O BRASIL EM FOTOGRAFIAS

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
O ano de 2021 começou e fica com os profissionais de fotografias, o prêmio de retrato de um Brasil que pautava a agenda mundial há pouco tempo; e um País que caiu ao rés do chão.
A fotografia de lula em Cuba para ser personagem de um filme do premiado diretor norte-americano Oliver Stone - ganhador de  3 Oscar -, e a fotografia de Bolsonaro em um jogo beneficente, abraçado com o principal lavador de dinheiro do PCC, dizem muito.
Há 6 anos a foto que predominava era a de um certo Aécio Neves, candidato derrotado nas eleições presidenciais, de dedo em riste, dizendo em tom de ameaça que a presidenta Dilma não governaria no segundo mandato, mesmo que ele e sua corja tivessem que quebrar o Brasil.
A exibição do mergulho de Bolsonaro na praia cercado de asseclas, capatazes e seguranças, para gáudio de uma plateia de imbecis, remete à mais famosa fotografia de Benito Mussolini, numa praia, rodeado do mesmo tipo de gente, para exibir com seu físico a supremacia do regime fascista que não indicava que, pouco tempo depois seria fuzilado e seu corpo pendurado pelos pés e exibido em um posto de gasolina.
O homem que foi fotografado abraçado com o presidente da República é conhecido como Fred, que segundo a polícia civil, o dinheiro oriundo do tráfico internacional de entorpecentes de países como Bélgica, Portugal, Itália e África, pelo porto de Santos, é encaminhado para ele. Bolsonaro não é ingênuo, nem o idiota que muita gente pensa que é.
Tudo que ele faz é planejado para consolidar a figura de um homem do povo, sem frescura, que fala o que pensa e não gosta de ambientes sofisticados, preferindo se comportar igual ao homem do povo, deixando a impressão de que, quem o censura ou recrimina é porque não aceita seu estilo simples e popular.
Seguindo o perfil dele tem milhões que ainda o consideram um bom presidente e encaram com naturalidade as já quase 200 mil mortes pelo Covid-19 e que ele não podia fazer mais do que fez.
O mundo inteiro tem consciência e está muito preocupado com a nova expansão da pandemia e já há quem considere 2021 como um novo ano perdido.
No entanto, no Brasil, um general da ativa, especialista em logística nas forças armadas, ministro da saúde, vem a público dizer que não sabia que ao comprar vacinas, tinha também, que comprar seringas; e nada acontece com ele e nem com o seu superior imediato, que de tudo zomba e bate fotos com criminoso de alta periculosidade.
Por sua vez, há suspeitas de que os retardamentos das decisões sobre as compras de vacinas estão interligados com interesses de poderosas clínicas, hospitais e laboratórios que disputam o mercado de vendas para a população. Bolsonaro já antecipou que o País está quebrado.
Na calada da noite a Globo News dá voz, fotografia e vez ao execrável Demétrio Magnoli, notório negacionista, na defesa de Bolsonaro se meter no meio do povo, sem usar máscara, argumentando que o trabalhador que usa trens e ônibus lotados também deveria ser criticado por ser um potencial agente transmissor do vírus, em massa.
Olhando no cantinho do olho do jornalismo cretino você é capaz de enxergar que a viajem de uma comitiva de mercadores da saúde à Índia, para analisar a vacina, o agravamento da pandemia fede a grandes possibilidades de lucro e, onde o lucro feder, com certeza, a Globo estará lá.
A meta ainda é matar 250 mil pessoas, ainda que tenham que intensificar o pânico na população para privatizar a vacinação a preços pela hora da morte.
Como admirador de Zeca Pagodinho, fiquei até otimista ao ver que ele havia postado que um ano que começa numa sexta feira não tem como dar errado. Mas, estou cheio de dúvidas e desesperanças.
De cara, percebo que Bolsonaro vai continuar firme praticando seus crimes, incentivando seus filhos a seguirem o pai e continuar lutando pelo título de genocida do século 21.
A conclusão não é difícil de tirar; um presidente que nega uma pandemia como essa e com o mais absoluto cinismo liberou 945 tipos de agrotóxicos em 2020, fez pouco caso das enchentes, das queimadas e dos desmatamentos, tem a verdadeira noção de que a sociedade civil está completamente dominada e a meta de extermínio de centenas de milhares de seres humanos será atingida para a alegria dos banqueiros e rentistas.
O fato concreto é que o País inicia um novo ano, de uma nova década, de um novo século com o acordão político para eleger um pária chamado Baleia Rossi para a presidência da câmara dos deputados, para se livrar do mal maior que é o candidato de Bolsonaro, num atestado claro de que a capacidade de organização da sociedade civil retrocedeu algumas décadas, assim como a economia, a ciência, a cultura e todo o acúmulo dos 12 anos de governos do Partido dos Trabalhadores.
Os retratos da juíza negacionista, olavista, que ensina como não usar máscara e da fuga de Moro para os EUA, não serão fixados na parede do meu quarto; como também não será em nenhuma parede da casa a cara dele com seu sorriso cínico ao ser barrado de entrar no Uruguai.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O ano de 2021 começou e fica com os profissionais de fotografias, o prêmio de retrato de um Brasil que pautava a agenda mundial há pouco tempo; e um País que caiu ao rés do chão.
A fotografia de lula em Cuba para ser personagem de um filme do premiado diretor norte-americano Oliver Stone - ganhador de  3 Oscar -, e a fotografia de Bolsonaro em um jogo beneficente, abraçado com o principal lavador de dinheiro do PCC, dizem muito.
Há 6 anos a foto que predominava era a de um certo Aécio Neves, candidato derrotado nas eleições presidenciais, de dedo em riste, dizendo em tom de ameaça que a presidenta Dilma não governaria no segundo mandato, mesmo que ele e sua corja tivessem que quebrar o Brasil.
A exibição do mergulho de Bolsonaro na praia cercado de asseclas, capatazes e seguranças, para gáudio de uma plateia de imbecis, remete à mais famosa fotografia de Benito Mussolini, numa praia, rodeado do mesmo tipo de gente, para exibir com seu físico a supremacia do regime fascista que não indicava que, pouco tempo depois seria fuzilado e seu corpo pendurado pelos pés e exibido em um posto de gasolina.
O homem que foi fotografado abraçado com o presidente da República é conhecido como Fred, que segundo a polícia civil, o dinheiro oriundo do tráfico internacional de entorpecentes de países como Bélgica, Portugal, Itália e África, pelo porto de Santos, é encaminhado para ele. Bolsonaro não é ingênuo, nem o idiota que muita gente pensa que é.
Tudo que ele faz é planejado para consolidar a figura de um homem do povo, sem frescura, que fala o que pensa e não gosta de ambientes sofisticados, preferindo se comportar igual ao homem do povo, deixando a impressão de que, quem o censura ou recrimina é porque não aceita seu estilo simples e popular.
Seguindo o perfil dele tem milhões que ainda o consideram um bom presidente e encaram com naturalidade as já quase 200 mil mortes pelo Covid-19 e que ele não podia fazer mais do que fez.
O mundo inteiro tem consciência e está muito preocupado com a nova expansão da pandemia e já há quem considere 2021 como um novo ano perdido.
No entanto, no Brasil, um general da ativa, especialista em logística nas forças armadas, ministro da saúde, vem a público dizer que não sabia que ao comprar vacinas, tinha também, que comprar seringas; e nada acontece com ele e nem com o seu superior imediato, que de tudo zomba e bate fotos com criminoso de alta periculosidade.
Por sua vez, há suspeitas de que os retardamentos das decisões sobre as compras de vacinas estão interligados com interesses de poderosas clínicas, hospitais e laboratórios que disputam o mercado de vendas para a população. Bolsonaro já antecipou que o País está quebrado.
Na calada da noite a Globo News dá voz, fotografia e vez ao execrável Demétrio Magnoli, notório negacionista, na defesa de Bolsonaro se meter no meio do povo, sem usar máscara, argumentando que o trabalhador que usa trens e ônibus lotados também deveria ser criticado por ser um potencial agente transmissor do vírus, em massa.
Olhando no cantinho do olho do jornalismo cretino você é capaz de enxergar que a viajem de uma comitiva de mercadores da saúde à Índia, para analisar a vacina, o agravamento da pandemia fede a grandes possibilidades de lucro e, onde o lucro feder, com certeza, a Globo estará lá.
A meta ainda é matar 250 mil pessoas, ainda que tenham que intensificar o pânico na população para privatizar a vacinação a preços pela hora da morte.
Como admirador de Zeca Pagodinho, fiquei até otimista ao ver que ele havia postado que um ano que começa numa sexta feira não tem como dar errado. Mas, estou cheio de dúvidas e desesperanças.
De cara, percebo que Bolsonaro vai continuar firme praticando seus crimes, incentivando seus filhos a seguirem o pai e continuar lutando pelo título de genocida do século 21.
A conclusão não é difícil de tirar; um presidente que nega uma pandemia como essa e com o mais absoluto cinismo liberou 945 tipos de agrotóxicos em 2020, fez pouco caso das enchentes, das queimadas e dos desmatamentos, tem a verdadeira noção de que a sociedade civil está completamente dominada e a meta de extermínio de centenas de milhares de seres humanos será atingida para a alegria dos banqueiros e rentistas.
O fato concreto é que o País inicia um novo ano, de uma nova década, de um novo século com o acordão político para eleger um pária chamado Baleia Rossi para a presidência da câmara dos deputados, para se livrar do mal maior que é o candidato de Bolsonaro, num atestado claro de que a capacidade de organização da sociedade civil retrocedeu algumas décadas, assim como a economia, a ciência, a cultura e todo o acúmulo dos 12 anos de governos do Partido dos Trabalhadores.
Os retratos da juíza negacionista, olavista, que ensina como não usar máscara e da fuga de Moro para os EUA, não serão fixados na parede do meu quarto; como também não será em nenhuma parede da casa a cara dele com seu sorriso cínico ao ser barrado de entrar no Uruguai.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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