Cenários Econômicos para 2021

Saumínio Nascimento

 

Segundo o Fundo Monetário Internacional - FMI, o ano de 2020 foi para muitos de nós, o annus horribilis, considerando-se os seguintes fatores: quase dois milhões de mortes ocorreram por conta do COVID-19; vimos um colapso econômico muito maior do que o da crise financeira de 2008; tivemos uma ebulição de ressentimento contra décadas de injustiça racial e social; o mundo teve um número recorde de incêndios florestais dizimando milhões de hectares de florestas virgens; e pragas de gafanhotos de proporções bíblicas.
Diante do exposto pelo FMI, não temos como imaginar que 2021 seja um ano igual ou pior a 2020, pois estamos concluindo o ano, com tom de esperança, especificamente porque o desenvolvimento, em poucos meses, de pelo menos três vacinas contra a COVID-19 e que prometem um alto grau de eficácia é nada menos que milagroso, isto por conta de um grande triunfo da ciência médica, tecnologia e, também da globalização.
A retomada da economia mundial em 2021 dependerá das ações que teremos para a vacinação contra Covid-19. Entende-se que a imunização será o componente chave da atenção primária à saúde e, para isso, o cumprimento de metas globais e nacionais para as vacinas contra COVID-19, irã definir o futuro da economia mundial. Destaque-se que de acordo com a Organização Mundial de Saúde, dois bilhões de doses da vacina contra a COVID-19 devem ser distribuídas até o final de 2021, com uma alocação para cada país igual a 20% da população para cobrir a meta priorizada para grupos.
De acordo com o relatório de mercado FOCUS do Banco Central do Brasil, a previsão e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2021 será em torno de 3,5%, bem diferente de 2020 cuja perspectiva é de uma queda de 4,4%.
Para a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo -  IPCA a perspectiva é de que ela fique em 3,34%, uma inflação menor que a prevista para 2020 de 4,39%. A inflação medida pelo índice Geral de Preços Mercado -  IGP-M deverá ser de 4,70% em 2021, enquanto que a de 2020 deverá ficar em 23,90%, revelando que neste índice a diferença de inflação de 2021 será bem significativa. Já a inflação dos preços administrados de 2021 deverá ser maior que a de 2020, pois para 2021 os preços administrados deverão ter uma inflação de 4,36%, enquanto para 2020, a perspectiva é ficar em 2,50%.
Para a taxa de câmbio, a paridade R$ e US$ deverá ficar em R$ 5,00 em 2021, enquanto para 2020 a perspectiva é de fechar em R$ 5,15.
Para a taxa de juros medida pela SELIC a previsão para 2021 é de 3%, enquanto fecharemos 2020 com uma taxa de juros de 2%.
Do ponto de vista de crescimento da produção industrial a perspectiva de 2021 é de termos uma taxa de 5%, enquanto para 2020 deveremos ter uma queda de 5%.
Sobre as contas externas do Brasil, temos o seguinte: a conta corrente brasileira chegará em 2021  a um valor negativo de US$ 17,4 bilhões e em 2020 deverá ficar no negativo de US$ 4,6 bilhões. Já a balança comercial brasileira tem uma perspectiva de um superávit de US$ 55,1 bilhões em 2021, enquanto em 2020, o superávit será de US$ 56,1 bilhões.  O investimento direto no Brasil para 2021 está previsto para US$ 60 bilhões, enquanto em 2020 ficará em US$ 40 bilhões.
A dívida líquida do setor público chegará a 67% do PIB em 2021, enquanto o percentual de 2020 será de 65,2%. Já o resultado primário do PIB será de -3% em 2021, enquanto em 2020 foi de - 11%.
Entendo que existe um cenário de impacto para algumas famílias em 2021 que é o encerramento do programa de auxílio emergencial. Pois este programa direcionou um aumento de consumo nas famílias, agora existe um redirecionamento para o mundo do emprego e trabalho com rendimentos diferenciados, porém capazes de moldar um poder de compra que possa equilibrar as demandas que existiram em 2020.
Alguns relatórios de Bancos brasileiros apontam que existe uma perspectiva que no consumo das famílias, ocorra um aumento da demanda por bens manufaturados, isto será importante para a retomada do crescimento industrial.
Existe ainda um risco para as perspectivas econômicas de 2021 que é a evolução da pandemia. O recente aumente do contágio, óbitos e hospitalização pelo vírus, com elevados índices de ocupação de UTIs é um ponto que transborda de 2020 para o início de 2021 e que dependerá de ações locais, especialmente da consciência da população. Pois este risco pode gerar uma interrupção no processo de reabertura e recuperação da economia. Os efeitos que poderão ser ocasionados pela vacinação é que determinarão o viés econômico que teremos em 2021.
Em nível mundial, a Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que haverá recuperação das cadeias de abastecimento e que os financiamentos comerciais poderão ser o vetor de novos negócios, entendo que o Brasil seguirá este caminho.
Acredito que para o Estado de Sergipe em 2021, teremos novidades importantes na economia que irão estimular novos investimentos e, isso gera um clima de prosperidade para os empreendedores locais.
Eu acredito que o cenário para 2021 será de retomada da economia, geração de empregos, renda, prosperidade e um Brasil melhor!

Segundo o Fundo Monetário Internacional - FMI, o ano de 2020 foi para muitos de nós, o annus horribilis, considerando-se os seguintes fatores: quase dois milhões de mortes ocorreram por conta do COVID-19; vimos um colapso econômico muito maior do que o da crise financeira de 2008; tivemos uma ebulição de ressentimento contra décadas de injustiça racial e social; o mundo teve um número recorde de incêndios florestais dizimando milhões de hectares de florestas virgens; e pragas de gafanhotos de proporções bíblicas.
Diante do exposto pelo FMI, não temos como imaginar que 2021 seja um ano igual ou pior a 2020, pois estamos concluindo o ano, com tom de esperança, especificamente porque o desenvolvimento, em poucos meses, de pelo menos três vacinas contra a COVID-19 e que prometem um alto grau de eficácia é nada menos que milagroso, isto por conta de um grande triunfo da ciência médica, tecnologia e, também da globalização.
A retomada da economia mundial em 2021 dependerá das ações que teremos para a vacinação contra Covid-19. Entende-se que a imunização será o componente chave da atenção primária à saúde e, para isso, o cumprimento de metas globais e nacionais para as vacinas contra COVID-19, irã definir o futuro da economia mundial. Destaque-se que de acordo com a Organização Mundial de Saúde, dois bilhões de doses da vacina contra a COVID-19 devem ser distribuídas até o final de 2021, com uma alocação para cada país igual a 20% da população para cobrir a meta priorizada para grupos.
De acordo com o relatório de mercado FOCUS do Banco Central do Brasil, a previsão e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano de 2021 será em torno de 3,5%, bem diferente de 2020 cuja perspectiva é de uma queda de 4,4%.
Para a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo -  IPCA a perspectiva é de que ela fique em 3,34%, uma inflação menor que a prevista para 2020 de 4,39%. A inflação medida pelo índice Geral de Preços Mercado -  IGP-M deverá ser de 4,70% em 2021, enquanto que a de 2020 deverá ficar em 23,90%, revelando que neste índice a diferença de inflação de 2021 será bem significativa. Já a inflação dos preços administrados de 2021 deverá ser maior que a de 2020, pois para 2021 os preços administrados deverão ter uma inflação de 4,36%, enquanto para 2020, a perspectiva é ficar em 2,50%.
Para a taxa de câmbio, a paridade R$ e US$ deverá ficar em R$ 5,00 em 2021, enquanto para 2020 a perspectiva é de fechar em R$ 5,15.
Para a taxa de juros medida pela SELIC a previsão para 2021 é de 3%, enquanto fecharemos 2020 com uma taxa de juros de 2%.
Do ponto de vista de crescimento da produção industrial a perspectiva de 2021 é de termos uma taxa de 5%, enquanto para 2020 deveremos ter uma queda de 5%.
Sobre as contas externas do Brasil, temos o seguinte: a conta corrente brasileira chegará em 2021  a um valor negativo de US$ 17,4 bilhões e em 2020 deverá ficar no negativo de US$ 4,6 bilhões. Já a balança comercial brasileira tem uma perspectiva de um superávit de US$ 55,1 bilhões em 2021, enquanto em 2020, o superávit será de US$ 56,1 bilhões.  O investimento direto no Brasil para 2021 está previsto para US$ 60 bilhões, enquanto em 2020 ficará em US$ 40 bilhões.
A dívida líquida do setor público chegará a 67% do PIB em 2021, enquanto o percentual de 2020 será de 65,2%. Já o resultado primário do PIB será de -3% em 2021, enquanto em 2020 foi de - 11%.
Entendo que existe um cenário de impacto para algumas famílias em 2021 que é o encerramento do programa de auxílio emergencial. Pois este programa direcionou um aumento de consumo nas famílias, agora existe um redirecionamento para o mundo do emprego e trabalho com rendimentos diferenciados, porém capazes de moldar um poder de compra que possa equilibrar as demandas que existiram em 2020.
Alguns relatórios de Bancos brasileiros apontam que existe uma perspectiva que no consumo das famílias, ocorra um aumento da demanda por bens manufaturados, isto será importante para a retomada do crescimento industrial.
Existe ainda um risco para as perspectivas econômicas de 2021 que é a evolução da pandemia. O recente aumente do contágio, óbitos e hospitalização pelo vírus, com elevados índices de ocupação de UTIs é um ponto que transborda de 2020 para o início de 2021 e que dependerá de ações locais, especialmente da consciência da população. Pois este risco pode gerar uma interrupção no processo de reabertura e recuperação da economia. Os efeitos que poderão ser ocasionados pela vacinação é que determinarão o viés econômico que teremos em 2021.
Em nível mundial, a Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que haverá recuperação das cadeias de abastecimento e que os financiamentos comerciais poderão ser o vetor de novos negócios, entendo que o Brasil seguirá este caminho.
Acredito que para o Estado de Sergipe em 2021, teremos novidades importantes na economia que irão estimular novos investimentos e, isso gera um clima de prosperidade para os empreendedores locais.
Eu acredito que o cenário para 2021 será de retomada da economia, geração de empregos, renda, prosperidade e um Brasil melhor!

 


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