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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, di-
vulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Ge-
ografia e Estatística, demonstra com a fria clareza matemática das estatísticas: o pobre está suando mais para colocar comida na mesa. O pão de cada dia cobra cada vez mais dos braços cansados.
Em dezembro, os preços dos produtos alimentícios avançaram 1,86%, enquanto em novembro registraram 2,65%. Movimento diferente dos não alimentícios que apresentaram alta de 1,33%, após elevação de 0,42% em novembro. O IBGE informou ainda que todas as áreas pesquisadas apresentaram aumento no mês. O menor percentual foi o de Aracaju (0,89%), influenciado pelas quedas de 2,22% nos preços de aparelhos telefônicos e de 2,92% nos do pão francês. São Luiz foi a área onde houve o maior índice, com alta de 2,09%, impactado, principalmente, pelo avanço de 10,82% no preço das carnes.
A inflação pesa em todas as faixas de renda, naturalmente. Mas é preciso se ater para o peso que a alimentação tem no orçamento das famílias de menor renda. Considerado o salário mínimo em vigor, boa parte dos trabalhadores brasileiros trabalha para comer e alimentar os seus. Por isso as lutas populares por moradia, educação e saúde. Para milhões de brasileiros, um teto sobre a cabeça, por exemplo, os direitos fundamentais consagrados pela Constituição, é luxo.
O INPC avalia o poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento. Ou seja, trata justamente do destino dado pelo trabalhador ao produto do próprio trabalho, mais das vezes, dá para o pão e mais nada.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, di- vulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Ge- ografia e Estatística, demonstra com a fria clareza matemática das estatísticas: o pobre está suando mais para colocar comida na mesa. O pão de cada dia cobra cada vez mais dos braços cansados.
Em dezembro, os preços dos produtos alimentícios avançaram 1,86%, enquanto em novembro registraram 2,65%. Movimento diferente dos não alimentícios que apresentaram alta de 1,33%, após elevação de 0,42% em novembro. O IBGE informou ainda que todas as áreas pesquisadas apresentaram aumento no mês. O menor percentual foi o de Aracaju (0,89%), influenciado pelas quedas de 2,22% nos preços de aparelhos telefônicos e de 2,92% nos do pão francês. São Luiz foi a área onde houve o maior índice, com alta de 2,09%, impactado, principalmente, pelo avanço de 10,82% no preço das carnes.
A inflação pesa em todas as faixas de renda, naturalmente. Mas é preciso se ater para o peso que a alimentação tem no orçamento das famílias de menor renda. Considerado o salário mínimo em vigor, boa parte dos trabalhadores brasileiros trabalha para comer e alimentar os seus. Por isso as lutas populares por moradia, educação e saúde. Para milhões de brasileiros, um teto sobre a cabeça, por exemplo, os direitos fundamentais consagrados pela Constituição, é luxo.
O INPC avalia o poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento. Ou seja, trata justamente do destino dado pelo trabalhador ao produto do próprio trabalho, mais das vezes, dá para o pão e mais nada.

 


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