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A Ford acaba de anunciar o encerramento da 
produção de veículos no Brasil, com o fecha
mento das fábricas que a montadora mantém em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE), onde é fabricado o utilitário 4x4 T4, da Troller. De natureza estritamente empresarial, a decisão repercute em Sergipe, onde há fabricantes de autopeças que produzem unicamente para a Ford.
O vírus que já ceifou a vida de 200 mil brasileiros colaborou com mais essa. De acordo com a companhia, as três linhas de produção terão as atividades encerradas durante este ano, "à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas".
Para mensurar o impacto da notícia, basta se ater aos números do desemprego no estado. Desemprego e informalidade já estão nas alturas. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio referentes a Sergipe demonstram com clareza estatística as agruras por que passa a nossa gente.
 A taxa de desocupação entre os sergipanos é alarmante, não arrefece. Em maio, primeiro mês da pesquisa, a população ocupada somava 826 mil pessoas. Depois de seis meses de baixas consecutivas no mercado de trabalho, os sergipanos empregados de algum modo não passam de 776 mil.
Convém lembrar que a crise do emprego no mercado local é anterior à pandemia. A Covid-19 só fez acentuar um quadro já dramático, de há muito. A decisão da Ford, somada ao fim das atividades locais da Petrobras, vai doer no bolso dos sergipanos.

A Ford acaba de anunciar o encerramento da  produção de veículos no Brasil, com o fecha mento das fábricas que a montadora mantém em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE), onde é fabricado o utilitário 4x4 T4, da Troller. De natureza estritamente empresarial, a decisão repercute em Sergipe, onde há fabricantes de autopeças que produzem unicamente para a Ford.
O vírus que já ceifou a vida de 200 mil brasileiros colaborou com mais essa. De acordo com a companhia, as três linhas de produção terão as atividades encerradas durante este ano, "à medida em que a pandemia de Covid-19 amplia a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas".
Para mensurar o impacto da notícia, basta se ater aos números do desemprego no estado. Desemprego e informalidade já estão nas alturas. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra em Domicílio referentes a Sergipe demonstram com clareza estatística as agruras por que passa a nossa gente.
 A taxa de desocupação entre os sergipanos é alarmante, não arrefece. Em maio, primeiro mês da pesquisa, a população ocupada somava 826 mil pessoas. Depois de seis meses de baixas consecutivas no mercado de trabalho, os sergipanos empregados de algum modo não passam de 776 mil.
Convém lembrar que a crise do emprego no mercado local é anterior à pandemia. A Covid-19 só fez acentuar um quadro já dramático, de há muito. A decisão da Ford, somada ao fim das atividades locais da Petrobras, vai doer no bolso dos sergipanos.

 


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