A VERDADE DO PARLAMENTO

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
A câmara dos deputados, deturpadamente apelidada de casa do povo, encenou, na noite de 01 de fevereiro de 2021, um repeteco daquele espetáculo midiático de 17 de abril de 2016, quando votou autorizando a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Naquele prolongado dia, para delírio da mídia patronal e de toda sorte de golpistas, o parlamento brasileiro mostrou sua cara e abriu as portas do País para a implantação de mais uma ditadura civil-militar.
Na sequência da panaceia desvairada, com homologação do senado federal, vistas grossas do STF, apoio hegemônico da mídia e dos estamentos militares, se iniciou a deposição de uma presidenta honesta, a ascensão de Michel Temer e derrocada de toda uma evolução econômica e social, de crescimento do PIB em 4,5% de média anual.
Como nada pode ser tão ruim que não possa piorar veio a impensada eleição do político mais desqualificado da história do Brasil como presidente da República, que acaba de completar dois anos de mandato com um saldo cruel que está bem próximo de atingir o objetivo de matar 250 mil pessoas pelo Covid-19.
Foram passos cruciais para interromper uma caminhada que levou o País a saltar da 13ª posição na graduação da economia mundial, para a sexta colocação, deixando para trás gigantes europeus, e com grande protagonismo na formatação da agenda mundial na economia e na política externa.
Em qualquer reunião do G-7+1; G-8; ou G-20; estava lá o presidente da República Federativa do Brasil ou, seu ministro das Relações Exteriores a erguer acima das poderosas cabeças a bandeira tremulante e ameaçadora: "Nossa guerra é para acabar com a fome no mundo".
Foi essa ousadia que começou a semear a ideia de que enquanto nação soberana, o Brasil deveria ser destruído.
Eis então que surgiu a dúvida cruel; devemos invadi-lo com soldados e armas pesadas, ou simplesmente corromper suas instituições e subjugar seu povo?
Venceu a segunda opção e desde junho de 2013, o botão de controle foi acionado com manifestações estudantis contra o aumento de 10 centavos nas passagens de ônibus em São Paulo, com o aproveitamento da farsa da lava jato, o ressurgimento com a máxima força da palavra de ordem de combate à corrupção, o velho preconceito para execrar uma mulher na presidência da República e a dominação quase total do congresso nacional e, principalmente, do judiciário e do arcabouço militar. No tocante à chamada grande imprensa, já fazia muito tempo que ela estava dominada.
Prosseguindo a aplicação à risca do projeto de subordinação dos interesses do País ao mercado, nesse primeiro de fevereiro foram eleitas as novas mesas diretoras da câmara e do senado, com indicativos de piora nas perspectivas de que os interesses populares venham a ser respeitados.
Antes, é bom lembrar o quanto a sociedade está desatenta quanto o perfil ideológico, moral e ético de quem se elege para decidir sobre suas vidas.
Ao fim das eleições gerais de 2014, o jornalista Antônio Florêncio Queiroz, Toninho do DIAP, alertou que para a legislatura seguinte, tinha sido eleito um dos mais conservadores congressos da nossa história e não deu outra.
Em 01 de fevereiro de 2015, Eduardo Cunha foi eleito presidente da câmara dos deputados com 267 votos, ou 52,04% dos votantes; Arlindo Chinaglia: 136 votos; Júlio Delgado: 100 votos; Chico Alencar: 08 votos e 02 votos em branco.
No dia 02 de fevereiro de 2017, Rodrigo Maia foi eleito com 293 votos, derrotando Jovair Arantes com 105 votos; André Figueiredo com 59 votos; Júlio Delgado com 28 votos; Luiza Erundina com 10 votos; Jair Bolsonaro com 04 votos e 05 votos em branco.
Em 01 de fevereiro de 2019, Rodrigo Maia foi reeleito presidente da câmara dos deputados com 334 votos ou, 65,6% dos votantes.
Um registro importante; 20 meses antes de se eleger presidente da República, Jair Bolsonaro, como candidato a presidente da câmara dos deputados, no sétimo mandato, teve apenas 04 votos, perdendo para os votos em branco, mostrando sua insignificância política.
Merece destaque nessa noite de 01 de fevereiro de 2021, o discurso do candidato de protesto Kim kataguiri (DEM-SP) que relembrou aquela eleição e destacou a mediocridade de Jair Bolsonaro em 2017.
Portanto, essa última eleição não deixa margens a dúvidas do que vem pela frente em termos de massacre à classe trabalhadora e ao povão, na perspectiva de um domínio total das forças reacionárias e o aprofundamento de uma ditadura civil-militar.
O novo presidente da câmara foi eleito com 302 votos, 59,80% dos votantes; contra Baleia Rossi com 145 votos; Fábio Ramalho com 21 votos; Luiza Erundina com 16 votos; Marcel Van Hatten com 13 votos; Kim kataguiri com 02 votos e general Paternelli com 01 voto.
Uma amostra real dessa gente que vem destruindo uma nação para o bem do capital internacional está bem exposta na foto da deputada Flordelis vestida de calça cumprida para esconder a tornozeleira eletrônica, abraçada ao novo presidente que responde a dois processos por rachadinhas em Alagoas.
Essa gente não quer Lula de volta porque não quer que o povo tenha direitos e o Brasil seja uma Pátria soberana.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

A câmara dos deputados, deturpadamente apelidada de casa do povo, encenou, na noite de 01 de fevereiro de 2021, um repeteco daquele espetáculo midiático de 17 de abril de 2016, quando votou autorizando a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Naquele prolongado dia, para delírio da mídia patronal e de toda sorte de golpistas, o parlamento brasileiro mostrou sua cara e abriu as portas do País para a implantação de mais uma ditadura civil-militar.
Na sequência da panaceia desvairada, com homologação do senado federal, vistas grossas do STF, apoio hegemônico da mídia e dos estamentos militares, se iniciou a deposição de uma presidenta honesta, a ascensão de Michel Temer e derrocada de toda uma evolução econômica e social, de crescimento do PIB em 4,5% de média anual.
Como nada pode ser tão ruim que não possa piorar veio a impensada eleição do político mais desqualificado da história do Brasil como presidente da República, que acaba de completar dois anos de mandato com um saldo cruel que está bem próximo de atingir o objetivo de matar 250 mil pessoas pelo Covid-19.
Foram passos cruciais para interromper uma caminhada que levou o País a saltar da 13ª posição na graduação da economia mundial, para a sexta colocação, deixando para trás gigantes europeus, e com grande protagonismo na formatação da agenda mundial na economia e na política externa.
Em qualquer reunião do G-7+1; G-8; ou G-20; estava lá o presidente da República Federativa do Brasil ou, seu ministro das Relações Exteriores a erguer acima das poderosas cabeças a bandeira tremulante e ameaçadora: "Nossa guerra é para acabar com a fome no mundo".
Foi essa ousadia que começou a semear a ideia de que enquanto nação soberana, o Brasil deveria ser destruído.
Eis então que surgiu a dúvida cruel; devemos invadi-lo com soldados e armas pesadas, ou simplesmente corromper suas instituições e subjugar seu povo?
Venceu a segunda opção e desde junho de 2013, o botão de controle foi acionado com manifestações estudantis contra o aumento de 10 centavos nas passagens de ônibus em São Paulo, com o aproveitamento da farsa da lava jato, o ressurgimento com a máxima força da palavra de ordem de combate à corrupção, o velho preconceito para execrar uma mulher na presidência da República e a dominação quase total do congresso nacional e, principalmente, do judiciário e do arcabouço militar. No tocante à chamada grande imprensa, já fazia muito tempo que ela estava dominada.
Prosseguindo a aplicação à risca do projeto de subordinação dos interesses do País ao mercado, nesse primeiro de fevereiro foram eleitas as novas mesas diretoras da câmara e do senado, com indicativos de piora nas perspectivas de que os interesses populares venham a ser respeitados.
Antes, é bom lembrar o quanto a sociedade está desatenta quanto o perfil ideológico, moral e ético de quem se elege para decidir sobre suas vidas.
Ao fim das eleições gerais de 2014, o jornalista Antônio Florêncio Queiroz, Toninho do DIAP, alertou que para a legislatura seguinte, tinha sido eleito um dos mais conservadores congressos da nossa história e não deu outra.
Em 01 de fevereiro de 2015, Eduardo Cunha foi eleito presidente da câmara dos deputados com 267 votos, ou 52,04% dos votantes; Arlindo Chinaglia: 136 votos; Júlio Delgado: 100 votos; Chico Alencar: 08 votos e 02 votos em branco.
No dia 02 de fevereiro de 2017, Rodrigo Maia foi eleito com 293 votos, derrotando Jovair Arantes com 105 votos; André Figueiredo com 59 votos; Júlio Delgado com 28 votos; Luiza Erundina com 10 votos; Jair Bolsonaro com 04 votos e 05 votos em branco.
Em 01 de fevereiro de 2019, Rodrigo Maia foi reeleito presidente da câmara dos deputados com 334 votos ou, 65,6% dos votantes.
Um registro importante; 20 meses antes de se eleger presidente da República, Jair Bolsonaro, como candidato a presidente da câmara dos deputados, no sétimo mandato, teve apenas 04 votos, perdendo para os votos em branco, mostrando sua insignificância política.
Merece destaque nessa noite de 01 de fevereiro de 2021, o discurso do candidato de protesto Kim kataguiri (DEM-SP) que relembrou aquela eleição e destacou a mediocridade de Jair Bolsonaro em 2017.
Portanto, essa última eleição não deixa margens a dúvidas do que vem pela frente em termos de massacre à classe trabalhadora e ao povão, na perspectiva de um domínio total das forças reacionárias e o aprofundamento de uma ditadura civil-militar.
O novo presidente da câmara foi eleito com 302 votos, 59,80% dos votantes; contra Baleia Rossi com 145 votos; Fábio Ramalho com 21 votos; Luiza Erundina com 16 votos; Marcel Van Hatten com 13 votos; Kim kataguiri com 02 votos e general Paternelli com 01 voto.
Uma amostra real dessa gente que vem destruindo uma nação para o bem do capital internacional está bem exposta na foto da deputada Flordelis vestida de calça cumprida para esconder a tornozeleira eletrônica, abraçada ao novo presidente que responde a dois processos por rachadinhas em Alagoas.
Essa gente não quer Lula de volta porque não quer que o povo tenha direitos e o Brasil seja uma Pátria soberana.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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