A partir de primeiro de janeiro de 2021 já teremos aterrissado na terceira década do século 21 e não acredito que pessoas atentas que vivenciaram ou tiveram conhecimento dos acontecimentos políticos e econômicos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio, as inúmeras escaramuças para impedir a candidatura de Juscelino Kubitschek, sua eleição, posse e governabilidade, que sobreviveram à renuncia de Jânio Quadros, à sangrenta e corrupta ditadura militar, à retomada da democracia, uma constituição cidadã, o malfadado governo Collor de Melo, o entreguismo e privataria de FHC e depois; o renascer de uma República nos governos Lula e Dilma, minimamente, pensassem em entrar na terceira década do século amargando um retrocesso nas proporções do que ainda está por vir.
Mas, como na vida dos povos, das formas de governos e nas Repúblicas a história é repleta de imprevisibilidades, eis que, no Brasil, surge um complô entre o velho pensamento político, o golpismo militar, o pensamento da elite do atraso ancorado na mídia patronal e a justiça de classe; uma combinação mortífera que faz rebrotar o Fascismo que todas essas gerações pensavam um dia morto.
E, como fomos ingênuos ao pensar que após tantos acontecimentos, o povo entendesse a importância da democracia para suas vidas.
Digo o povo, aquele que muitos pensam capaz de adquirir consciência por espontaneidade e, por isso, desconfiar do que lhes dizem os banqueiros, os capitães da indústria, os grandes negocistas e os jornalistas bem pagos para enganá-lo. Deu no que está dando.
Virada de década e um País destruído economicamente, politicamente, moralmente e sanitariamente. Um País que no enfrentamento ao H1N1, vacinou 80 milhões de pessoas em poucas semanas, está totalmente desprevenido para uma vacinação em massa.
Um País que pulou da 23ª economia do mundo para a 6ª posição e que agora está à beira de entregar, novamente, sua economia ao FMI.
O mais estarrecedor é que tudo foi conseguido com uma única arma: a mentira. Imagine ver uma elite assustada em enxergar que o País que esteve sob seu domínio por 502 anos, de repente, em 12 anos, elevar o padrão de vida de milhões de pessoas, fazendo com que pensassem ter condições de disputar alguns espaços com poucos deles, em pé de igualdade.
Assustada, a elite construiu o armamento de disparar mentiras e inoculou o ódio e o medo em dezenas de milhões de pessoas, convencendo-as, que o perigo residia nos benefícios que estavam conquistando.
Essa massa, vestida de verde e amarelo, usando camisa da seleção, tendo como símbolo o pato da FIESP, que nem sabia quem era Jair Bolsonaro, apesar dos 30 anos de vida política, acreditou que ele seria a salvação de problemas imaginários e mergulhou de cabeça na areia movediça do Fascismo.
A febre da imbecilidade foi tão forte que uma vigarista, também ilustre desconhecida, de nome Bia Kicis, convenceu milhões de idiotas de que a famosa loja Havan, com sua estátua da liberdade, pertencia a Paula Rousseff, filha de Dilma Rousseff, adquirida via corrupção, sem falar de outros convencimentos de que os filhos de Lula eram donos de fortunas que, na verdade pertencem aos membros da elites.
A hoje deputada federal Bia Kicis, eleita na esteira das mentiras deslavadas, ainda consegue convencer legiões de imbecis de que vacinas não previnem a contaminação por Covid-19, fazendo coro com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do Jair, que exalta as criminosas irresponsabilidades de comerciantes que são contra o Lockdoun, bradando no Twitter que; "todo poder emana do povo", e por isso, ninguém deve ser proibido de circular.
E aí, é que mora o perigo; em total conluio com a grande mídia, as sucessivas aberrações vão vencendo as batalhas da comunicação e aqueles mais expostas à autodestruição, incorporam os discursos e absorvem que morrer em apoio a uma política de extermínio, vira um direito constitucional.
Existe luz no fim do túnel? Existe sim, e os filetes estão visíveis na resistência da Venezuela, na soberania da revolução cubana, no despertar do México, na recomposição da Argentina, na reviravolta da Bolívia, no sacolejar do Chile e, se tudo der certo, na próxima vitória no Equador.
É muita coisa? Não! É apenas o reconhecer de que tudo não está perdido. Por que devemos acreditar? Porque já há fuga de rato, e dos maiores, sinalizando que está fazendo água no porão do navio.
Moro não está indo morar nos Estados Unidos; ele está fugindo com a mala cheia de Dólares após cumprir sua missão de quebrar o Paíse manda-lo de volta à 13ª posição, uma atrás da que FHC deixou para Lula.
A história há de registrar qual será o destino de milhões de pessoas que se alimentaram com o deboche e o escárnio de um monstro que irradia felicidade com mais de 200 mil mortes, por culpa dele; o exterminador de gerações.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

A partir de primeiro de janeiro de 2021 já teremos aterrissado na terceira década do século 21 e não acredito que pessoas atentas que vivenciaram ou tiveram conhecimento dos acontecimentos políticos e econômicos que levaram Getúlio Vargas ao suicídio, as inúmeras escaramuças para impedir a candidatura de Juscelino Kubitschek, sua eleição, posse e governabilidade, que sobreviveram à renuncia de Jânio Quadros, à sangrenta e corrupta ditadura militar, à retomada da democracia, uma constituição cidadã, o malfadado governo Collor de Melo, o entreguismo e privataria de FHC e depois; o renascer de uma República nos governos Lula e Dilma, minimamente, pensassem em entrar na terceira década do século amargando um retrocesso nas proporções do que ainda está por vir.
Mas, como na vida dos povos, das formas de governos e nas Repúblicas a história é repleta de imprevisibilidades, eis que, no Brasil, surge um complô entre o velho pensamento político, o golpismo militar, o pensamento da elite do atraso ancorado na mídia patronal e a justiça de classe; uma combinação mortífera que faz rebrotar o Fascismo que todas essas gerações pensavam um dia morto.
E, como fomos ingênuos ao pensar que após tantos acontecimentos, o povo entendesse a importância da democracia para suas vidas.
Digo o povo, aquele que muitos pensam capaz de adquirir consciência por espontaneidade e, por isso, desconfiar do que lhes dizem os banqueiros, os capitães da indústria, os grandes negocistas e os jornalistas bem pagos para enganá-lo. Deu no que está dando.
Virada de década e um País destruído economicamente, politicamente, moralmente e sanitariamente. Um País que no enfrentamento ao H1N1, vacinou 80 milhões de pessoas em poucas semanas, está totalmente desprevenido para uma vacinação em massa.
Um País que pulou da 23ª economia do mundo para a 6ª posição e que agora está à beira de entregar, novamente, sua economia ao FMI.
O mais estarrecedor é que tudo foi conseguido com uma única arma: a mentira. Imagine ver uma elite assustada em enxergar que o País que esteve sob seu domínio por 502 anos, de repente, em 12 anos, elevar o padrão de vida de milhões de pessoas, fazendo com que pensassem ter condições de disputar alguns espaços com poucos deles, em pé de igualdade.
Assustada, a elite construiu o armamento de disparar mentiras e inoculou o ódio e o medo em dezenas de milhões de pessoas, convencendo-as, que o perigo residia nos benefícios que estavam conquistando.
Essa massa, vestida de verde e amarelo, usando camisa da seleção, tendo como símbolo o pato da FIESP, que nem sabia quem era Jair Bolsonaro, apesar dos 30 anos de vida política, acreditou que ele seria a salvação de problemas imaginários e mergulhou de cabeça na areia movediça do Fascismo.
A febre da imbecilidade foi tão forte que uma vigarista, também ilustre desconhecida, de nome Bia Kicis, convenceu milhões de idiotas de que a famosa loja Havan, com sua estátua da liberdade, pertencia a Paula Rousseff, filha de Dilma Rousseff, adquirida via corrupção, sem falar de outros convencimentos de que os filhos de Lula eram donos de fortunas que, na verdade pertencem aos membros da elites.
A hoje deputada federal Bia Kicis, eleita na esteira das mentiras deslavadas, ainda consegue convencer legiões de imbecis de que vacinas não previnem a contaminação por Covid-19, fazendo coro com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do Jair, que exalta as criminosas irresponsabilidades de comerciantes que são contra o Lockdoun, bradando no Twitter que; "todo poder emana do povo", e por isso, ninguém deve ser proibido de circular.
E aí, é que mora o perigo; em total conluio com a grande mídia, as sucessivas aberrações vão vencendo as batalhas da comunicação e aqueles mais expostas à autodestruição, incorporam os discursos e absorvem que morrer em apoio a uma política de extermínio, vira um direito constitucional.
Existe luz no fim do túnel? Existe sim, e os filetes estão visíveis na resistência da Venezuela, na soberania da revolução cubana, no despertar do México, na recomposição da Argentina, na reviravolta da Bolívia, no sacolejar do Chile e, se tudo der certo, na próxima vitória no Equador.
É muita coisa? Não! É apenas o reconhecer de que tudo não está perdido. Por que devemos acreditar? Porque já há fuga de rato, e dos maiores, sinalizando que está fazendo água no porão do navio.
Moro não está indo morar nos Estados Unidos; ele está fugindo com a mala cheia de Dólares após cumprir sua missão de quebrar o Paíse manda-lo de volta à 13ª posição, uma atrás da que FHC deixou para Lula.
A história há de registrar qual será o destino de milhões de pessoas que se alimentaram com o deboche e o escárnio de um monstro que irradia felicidade com mais de 200 mil mortes, por culpa dele; o exterminador de gerações.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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