PT 41 ANOS: A UTOPIA E A CIRANDA DA BAILARINA

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Somente um gênio como Chico Buarque, em parceria com Luiz Cláudio Ramos, poderia compor uma canção como a Ciranda da Bailarina, como premonição conjuntural que anos depois retratasse tão bem a forma como uma variante muito ampla da sociedade consciente fosse patrulhar o Partido dos Trabalhadores em suas ousadas iniciativas perante os desafios da história.
Transpondo o que a bailarina, gravada em 2004 por Adriana Calcanhoto, não pode ter, para o cenário de medo que o PT causa, é por demais risível o que se vê, se escuta e se lê com o simples anúncio de que Lula incentivou Fernando Haddad botar o bloco na rua tomando a iniciativa da política.
Vamos então para a tragédia humana enfrentada pelo Brasil. O País está prestes a completar um ano dominado, ameaçado e a caminho da destruição por uma pandemia disseminada por um vírus chamado Covid-19.
A tendência é encerrar fevereiro com mais de 250 mil mortes, meta almejada pelos genocidas Jair Bolsonaro e Paulo Guedes para glória do Deus mercado.
É imperativo que toda a atenção do País estivesse voltada para exigir a vacinação já; mas, diante de um governo militar negacionista, a conjuntura exige iniciativas políticas que forcem o congresso nacional, dirigido pela ARENA, a maneirar na subserviência ao planalto.
A busca da homogeinização da sociedade ficou nua com as mãos nos bolsos após o tiro certeiro de Lula no incentivo a Haddad.
Ficou visível que "todo mundo tem a marca da vacina; tem frieira; tem coceira; tem ameba e tem lombriga; tem casca de ferida, tem; tem escarlatina; tem febre amarela; tem bigode de groselha; tem calcinha um pouco velha, tem; tem problema na família; tem candidato a todos os cargos majoritários e só o PT não tem? Ou está decidido que não pode ter?"
A Câmara dos Deputados acabou de passar por um turbulento processo de eleição da mesa diretora, mas, antes impuseram; o PT não pode ter candidato a presidente.
Esperem um pouco, até bem pouco tempo era tradição que o partido da maior bancada tinha direito à presidência da casa, que o digam os remanescentes do PFL e do MDB. Mas, essa prerrogativa, só o PT que não tem?
No cenário especulativo atual além de Bolsonaro tem o Ciro Gomes, tem a Marina Silva, tem o João Dória, tem o Sério Moro, tem o Luciano Huck, tem o Flávio Dino e até o Rodrigo Maia que se lançou no desespero e só o PT não tem?
E para não dizer que não falei das flores, assim que acabou a eleição para a prefeitura de São Paulo, Guilherme Boullos, após o grande desempenho, teve seu nome lançado como candidato a presidente da República. E daí? Daí que é normal que todos tenham o direito e até o dever de colocar seus nomes na vitrine.
Mas, nomes antes de um programa? Sim! Os programas já são todos conhecidos; são como lista de supermercado; mudam as marcas, mas os produtos são idênticos.
Vejamos então os exemplos: O PT disputou oito eleições presidenciais, foi para o segundo turno em seis, ganhou quatro seguidas e governou três mandatos consecutivos e foi impedido via golpe de governar o quarto mandato e tirou o país da rabeira dos mais desenvolvidos e elevou à sexta economia do mundo, atingindo os melhores e maiores índices de desenvolvimento econômico social e cultural; teve a última eleição sabotada para não vencer de novo e não pode mandar um quadro consagrado com 47 milhões de votos andar pelo Brasil para conversar com o povo? Antes, tem que ter o aval de Ciro Gomes, de Marina Silva, de Guilherme Boullos e da mídia golpista? São democratas ou patrulhas odaras?
Na recente eleição para a prefeitura de São Paulo, o PT foi massacrado por uma dita parcela dita de esquerda que bradava a todos os ventos que a candidatura de Jilmar Tatto prejudicava a de Guilherme Boullos e facilitava a ida de outro candidato de direita ao segundo turno.
O resultado é que Boullos foi para o segundo turno contra Bruno Covas, com o PT engajado na campanha, e saiu como mais um gigante da esquerda no cenário político nacional.
A hipocrisia não pode nunca encobrir a verdade. Os que hoje querem sufocar o Partido dos Trabalhadores para saírem do obscurantismo, no passado, lutaram para que houvesse eleição em dois turnos e, ao não construírem ou não terem partidos competitivos, querem acabar e não têm coragem de dizer, porque não têm programas a apresentar para o debate.
Enquanto o PT caminha em direção à sua utopia, mesmo sabendo que a cada passo dado o horizonte se afasta um passo, não desiste do sonho de , há 41 anos ser e continuar sendo o partido da classe trabalhadora, o que resta é a velha ARENA, dividida entre DEM e PP, um carcomido MDB que já se perdeu nos caminhos da distopia e não é nem sombra do MDB de Ulisses Guimarães, Alencar Furtado, Chico Pinto, Roberto Requião e Jackson Barreto e o PSDB subjugado à esperteza de um homem que se fez juntando ricos para conversarem com políticos e políticos para conversarem com ricos.
A trajetória histórica de São Paulo foi de produzir o adhemarismo, o janismo, o malufismo e agora, o dorismo.
E o resto? Muitos terão a opção de se juntarem ao bolsonarismo com o único programa que conhecem; não deixar o PT governar; preferem continuar afundando o Brasil. E a Bailarina?
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Somente um gênio como Chico Buarque, em parceria com Luiz Cláudio Ramos, poderia compor uma canção como a Ciranda da Bailarina, como premonição conjuntural que anos depois retratasse tão bem a forma como uma variante muito ampla da sociedade consciente fosse patrulhar o Partido dos Trabalhadores em suas ousadas iniciativas perante os desafios da história.
Transpondo o que a bailarina, gravada em 2004 por Adriana Calcanhoto, não pode ter, para o cenário de medo que o PT causa, é por demais risível o que se vê, se escuta e se lê com o simples anúncio de que Lula incentivou Fernando Haddad botar o bloco na rua tomando a iniciativa da política.
Vamos então para a tragédia humana enfrentada pelo Brasil. O País está prestes a completar um ano dominado, ameaçado e a caminho da destruição por uma pandemia disseminada por um vírus chamado Covid-19.
A tendência é encerrar fevereiro com mais de 250 mil mortes, meta almejada pelos genocidas Jair Bolsonaro e Paulo Guedes para glória do Deus mercado.
É imperativo que toda a atenção do País estivesse voltada para exigir a vacinação já; mas, diante de um governo militar negacionista, a conjuntura exige iniciativas políticas que forcem o congresso nacional, dirigido pela ARENA, a maneirar na subserviência ao planalto.
A busca da homogeinização da sociedade ficou nua com as mãos nos bolsos após o tiro certeiro de Lula no incentivo a Haddad.
Ficou visível que "todo mundo tem a marca da vacina; tem frieira; tem coceira; tem ameba e tem lombriga; tem casca de ferida, tem; tem escarlatina; tem febre amarela; tem bigode de groselha; tem calcinha um pouco velha, tem; tem problema na família; tem candidato a todos os cargos majoritários e só o PT não tem? Ou está decidido que não pode ter?"
A Câmara dos Deputados acabou de passar por um turbulento processo de eleição da mesa diretora, mas, antes impuseram; o PT não pode ter candidato a presidente.
Esperem um pouco, até bem pouco tempo era tradição que o partido da maior bancada tinha direito à presidência da casa, que o digam os remanescentes do PFL e do MDB. Mas, essa prerrogativa, só o PT que não tem?
No cenário especulativo atual além de Bolsonaro tem o Ciro Gomes, tem a Marina Silva, tem o João Dória, tem o Sério Moro, tem o Luciano Huck, tem o Flávio Dino e até o Rodrigo Maia que se lançou no desespero e só o PT não tem?
E para não dizer que não falei das flores, assim que acabou a eleição para a prefeitura de São Paulo, Guilherme Boullos, após o grande desempenho, teve seu nome lançado como candidato a presidente da República. E daí? Daí que é normal que todos tenham o direito e até o dever de colocar seus nomes na vitrine.
Mas, nomes antes de um programa? Sim! Os programas já são todos conhecidos; são como lista de supermercado; mudam as marcas, mas os produtos são idênticos.
Vejamos então os exemplos: O PT disputou oito eleições presidenciais, foi para o segundo turno em seis, ganhou quatro seguidas e governou três mandatos consecutivos e foi impedido via golpe de governar o quarto mandato e tirou o país da rabeira dos mais desenvolvidos e elevou à sexta economia do mundo, atingindo os melhores e maiores índices de desenvolvimento econômico social e cultural; teve a última eleição sabotada para não vencer de novo e não pode mandar um quadro consagrado com 47 milhões de votos andar pelo Brasil para conversar com o povo? Antes, tem que ter o aval de Ciro Gomes, de Marina Silva, de Guilherme Boullos e da mídia golpista? São democratas ou patrulhas odaras?
Na recente eleição para a prefeitura de São Paulo, o PT foi massacrado por uma dita parcela dita de esquerda que bradava a todos os ventos que a candidatura de Jilmar Tatto prejudicava a de Guilherme Boullos e facilitava a ida de outro candidato de direita ao segundo turno.
O resultado é que Boullos foi para o segundo turno contra Bruno Covas, com o PT engajado na campanha, e saiu como mais um gigante da esquerda no cenário político nacional.
A hipocrisia não pode nunca encobrir a verdade. Os que hoje querem sufocar o Partido dos Trabalhadores para saírem do obscurantismo, no passado, lutaram para que houvesse eleição em dois turnos e, ao não construírem ou não terem partidos competitivos, querem acabar e não têm coragem de dizer, porque não têm programas a apresentar para o debate.
Enquanto o PT caminha em direção à sua utopia, mesmo sabendo que a cada passo dado o horizonte se afasta um passo, não desiste do sonho de , há 41 anos ser e continuar sendo o partido da classe trabalhadora, o que resta é a velha ARENA, dividida entre DEM e PP, um carcomido MDB que já se perdeu nos caminhos da distopia e não é nem sombra do MDB de Ulisses Guimarães, Alencar Furtado, Chico Pinto, Roberto Requião e Jackson Barreto e o PSDB subjugado à esperteza de um homem que se fez juntando ricos para conversarem com políticos e políticos para conversarem com ricos.
A trajetória histórica de São Paulo foi de produzir o adhemarismo, o janismo, o malufismo e agora, o dorismo.
E o resto? Muitos terão a opção de se juntarem ao bolsonarismo com o único programa que conhecem; não deixar o PT governar; preferem continuar afundando o Brasil. E a Bailarina?

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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